<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069</id><updated>2011-11-09T17:48:30.091-08:00</updated><title type='text'>A Espada Rubra</title><subtitle type='html'>"No vigésimo dia da batalha, Agrom-Vimak foi derrotado e sua espada partida em três pedaços. Os Sete decidiram esconder os fragmentos em lugares distantes. Um deles foi enterrado com seu dono. Outro foi levado ao templo branco de Kalag e o último perdeu-se em sua jornada pra o norte. Assim perdeu-se a Espada Rubra de Agrom-Vimak, e que permaneça perdida para todo o sempre"  - Pergaminhos dos Sete</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-3869977509185901608</id><published>2011-07-10T16:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-10T17:54:59.631-07:00</updated><title type='text'>Gavadran</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O som da pena deslizando sobre o papel grosso do enorme livro com capa  de couro era rápido, rasgado e extremamente irritante. Ao menos assim  pensava Arannis enquanto observava o anão diante dele. Este tinha pouco  cabelo e uma barba avermelhada repleta de tranças e anéis de ouro.  Estava debruçado sobre um enorme livro e atrás de uma escrivaninha de  carvelho enegrecido pelo tempo. Atrás dele, prateleiras repletas de  livros e objetos estranhos davam ao escritório um ar de biblioteca  arcana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor Gulmus, eu e meus amigos..." Começou o paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Shhh... Já disse. Espere até eu terminar!" Rosnou o anão "Turm, tome  isto e entregue o mais rápido que puder." Disse o anão ao jovem ajudante  que aguardava atrás de Arannis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem anão, de barba rala e bochechas rosadas pegou o pedaço de papel  entregue por Gulmus e saiu correndo, quase derrubando Ecniv e Laucian, o  bardo meio-elfo de roupas verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito bem. O que querem afinal?" Resmungou Gulmus enquanto se  espreguiçava na cadeira que rangeu com seu peso. "Não tenho o dia todo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor Gulmus, sou Arannis, paladino de Avandra e membro da Ordem da  Liberdade." Disse o eladrin "Eu e meus companheiros precisamos utilizar o  portal da cidade." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você e seus companheiros têm que pagar e entrar na lista, como todos os  comerciantes. Uma vez que os drows deixaram a região, o comércio  precisa voltar a fluir e eu não pretendo perder mais dinheiro." Disse o  anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entendemos perfeitamente, senhor. Porém, se faz necessário. É uma questão de extrema importância." Disse Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não me interessa. Há componentes de magia, enrgía mística, mão de obra.  Tudo isso para que um grupo de cinco aventureiros poupe a sola das  botas?" Disse Gulmus, visivelmente impaciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu caro Gulmus, não há necessidade para tais formalidades. A Ordem da  Liberdade salvou a cidade e lhe deu a oportunidade de retomar os  negócios. Tenho certeza de que a guilda de magos não teria objeções."  Disse Laucian com um sorriso nos lábios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha. Você pode jogar seu charme em outro lugar, Laucian Moeda de Ouro.  Comigo não funciona. Ou eles pagam e esperam quinze dias ou nada  feito." Respondeu o anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis, Laucian e Ecniv se entreolharam e então o paladino suspirou.  Este retirou um pergaminho de dentro da bolsa mágica e o entregou a  Gulmus. "Não queria fazer isto mas já que o senhor está irredutível..."  Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gulmus pegou o pergaminho e percebeu o selo real. Quebrando o lacre, leu  atentamente o que estava escrito. Olhou para Arannis e leu novamente. A  carta, basicamente uma ordem, havia sido emitida por Kraig, agora rei  dos anões. esta exigia que a guilda de magos, que controlava o portal da  cidade, permitisse acesso total à Ordem da Liberdade e associados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem...er...neste caso eu...creio que posso transportar vocês. Quando  querem...er...partir?" Disse Gulmus, claramente mudando de tom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje mesmo." Disse Ecniv prontamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie estava quieta. Olhava de relance para o meio-elfo loiro ao seu  lado e se lembrava das palavras de Keyra: 'Ele não presta! Flertou  comigo na taverna depois de dizer que você era linda na ponte! Você não  pode cair nos encantos dele!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laucian sorria. Estava entre Keyra e Adrie na plataforma que os levaria  até um dos últimos níveis no subterrâneo da cidade anã. Com eles estavam  também Ecniv, Arannis, Soveliss e Damara. Estes conversavam entre eles  enquanto o elevador descia suavemente, após ter sido consertado por  Soveliss e Ecniv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem ao nível comandado pela guilda de magos, os heróis foram até  o local indicado por Gulmus, líder da mesma. Um salão enorme com uma  grande plataforma circular estava diante deles. Enormes arcos de pedra  se cruzavam sobre a plataforma, como grandes pontes. Ao lado do portal,  um painel de pedra com runas mágicas estava sendo limpo por dois anões.  Um deles, mais velho que o outro, aproximou-se dos aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ordem da Liberdade, sejam bem vindos ao portal de Forte Dourado." Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros trocaram algumas palavras com o operador do portal  enquanto Kubik subia na enorme plataforma junto com Soveliss e Damara.  Laucian, Keyra, Adrie e Arannis os seguiram logo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Damara, meu amor, você vai ficar bem?" Perguntou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro que vou seu mago tolo. É sua segurança que me preocupa." Respondeu a guerreira ruiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vou ficar bem, você sabe que somos os melhores no que fazemos." Disse o eladrin sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damara beijou seu amado e deixou a plataforma enquanto os anões iniciavam os procedimentos de ativação do portal mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra virou-se para Laucian e sorriu.  "E você está indo conosco porque mesmo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho negócios em Gavadran...e a companhia de tão belas mulheres sempre é ótima numa viagem como esta." disse o bardo piscando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah...tá..." Disse Keyra com um certo sarcasmo na voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis olhou para os anões e fez sinal de que estavam todos prontos. As  runas no painel brilharam enquanto energía mágica se acumulava nos  arcos de pedra acima.A energia começou a concentrar-se na direçao  central, onde os quatro arcos se tocavam, logo acima da Ordem da  Liberdade. Um grande brilho ofuscou os heróis e, segundos depois estavam  sobre uma plataforma similar, mas na superfície, sob a luz do sol.  Estavam em Gavadran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol brilhava fortemente. A cidade fervilhava com o som do mercado, próximo ao portal mágico. Era diferente de qualquer cidade que o grupo visitara no passado. As paredes das casas eram de uma cor bege, como a das areias do deserto. Os humanos que passavam por ali tinham a pele escura e os homens usavam longas barbas bezuntadas de óleo. As roupas eram diferentes também. Longos mantos de cores vistosas e turbantes eram comuns a quase todos. As mulheres vestiam mantos que lhes cobriam o rosto. Havia membros de outras raças e estes ou se vestiam de forma similar ou eram claramente vistos como estrangeiros. Música exótica podia ser ouvida ao longe e o som de animais de carga também. Cinco anões que operavam o portal mágico em Gavadran olharam perplexos quando a Ordem da Liberdade surgiu. Um deles, com a pele queimada pelo sol, aproximou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem vindos a Gavadran! Nós esperávamos uma caravana de minério, não um grupo de seis pessoas e...um goblin."Disse o anão olhando para Kubik&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mudança de planos. Mas a caravana deve vir logo em seguida." Disse Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem meus caros, creio que tenha chegado a hora de seguirmos por caminhos distintos!" Disse Laucian interrompendo-os&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo bardo. Nos vemos por aí." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até a próxima."Disse Soveliss sem dar muita atenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra apenas sorriu e virou-se para falar com Adrie, dando as costas para o meio-elfo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até outra hora." Disse Ecniv sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laucian virou-se e, antes de ir, indicou uma boa hospedaria perto dali. "Um ótimo serviço por um bom o preço."Disse este&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo deixou a plataforma do portal anão e seguiu pelas ruas de Gavadran. Logo o calor os fez tirar as capas. Apesar de não conhecerem a cidade, as indicações de Laucian os fizeram chegar a uma hospedaria chamada Jardim Perfeito. era um belo lugar, ricamente decorado. Na recepção, um humano de cabelos loiros e pele queimada pelo sol os recebeu com um largo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem vindos estrangeiros!" Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você também parece ser um." Afirmou Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim sim mas vivo há mais de vinte anos aqui. Em que posso ajudá-los?" perguntou o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Precisamos de quartos, banho comida." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certamente! Devo recomendar também nossa casa de banhos e massagem!" Disse o homem entusiasmado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Casa...de massagens?" Perguntou Ecniv arregalando os olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim! O senhor será atendido de forma excelente por nossas belas massagistas!" Disse o dono da estalagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis. Peguem os quartos, tomem banho e descansem. Eu PRECISO de uma massagem! Eu pago a conta do grupo!" Disse Ecniv sorrindo e esfregando uma mão na outra rapidamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem...sim. Creio que merecemos um bom descanso e eu não estou aguentando vestir esta armadura no calor desta cidade." Disse o eladrin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis, Soveliss, Adrie e Keyra tomaram se refrescaram nos banhos da estalagem e comeram uma bela refeição com frutas exóticas e carne de carneiro. Enquanto se preparavam para sair pela cidade, Arannis repassou o plano que formularam dias antes, ainda na cidade dos anões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lembrem-se, as pesquisas que fizemos na biblioteca dos anões nos trouxeram aqui. Há mais uma jóia nesta cidade com certeza e há também um item mágico que pode localizar as demais. Precisamos de ambos. Vamos perguntar pela cidade, pesquisar em bibliotecas locais e encontrar logo o que buscamos." disse o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo deixou a hospedaria. Todos menos Ecniv que decidiu ficar mais um tempo no local para experimentar a famosa massagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O senhor pode escolher entre nossas massagistas. Garanto que não irá se arrepender, senhor Ecniv." Disse o funcionário da estalagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah...mas disso eu tenho certeza!" Disse olhando para as dez jovens humanas trajando túnicas semi-transparentes diante dele  "Tenho certeza absoluta!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-3869977509185901608?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/3869977509185901608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/07/gavadran.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3869977509185901608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3869977509185901608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/07/gavadran.html' title='Gavadran'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-4616860074849970264</id><published>2011-05-20T08:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T11:04:58.310-07:00</updated><title type='text'>A Batalha de Forte Dourado - Parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clangor das trombetas anãs misturava-se aos gritos e ao som do aço chocando-se contra madeira ou metal. Berros de dor e barulho seco de metal contra carne eram ouvidos por toda parte. O guincho das repugnantes aranhas gigantes ao atacarem e os comandos das sacerdotizas que as comandavam eram capazes de gelar o sangue mas nada disso afetava o moral do rei Baltok Mão de Machado e de seus homens. Ao seu lado, repelindo ataques constantes de drows, estavam Medrash, o dragonborn vermelho, e Kraig, o príncipe dos anões. Drows tentavam em vão atingir o rei mas este revidava com seu machado mágico e gritava pedindo que mais viessem ao seu encontro. Kraig gargalhava enquanto girava seu próprio machado contra aranhas gigantes, do tamanho de enormes cães. Medrash mantinha seu enorme escudo pronto para proteger o rei e desferia golpes certeiros com sua espada flamejante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três grandes aranhas avançaram contra o dragonborn e este abriu a boca cuspiu uma labareda que chamuscou as criaturas. Logo em seguida, sua espada matou duas enquanto a terceira era morta por um anão jovem que empunhava um grande martelo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto dali, Arannis e a Ordem da Liberdade lutavam contra dezenas de drows e duergars. O paladino havia sido cercado por um anão cinzento e dois drows e se defendia habilmente. Os inimigos atacavam mas seus golpes eram aparados pelo grande escudo com o símbolo de Avandra ou pela espada cuja lâmina azulada podia ser vista ao longe em meio à batalha. Soveliss estava na amurada oposta, disparando magias contra os inimigos. Adrie havia se transformado num lobo atroz e rasgava a garganta de um drow enquanto um lobo místico invocado pela druida defendia sua retaguarda. Keyra saltava e corria pelo campo de batalha, atacando e esquivando-se com graça e movimentos certeiros.&lt;br /&gt;Ecniv havia se defendido algumas vezes de ataques inimigos mas procurava em meio ao caos da batalha um alvo importante. Foi então que o gnomo viu o general drow, cujo rosto havia sido marcado pela espada de Keyra na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hey!" Gritou Ecniv na direção do drow. Este nem ao menos notou o gnomo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu disse hey você! Seu elfo torrado!" Gritou novamente o bardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o drow parecia não dar atenção às suas provocações, Ecniv dirigiu-se de forma sorrateira até ele e então, surgindo de forma súbita, atingiu a coxa do drow com sua espada. Raios de eletricidade percorreram o corpo do inimigo que percebeu o gnomo e atacou ferozmente. Ecniv esquivou-se com grande rapidez e atacou novamente, fazendo com que sua espada mágica conduzisse suas magias. O general parecia enfraquecido pelos ataques rápidos e constantes do pequeno bardo que a cada golpe bem sucedido gargalhava e soltava provocações. O drow percebeu que cada golpe fazia com que sua visão ficasse turva e seus membros enfraquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pare de saltar, sapo!" Gritou o drow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso! Você é tão patético que tenho que dar pulinhos de alegria!" Riu Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra havia matado dois drows e estava indo em direção das sacerdotizas. Ela sabia que eram perigosas e algo que a jovem ladina possuía em abundância era um senso tático formidável. Keyra saltou da amurada, girando em pleno ar e arremessando uma adaga contra uma das drows. A arma não atingiu o alvo e retornou instantaneamente às mãos da meio-elfa e então a sacerdotiza a notou. A drow apontou um pequeno cetro na direção de Keyra e um raio de energia negra voou pelo campo de batalha, atingindo-a. A energia formou tentáculos que aprisionaram Keyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, então você quer usar magia?" Gritou Soveliss do outro lado. "Toma!" Gritou o eladrin enquando uma serpente de energía deixava seu orbe indo diretamente para a mulher drow. Esta defendeu-se com magia e então deixou Keyra e começou a lutar com Soveliss. O mago disparava seus feitiços e a clériga os repelia. Então, Soveliss sorriu e fazendo um gesto com sua mão, conjurou uma enorme mão de gelo que segurou a drow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não haverá amanhã para os drows!" Gritou o eladrin e então arremessou a drow pela amurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito da sacerdotiza desapareceu no abismo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anões estavam vencendo. Muitos haviam morrido mas a hoste de Forte Dourado avançava cada vez mais enquanto os drows cediam terreno. Baltok Mão de Machado avançava por cima de cadáveres de elfos-negros e Arannis estava ainda ileso mas sendo atacado por vários ao mesmo tempo. Keyra lançou sua adaga e cortou a garganta de um drow. Então, correu para ajudar Ecniv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis estava tomado pela fúria da batalha. Defendeu-se com o escudo de um golpe certeiro, girou o corpo e colocou toda sua força num único e devastador ataque que decepou a cabeça de um duergar. Outro anão cinzento estava indo na direção de Arannis e agora eram cinco os atacantes do eladrin. Então. Soveliss disparou uma bola de fogo na área onde Adrie e Arannis lutavam contra os drows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ops! Meu irmão!" Pensou o mago e então usou uma magia que teleportou Arannis para longe da explosão. Porém, o fogo atingiu Adrie que, em sua forma de lobo atroz ficou levemente chamuscada. O enorme lobo olhou na direção de Soveliss rosnando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpa!" Gritou ele sem graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o general drow continuava tentando atingir Ecniv sem sucesso. Arannis que havia sido teleportado para perto dele, atacou, atingindo o ombro do elfo-negro, partindo a ombreira da armadura. Adrie saltou na direção do drow, com sangue nas mandíbulas e o derrubou. O drow tentou levantar-se mas a espada de Keyra atingiu seu calcanhar, cortando-lhe os tendões. Então a ladina sacou sua adaga e a cravou nas costas do inimigo. O drow caiu de joelhos e a Ordem da Liberdade afastou-se mas Keyra então girou o corpo, fez um enorme corte no peito do general com sua adaga e então agarrou-o pelos cabelos, passando a espada por seu pescoço, no início devagar, depois culminando num corte rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensanguentada, a meio-elfa pisou sobre o cadáver do general e gritou. Não era um grito de vitória mas sim um urro de raiva que intimidou vários drows ao seu redor. Estes recuaram e logo estavam correndo. Então, todos os anões próximos à Ordem da Liberdade gritaram como Keyra e logo estavam correndo atrás de drows apovarados. O exército inimigo estava em pânico.&lt;br /&gt;Foi nesse momento, enquanto todos corriam no encalço da horda em frangalhos, que Adrie percebeu algo. Sobre uma das tendas, a uma distância segura, estava um gnomo. Era extremamente parecido com Ecniv. Porém, era mais velho e usava roupas negras. O gnomo estava armado com um arco curto e havia uma única flecha pronta para ser disparada. Antes que Adrie pudesse fazer qualquer coisa, o gnomo soltou o projétil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flecha cortou o ar e brilhou a alguns metros de Baltok Mão de Machado. A flecha mágica transformou-se em seis e todas atingiram o alvo. Adrie havia acompanhado a trajetória tortuosa da flecha. Era como se a mesma tivesse sido encantada para atingir apenas aquele alvo, o rei.&lt;br /&gt;O impacto dos projéteis lançou Baltok para trás. O rei caiu e logo vários anões e Medrash estavam protegendo-o com seus escudos. Adrie olhou novamente na direção do gnomo mas este havia desaparecido. A druida então assumiu sua forma de elfa e correu para ajudar o rei. Porém, a cada tentativa, parecia que as flechas entravam mais na carne do rei dos anões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército drow fugia. Haviam sido derrotados. Mas o preço havia sido a morte de Baltok Mão de Machado. O rei foi levado para dentro de Forte Dourado enquanto a Ordem da Liberdade, os Irmãos de Sangue e o resto dos anões matava os últimos drows sobre a ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tumba dos reis era uma caverna próxima de Forte Dourado. Era um lugar dedicado aos grandes reis e heróis dos anões. A enorme cripta era fechada. Duas grandes portas de pedra podiam ser abertas apenas com o brasão real, presente na coroa. As duas portas estavam abertas agora, enquanto uma multidão aguardava o início dos ritos fúnebres. Baltok Mão de Machado, o rei guerreiro, pai de Kraig, jazia sobre uma pira funerária erguida nos últimos dois dias por dezenas de anões. Era alta e o corpo do rei mal podia ser visto mas estava em paz. Kraig trazia consigo uma tocha e estava vestindo um longo manto de pele de lobo que havia pertencido ao seu pai. A Ordem da Liberdade, Linfur, Damara e Medrash observavam de perto. Todos partilhavam da dor do amigo apesar da grande vitória contra os drows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis colocou a mão sobre o ombro de Kraig. "Ele orgulhou seus ancestrais. Faça o mesmo." Disse o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem razão elfo. Eu farei isso." Respondeu Kraig enquanto ateava fogo à montanha de toras de madeira. "Honrarei meu pai e meus ancestrais. Moradin é testemunha. Moradin sabe que meu pai morreu lutando por seu povo e que assim fará Kraig, filho de Baltok, neto de Kroj."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo isso, Kraig virou-se para a multidão. "Lutarei por meu povo e honrarei o sangue que carrego nas veias! Assim jura o filho de Baltok Mão de Machado!" Gritou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo espalhou-se pelas toras e logo o corpo do rei estava queimando. Muitos de seus súditos deixaram presentes para o morto e se retiraram até que, no fim, apenas Kraig e seus amigos restaram. Alguns servos iriam se encarregar de levar o corpo para a cripta e lacrá-la.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias que se seguiram foram bem ocupados. Enquanto a cidade se recompunha da batalha e do cerco dos drows, patrulhas vasculhavam a região em busca de sobreviventes do exército inimigo. Os membros da Ordem da Liberdade decidiram ficar até a coroação do novo rei e aproveitaram para pesquisar mais a respeito das sete jóias. A biblioteca de Forte Dourado era a maior e mais antiga que haviam visto e certamente haveria alguma informação importante lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coroação do novo rei seria uma festa com banquetes e muita alegria. Kraig era agora o novo monarca e tinha novas responsabilidades. Por outro lado, a Ordem da Liberdade tinha agora um poderoso aliado em sua busca por derrotar Agrom-Vimak. Os heróis estavam decididos a viajar para a cidade de Gavadran, no sul distante, em busca de mais uma das jóias. A idéia seria usar o portal da cidade anã e depois retornar da mesma forma para seguir em busca das montarias aladas que Arannis tanto desejava para a Ordem.&lt;br /&gt;Os preparativos estavam sendo feitos quando Soveliss foi até Damara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi meu amor. O que tirou seu sorriso de sempre?" Disse a guerreira de cabelos de fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada...eu...eu tenho algo para você." Respondeu Soveliss "Nós vamos partir em breve. Não sei o que encontraremos no caminho. Por isso, mandei fazer algo provisório..." Continuou ele, retirando do bolso um objeto pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damara estava curiosa e levantou-se da cama para ver melhor o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Damara, meu amor, este anel é somente uma amostra do que virá. Amo você acima de tudo e retornarei para fazer tudo da forma correta." Disse o eladrin enquanto colocava um anel de prata no dedo de sua amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soveliss...eu..." ia dizer Damara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Shhh...não. Quando eu voltar vamos conversar sobre isso. Eu te amo." Disse o mago enquanto beijava a guerreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora da cidade dos anões, Adrie perambulava. Ainda havia muitas marcas de sangue e de explosões na ponte de pedra. Ela caminhava sozinha, pensativa. O vento das montanhas fazia seus longos cabelos esverdeados tremular como um estandarte. Ela apoiou-se na amurada e olhou para o abismo abaixo. Subitamente, uma melodia muito familiar se fez ouvir em meio aos uivos do vento. Alguém estava assobiando uma canção élfica. Adrie olhou para o outro lado da ponte e viu um homem vestido de verde, sem armas além de uma rapieira presa à cintura. Usava uma capa verde-escura e botas de couro altas. Adrie percebeu que muitos objetos do homem eram mágicos, inclusive seu vistoso chapéu verde com uma grande pena vermelha e dourada. O homem foi se aproximando e ao chegar perto o suficiente, Adrie notou que era muito atraente. Seus traços finos lembravam os de um elfo mas a barba por fazer o denunciavam como humano, ou talvez meio-elfo. Era muito loiro e seus olhos eram de um azul profundo, levemente amendoados. O homem trazia apenas uma pequena bolsa, visivelmente mágica, e um alaúde preso às costas. Adrie sentiu-se ao mesmo tempo atraída e incomodada com a presença do homem, que lhe lançava um olhar calmo e ao mesmo tempo sedutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia! É realmente uma agradável surpresa ver uma filha das florestas numa cidade de anões! Ainda mais em se tratando de tão bela criatura." Disse ele em élfico, tirando o chapéu e beijando-lhe a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom...bom dia...eu...sou Adrie"Disse ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adrie. Seu nome soa como o cantar de pequenos rouxinóis na primavera. O prazer em conhecê-la é todo meu. Sou Laucian...conhecido também como Laucian Moeda de Ouro." Disse ele ainda em élfico e olhando-a diretamente nos olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soube que há um novo rei e vim aqui para prestar minhas homenagens a um velho amigo." Disse Laucian "Você também está aqui para a coroação?" Perguntou ele apoiando-se na amurada e olhando para Adrie bem de perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu...hum...sim...eu e meus amigos...a Ordem...a ordem da liberdade." Disse ela sem graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que ótimo! Já ouvi a respeito do seu grupo. Bem, preciso ir. Longa viagem, sabe como é. Foi realmente muito, mas muito prazeroso conhecê-la, Adrie..." Disse ele fazendo uma longa reverência e beijando-lhe as duas mãos. "Espero sinceramente vê-la novamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laucian entrou na cidade dos ançoes, passando pelos guardas que pareciam conhecê-lo bem. Adrie continuava maravilhada com aquele homem misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, longe dali, algo antigo e poderoso despertava de seu sono de centenas de anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-4616860074849970264?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/4616860074849970264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/05/batalha-de-forte-dourado-parte-iii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4616860074849970264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4616860074849970264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/05/batalha-de-forte-dourado-parte-iii.html' title='A Batalha de Forte Dourado - Parte III'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-1750018328533213016</id><published>2011-05-19T04:55:00.001-07:00</published><updated>2011-05-19T15:46:28.615-07:00</updated><title type='text'>A Batalha de Forte Dourado - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Alteza, o rei está conversando com um emissário dos drows!" Disse  ofegante o mensageiro, um anão jovem, de barba rala e escura enquanto se  dirigia a Kraig que bebia ao lado dos membros da Ordem da Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Malditos elfos-negros filhos de aranhas e prostitutas dos Nove  Infernos!" Xingou o príncipe dos anões. "Tenho que ver isso!" Finalizou,  enquanto engolia o resto de cerveja negra de sua caneca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kraig caminhou até a porta da taverna, ao lado do mensageiro e então  olhou para trás, na direção de Arannis, Soveliss, Adrie, Keyra e Ecniv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vão ficar aí parados? Vamos logo!" Berrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala do trono estava apinhada de guerreiros e anões das classes nobres  de Forte Dourado. A Ordem da Liberdade estava perto do rei, ao lado de  Kraig. Baltok Mão de Machado estava sentado em seu trono de pedra,  observando a multidão que falava sem parar. Então, as grandes portas do  salão foram abertas pelos guardas e todos os anões se calaram. Uma  figura esguía passou pelas portas. Seus cabelos brancos eram curtos,  muito curtos, e suas orelhas eram pontiagudas e estranhamente longas.  Tinha a pele negra, como todos os drows, e olhos totalmente vermelhos.  Vestia roupas caras e muitas jóias e não portava arma alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio no salão era sepulcral e apenas os passos do drow ressoavam  no lugar. O elfo-negro caminhou até o centro da sala, observando a  multidão de anões e lançando olhadelas pelo salão. Enfim, o drow chegou  até uma distância de menos de dez metros do trono. Ele olhou para a  direita e viu a Ordem da Liberdade. Um sorriso sarcástico se formou em  seus lábios ao ver o grupo formado por uma elfa, uma meio-elfa e dois  eladrins. O gnomo não chamou tanto sua atenção. O arauto dos drows  voltou-se para Baltok, o rei e então sorriu novamente.&lt;br /&gt;O drow fez uma reverência exagerada, abaixando-se até que seu nariz quase tocasse o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ó majestade, rei Baltok Mão de Machado, rei dos anões, senhor de Forte  Dourado, poderoso adversário e justo governante..."Disse ele enquanto  levantava o olhar na direção do rei. "Meu nome é Zarak e sou o  mensageiro de minha senhora, a rainha das aranhas, aquela que dança  diante da sombra de Lolth, nossa progenitora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anões continuavam em silêncio mas uma cusparada de Kraig no chão chamou a atenção de muitos deles, que repetiram o gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drow ignorou a provocação e continuou. "Ó senhor dos anões. Minha  senhora incumbiu-me de trazer palavras justas e uma proposta de  paz..."Essa última palavra foi dita com um sorriso no rosto e gestos  afetados. "Minha senhora pede apenas que, como seres simples que são,  aceitem o domínio da raça nobre e poderosa dos drows, tornando-se um  protetorado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baltok fechou os punhos. estava visivelmente irritado com o drow e sua  proposta. No entanto, esboçou uma certa tranquilidade quando sua voz de  trovão ressoou pelo salão de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diga, drow, porque veio aqui sabendo que meu povo nunca se renderá aos  drows? Diga porque está me fazendo perder tempo com uma proposta como  essa?" Disse o rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Majestade, ó grandioso e poderoso senhor de Forte Dourado, minha  senhora quer o bem estar de seu povo. Ela exige apenas total obediência e  assim, todos serão poupados da morte nos poços de aranhas. Assim  continuarão vivendo em sua fortaleza mas como servos de uma raça  superior." Respondeu  Zarak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa é nossa única opção?"Perguntou Baltok Mão de Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Majestade, há uma segunda opção. Minha senhora diz que, caso não aceite  servir aos gloriosos drows, poderão deixar Forte Dourado e partir. Todo  o seu povo poderá deixar a cidade em paz, desde que não ousem atacar um  drow sequer." Disse o mensageiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão começou a murmurar e muitos chegaram a reclamar. Alguns  gritaram xingamentos direcionados ao drow e outros avançaram mas logo  foram retidos por seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então, ó poderoso rei...que mensagem devo levar à senhora das aranhas?" Perguntou Zarak sorrindo como sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diga...diga que Baltok Mão de Machado, filho de Kroj o Impiedoso e  senhor de Forte Dourado dará uma resposta ao amanhecer. Agora vá, drow."  Disse o rei mantendo a calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drow fez uma longa reverência e então lançou outro olhar na direção  dos eladrins presentes. "Majestade, aguardaremos sua resposta..." E  então deixou o salão andando a passos largos, enquanto o murmúrio da  multidão se transformava em caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troban era um guarda jovem. O anão estava em seu turno na muralha no ponto mais alto de Forte Dourado. Ele brandia uma lança e estava sonolento mas de vez em quando parava para observar pela amurada. Abaixo, o acampamento drow estava cheio de pequenas luzes de fogueiras. O vento batia forte na muralha. Troban bocejou e esticou os braços e então uma pequena sombra saltou em sua direção. O halfling agarrou-se às costas do anão e antes que ele pudesse gritar por ajuda, colocou um pedaço de pano molhado sobre sua boca e nariz. O anão debateu-se por alguns segundos e então caiu inconsciente. Linfur sorriu enquanto guardava o pedaço de tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele não está morto. O que você fez?" Disse Keyra, saíndo das sombras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma pequena poção. Segredos de profissão, garota." respondeu o halfling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum...e agora?" Perguntou a meio-elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora brindamos aos deuses com a poção de invisibilidade, descemos pelas cordas até a ponte, atravessamos e matamos alguns drows em seu acampamento." Disse Linfur tirando do cinto um pequeno vidro contendo a poção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra sorriu ao som dos pequenos frascos se chocando levemente. Os dois ladinos beberam e em segundos estavam completamente invisíveis. Duas cordas, firmemente amarradas foram arremessadas muralha abaixo e somente a ponta delas chegou até o chão. Linfur havia calculado bem quando juntara mais de três cordas longas. O vento parecia balançar as cordas mas na verdade eram Keyra e Linfurm invisíveis. Ao chegar ao final da longa descida, cada um seguiu seu caminho, atravessando em silêncio a ponte.&lt;br /&gt;Keyra notou que, além dos guardas drows, havia na ponte um conjunto de barris com um cheiro forte. Longas cordas saíam dos barris e caíam pela amurada lateral da ponte de pedra. Keyra dependurou-se para verificar e percebeu que mais alguns barris estavam amarrados na parte inferior da ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio-elfa seguiu, entrando no acampamento drow. Soldados por toda parte. Alguns ao redor de fogueiras, outros afiando armas e treinando. Keyra havia esquecido que a noite era para os elfos-negros o período de atividade. Mas não havia apenas drows. Ogros, orcs, duergars e gnolls estavam também entre as fileiras do exército maligno. Keyra começava a perguntar-se se o plano secreto de Linfur havia sido realmente uma boa idéia.&lt;br /&gt;Ninguém sabia que Keyra havia deixado Forte Dourado com Linfur. Ninguém a não ser Soveliss, para quem a meio-elfa sempre contava essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tenda maior e mais iluminada chamou a atenção da ladina. Ela percebeu um enorme guarda meio-orc e decidiu contorná-la para tentar entrar sem ser notada. Apesar de estar invisível, Keyra sabia que poderia ser percebida. A ladina chegou na parte de trás da tenda e, usando sua adaga, abriu um corte no tecido grosso e assim entrou. Estava atrás de um dos postes de madeira que sustentavam a tenda. Havia uma mesa de madeira, baús e uma montanha de almofadas de cores diferentes, bastante ornamentadas. De pé, diante das almofadas, estava uma drow.&lt;br /&gt;A mulher usava um vestido translúcido e algumas jóias. Era muito bonita e emanava um ar de superioridade. Ela estava conversando com um drow. Keyra sorriu ao reconhecer o mensageiro afetado que havia estado na sala do trono dos anões, horas antes. Os dois falavam na língua do subterrãneo, que Keyra dominava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então Zarak. O que diz o inseto?" Perguntou a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha senhora. O rei dos anões é duro como as montanhas, seco como o deserto mas tem um coração mole e um senso de dever enorme para com seu povo. Ele irá render-se, certamente."Respondeu o drow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está certo disso, draegloth?" Insistiu ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas é claro, ó alteza entre as altezas." Respondeu Zarak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra tentou lembrar-se da palavra 'draegloth' mas não conseguiu. Talvez fosse o nome de uma casa ou apenas um título. Ela se manteve em silêncio enquanto os dois conversavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha senhora, em todo caso, vamos exterminar os anões pela manhã, quando o tolo rei se entregar." Disse Zarak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Logicamente, draegloth. Eu quero a cabeça dele numa bandeja de prata. Melhor ainda, de mithral." Disse a mulher sorrindo "Muito bem, você pode ir." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zarak fez uma longa reverência e deixou a tenda. Keyra foi até a entrada e observou o drow. Este havia parado para falar com o guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda sendo um guarda? Sempre ridículo, mestiço." Disse o drow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E voce, sempre um menino de recados, draegloth." Respondeu o meio-orc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não me teste...nunca comi carne de meio-orcs...posso começar." Disse Zarak tranquilamente. "Até breve, impuro." Finalizou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Keyra viu algo estranho e aterrorizante. Zarak se contorceu e por alguns instantes sua pele se esticou. A pele negra começou a resgar como se nao pudesse comportar o tamanho do corpo de Zarak. Grandes braços com garras descomunais, dois braços menores na barriga e uma cabeça que parecia uma mistura de drow com morcego surgiram. Zarak, ou a coisa que havia sido o drow, rosnou para o meio-orc e então duas asas brotaram de suas costas. A criatura apontou para o guarda e pareceu gargalhar. Então, bateu as enormes asas de couro e desapareceu no céu estrelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio-orc resmungou e contiuou vigiando a entrada. Keyra voltou sua atenção para a mulher dentro da tenda. Ela estava completamente nua. Keyra sabia que as sacerdotizas drows costumavam fazer um ritual que encolvia orgias com vários machos e que Lolth, a deus aracnídea dos elfos-negros apreciava isso. A ladina imaginou que a drow estivesse esperando seus seguidores. Para Keyra, a mulher era a líder do expercito e sua morte seria importante para prejudicar a moral dos drows. Então, sem pensar mais, Keyra arremessou sua adaga na direção da drow. A arma sibilou atingindo a sacerdotiza nas costas. Antes que esta pudesse gritar, Keyra estava atrás dela, visível e empunhando outra adaga, cuja lâmina tocou o pescoço da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Morra, drow maldita." Sussurrou Keyra e então a adaga abriu a garganta da drow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher engasgou com o próprio sangue e virou-se para encarar Keyra, que a segurava. A ladina deixou que a drow visse seu rosto.&lt;br /&gt;Passos e vozes se aproximavam e Keyra pensou rapido. Sacou a pequena esfera de onix que levava sempre consigo e, sussurrando as palavras mágicas, transformou-se num drow. Quando cinco outros elfos-negros entraram na tenda, Keyra, sem virar-se para eles, falou, tentando parecer intimidadora como a mulher que jazia em seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saiam daqui. Já tenho o que preciso. Vão, machos idiotas!"Disse ela na língua dos drows&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco ouviram a voz de uma mulher e não perceberam que era o 'homem' quem havia falado. Pedindo desculpas pela intromissão, os elfos-negros saíram. Keyra então soltou a sacerdotiza sobre as almofadas e tentou achar algo de valor. Nada chamou sua atenção e ela resolveu ir embora antes que o corpo fosse descoberto. A ladina, disfarçada de drow, saiu pela mesma fenda aberta nos fundos da tenda e minutos depois havia grande alvoroço no acampamento. Outros drows haviam sido encontrados mortos e logo a mulher também seria.&lt;br /&gt;Keyra correu, escondendo-se entre as pedras mas foi vista por um elfo-negro que vestia uma armadura negra, com detalhes em dourado. Ela arremessou a adaga mas esta apenas resvalou no rosto do inimigo, retornando em seguida às suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Intruso..."Disse o drow e este correu na direção do falso elfo-negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra não pensou duas vezes. Correu e direção à ponte. Tentando não ser vista por outros guardas. Por sorte, a habilidade de Keyra de mesclar-se às sombras fez com que conseguisse despistar o seu algoz. Logo a meio-elfa estava esgueirando-se em direção à muralha. Ao chegar, porém, deparou-se com um drow que havia encontrado as cordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maldição..."Pensou ela e então algo aconteceu. Linfur saltou sobre o drow, cortando-lhe a garganta num golpe certeiro de suas adagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Belo trabalho garota. Agora vamos subir antes que mais deles encontrem as cordas e subam." Disse o halfling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente os dois subiram de volta e puxaram as cordas para cima. Haviam causado um belo estrago e certamente a manhã seguinte seria vantajosa para os anões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de manhã quando centenas de drows avançaram para perto da ponte que ligava as muralhas de Forte Dourado ao desfiladeiro nas montanhas. Drows subiam nas amuradas e gargalhavam enquanto mijavam sobre as estátuas de anões que guardavam o local. Um grupo grande de anões cinzentos, os temidos duergars, martelava seus escudos com suas armas, desafiando seus primos distantes. Aranhas do tamanho de cães de guerra rastejavam pela ponte sob o comando de mulheres drows armadas apenas com o símbolo nefasto de sua deusa, Lolth.&lt;br /&gt;Um drow, cujo rosto mostrava um corte recente, avançou alguns metros à frente do exército e falou na língua comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vão ficar aí dentro escondendo-se, porcos?" Gritou o drow "Seu rei de merda vai ficar atrás das grandes muralhas até que os matemos de fome?" Perguntou "Saiam do buraco fedorento em que vivem e vamos matar somente a metade de vocês! A outra metade irá nos servir como escravos que já foram no passado para os gigantes do fogo! Vamos anões! Saiam daí e mostrem suas barbas cheias de piolhos!" Gritou uma vez mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte Dourado continuava em silêncio e apenas as bandeiras tremulando no topo da cidade anã faziam algum som. O general drow gargalhou e virou-se para seus homens e falou, ainda em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viram? Covardes! Se escondem atrás da muralha como ratos!" Vociferou o drow ainda rindo e então ouviu-se um estrondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de metal chocando-se contra metal e das enormes engrenagens dos portões de ferro ecoou enquanto o general dos elfos-negros se voltava para Forte Dourado. Um anão saiu pelo portão, empunhando o estandarte real. Era o capitão Gundur. Atrás dele, centenas de anões começaram a sair e a formar uma coluna de machados, martelos, lanças e escudos do outro lado da ponte. Gundur levantou um chifre dourado e assoprou com força entoando um chamado de guerra. Mais e mais anões se posicionavam enquanto o general drow gargalhava. Logo a coluna de anões estava formada e havia dragoborns entre eles. Um deles, Medrash, estava lado a lado com Arannis. Adrie estava perto deles e Ecniv estava atrás. Keyra havia sacado suas armas e estava sobre a amurada leste. Soveliss saiu pela porta ao lado de sua amada Damara e do príncipe Kraig. O eladrin beijou a humana de cabelos ruivos e teleportou-se para cima de uma das grandes estátuas da ponte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Irmãos de Sangue e a Ordem da Liberdade estavam prontos, lado a lado com os guerreiros de Forte Dourado quando as trombetas soaram novamente. Um corredor de anões abriu-se enquanto Baltok Mão de Machado passava. Ele usava uma armadura de placas digna dos grandes guerreiros do passado. Seu elmo, fechado nas laterais mas aberto na frente ostentava um par de asas de águia. Sua longa barba estava trançada e em suas mãos havia um escudo com o brasão jde sua família e um cetro escuro com ornamentos de prata. Baltok parou diante do exército anão e bateu o cetro no chão. Chamas azuis irromperam numa das pontas do certo, formando uma lâmina de machado flamejante. Ao ver isso, os guerreiros anões gritaram seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por Forte Dourado e Moradin!" Gritou o rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis colocou seu elmo e fez uma prece a Avandra. Keyra beijou sua espada e Adrie pensou em Melora, sua divindade. Soveliss sorriu enquanto sacava seu orbe mágico e Ecniv empunhou sua espada elétrica e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"POR FORTE DOURADO, MORADIN E BALTOK!!!" Gritaram todos os anões e a linha de escudos avançou para enfrentar os elfos-negros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-1750018328533213016?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/1750018328533213016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/05/batalha-de-forte-dourado-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1750018328533213016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1750018328533213016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/05/batalha-de-forte-dourado-parte-ii.html' title='A Batalha de Forte Dourado - Parte II'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-146374582104137919</id><published>2011-04-13T21:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T21:34:28.790-07:00</updated><title type='text'>A Batalha de Forte Dourado - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vento soprava nas asas brancas da armadura mágica de Arannis. O  paladino estava voando e, com seu elmo alado, parecia uma criatura feita  para viajar pelos céus. Ele voava com um corvo negro ao seu lado. Era  Adrie, a druida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam seguindo as montanhas e acreditavam que a cordilheira os levaria  até Forte Dourado, a cidade dos anões. As nuvens passavem rápidas e os  dois aventureiros seguiam observando o terreno abaixo, em busca de  sinais da cidade-fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande sombra cobriu Adrie e Arannis. Era o dragão verde. Este  passou por cima deles e desceu subitamente, tomando a dianteira. Em seu  dorso estavam Keyra, Soveliss, Ecniv e Kubik, além da cadela adotada por  Adrie em sua viagem ao extremo norte. Keyra segurava as rédeas mágicas  que mantinahm o dragão sob controle e estava sorrindo, enquanto seus  cabelos castanhos eram soprados pelo forte vento. Kubik se agarrava ao  dragão como podia e Soveliss estava lendo, segurando-se com uma mão.  Ecniv estava mais atrás, onde a cadela estava amarrada com várias  cordas. O gnomo tentava manter o animal calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra sorriu e falou no ouvido do monstro verde. A criatura pareceu  sorrir e então mergulhou, fazendo com que Ecniv ficasse com as pernas  soltas, segurando-se desesperadamente com as duas mãos. Então, o dragão  verde subiu novamente e fez um grande círculo no ar, deixando os  aventureiros de cabeça para baixo por alguns instantes. Ecniv não  aguentou e se soltou, caíndo. O gnomo gritou por alguns segundos  enquanto caía. Mas então o dragão passou por baixo dele e Ecniv caiu  novamente sobre o monstro que gargalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpa...mas eu precisava fazer isso." Disse Keyra rindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo continuou voando por algumas horas até chegar a um lugar onde  poderiam descansar. O dragão os obedecia por causa da magia das rédeas  mas havia concordado com Arannis em ajudá-los, por um preço. O debate  havia sido longo. Ecniv queria vender o dragão em Ilíria e usar o  dinheiro para a Ordem da Liberdade. Adrie queria ficar com o dragão como  montaria para o grupo. Keyra se mantinha neutra e Soveliss queria usar o  dragão para ajudar os anões. Arannis havia pesado as consequências das  possíveis escolhas e acabara decidindo fazer um acordo com a criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você nos levará até Forte Dourado e nos ajudará a derrotar nosso inimigo, Agrom-Vimak." Disse ele ainda no plateau dos pégasos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho uma contraproposta, paladino. Eu os levo até os anões e vocês me  libertam. Daí retornarei quando estiverem frente a frente com esse  Agrom-Vimak." Respondeu o dragão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como saberei que você cumprirá sua parte?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com esta escama, seu irmão, o mago, poderá me chamar. É a única  garantia que posso dar." Disse o monstro entregando uma escama de seu  corpo ao paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis ainda se lembrava de quanto tempo os aventureiros perderam  tentando chegar a um acordo. No fim, haviam aceitado a proposta do  dragão e agora voavam rumo a Forte Dourado. Era uma aliança estranha e  perigosa mas Arannis estava apostando na sorte. Desde seu encontro com o  "andarilho", o eladrin acreditava que Avandra estava guiando os passos  da Ordem da Liberdade e que a sorte estava ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia de viagem, a Ordem da Liberdade avistou a fortaleza  conhecida como Forte Dourado. Era uma torre circular de grandes  proporções. Ficava sobre um desfiladeiro, cercada por abismos. Apenas  uma ponte ampla de pedra ligava a cidade dos anões à cordilheira  propriamente dita. Era uma fortaleza inexpugnável. Porém, do outro lado  da ponte, havia centenas de tendas com bandeiras drows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros sobrevoaram a cidade por alguns minutos e viram que o  topo de Forte Dourado era uma enorme laje com passarelas protegidas onde  guardas anões vigiavam o acampamento drow a distância. Arannis desceu  primeiro e ao seu lado foi Adrie em forma de corvo. Assim que o paladino  pousou e as enormes asas brancas desapareceram, Adrie transformou-se em  elfa, aterrizando ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viemos em paz. Viemos ajudar. Somos a Ordem da Liberdade." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E somos amigos de Kraig e Damara, dos Irmãos de Sangue." Complementou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anão olhava desconfiado e outros soldados se juntaram a ele. Um  eladrin e uma elfa haviam pousado tranquilamente no topo da cidade anã.  Certamente eram poderosos. Então, o bater das gigantescas asas de couro  do dragão verde se fez ouvir e lá estava ele e os demais membros da  Ordem da Liberdade. O monstro pousou e rugiu e Arannis teve que conter  os anões que pensaram e fugir em busca de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra, Soveliss, Ecniv e Kubik desceram do dorso da criatura mas a  ladina mantinha as rédeas mágicas em suas mãos. Arannis conseguiu  convencer os anões de que o dragão estava sob controle e então tomou as  rédeas em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conforme acordado, vou soltar você. Chamaremos quando estivermos frente  a frente com nosso inimigo. Cumprirá com sua palavra, dragão?"  Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha palavra. Sim, eladrin. Ajudarei vocês..."Respondeu o dragão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então está livre." Disse Arannis retirando as rédeas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes o dragão verde pareceu avaliar a situação ao seu  redor. O monstro pareceu sorrir e fez menção a sair voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então até breve!" Disse Ecniv zombeteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dragão então levantou a pata e derrubou o gnomo. Suas garras mantinham  Ecniv preso mas o peso da enorme pata não estava pressionando seu peito  o suficiente para matá-lo. Sem poder se mexer, Ecniv ficou em silêncio,  temendo por sua vida. Os demais membros do grupo estavam prontos para  lutar quando o dragão falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje, pulga, irei cumprir com minha palavra. Na próxima vez em que nos  encontrarmos, quando seu inimigo estiver morto, você vai direto para meu  estómago." Disse o dragão, soltando-o em seguida e alçando vôo rumo ao  sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vai..."Disse Keyra baixinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hey!" Exclamou Ecniv indignado enquanto se levantava e limpava a sujeira em sua roupa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pessoal. Não temos tempo para isso." Disse Arannis "Senhor, pode nos  levar até alguma autoridade? Viemos falar com Kraig e ajudar sua  cidade." Disse o paladino dirigindo-se ao anão mais próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aguardem. Preciso consultar meus superiores." Respondeu o soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um bom tempo de espera, um anão saiu de uma porta no corredor  externo da fortaleza. Era um anão mais velho e pela armadura e armas, de  um posto maior que o dos guardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ordem da Liberdade. Venham comigo, por favor."Disse o anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros entraram na fortaleza e seguiram por um corredor  descendente. Não havia escadas e sim uma rampa levemente inclinada que  seguia circulando aquele nível da cidade. Guaritas e arsenais ficavam  nas salas que os aventureiros podiam ver. Logo todos estavam diante de  uma plataforma de pedra,madeira e cordas. O anão pediu aos heróis que  subissem na plataforma e, assim que todos estavam sobre ela, acionou um  dispositivo. Algumas runas no painel brilharam e logo a plataforma  estava descendo. Os aventureiros nunca tinham visto algo parecido. O som  contínuo da plataforma era um tanto irritante mas o anão parecia  acostumado. Era possível ver o centro oco da cidade e seus diversos  níveis. Uma verdadeira cidade vertical com comércio e residências  espalhadas em quinze níveis escavados na pedra.&lt;br /&gt;Depois de quatro deles, a plataforma parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegamos. Os levarei até a sala do trono." Disse o anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como é seu nome, senhor?" Perguntou Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou Gundur, capitão do Terceiro Regimento." respondeu este&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Capitão Gundur, antes de falarmos com rei, gostaria de saber a respeito de nossos amigos, os Irmãos de Sangue." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, não sei quanto a vocês mas eu lembro claramente de ouvir em Skan  que Medrash estava aqui. com os anões. Eu quero vê-lo!" Disse Keyra  intrometendo-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, vamos pro curá-lo mas agora..."Ia dizendo o paladino de Avandra quando fui subitamente interrompido pelo anão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Medrash? Capitão Medrash? Um dragonborn vermelho? Ele está com os  Irmãos de Sangue e é líder do quarto regimento, nos níveis inferiores."  Disse Gundur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que ver Medrash, Arannis. Nos devemos isso a ele depois dele ter  desaparecido e você...você sabe o que penso do fato de não termos  procurado por ele antes!" Disse a meio-elfa irritada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis concordou com a cabeça e dirigiu-se ao anão. "Capitão. Podemos  ver Medrash antes de entrar na sala do trono? É muito importante."  Perguntou o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anão inicialmente fez muxoxo e depois de pensar por uns instantes  concordou. Acionou a plataforma e esta desceu novamente. Depois de algum  tempo estavam nos níveis inferiores. Havia pouca luz e menos civis. A  maior parte dos anões era de guerreiros e operários. Estes últimos  ajudavam na construção de barricadas e no acúmulo de entulho no que  parecia uma passagem bloqueada num grande túnel.&lt;br /&gt;Um grupo de dragonborns estava no local e um deles, um grande dragonborn  vermelho dava ordens aos anões que carregavam toras de madeira e  grandes blocos de entulho. Usava uma armadura de couro, não parecia  pronto para combater. Porém, a grande espada presa à cintura era  imponente, assim como as várias cicatrizes que agora ostentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra não pensou duas vezes. Saltou da plataforma móvel e gritou. "Medrash!"&lt;br /&gt;O dragonborn virou-se ao ouvir seu nome e reconheceu a ladina e a Ordem  da Liberdade. Ele caminhou em direção a Keyra e esta pendurou-se em seu  pescoço, chorando e sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Medrash!"dizia ela soluçando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois, a Ordem da liberdade estava de volta aos níveis  superiores da fortaleza anã. Haviam deixado Medrash cuidando de seus  afazeres depois de falar rapidamente com ele e agora o grupo estava indo à  enfermaria onde Damara estava ajudando os feridos de várias batalhas no  subterrâneo. Gundur estava relutante em ficar passeando com os  aventureiros enquanto o rei aguardava na sala do trono, segundo ele.  Mesmo assim guiou o grupo pela cidade.&lt;br /&gt;Damara estava na grande sala da enfermaria improvisada. Seus cabelos  ruivos estavam presos e seu braço esquerdo imobilizado. Ao seu lado, a  pequena figura sinistra de Linfur espreitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss e Damara se beijaram por um bom tempo enquanto os demais  esperavam. Linfur, que era de poucas palavras, cumprimentou Keyra, a  quem respeitava.&lt;br /&gt;Os dois grupos de aventureiros conversaram por um bom tempo até que Gundur pigarreou e insistiu em que o acompanhassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros seguiram Gundur até duas grandes portas, no nível acima,  onde dois guardas com alabardas se postavam de cada lado. O grupo  entrou num salão enorme com grandes colunas de pedra e onde raios de luz  solar chegavam através de um sistema de túneis e espelhos, pelo que  Soveliss conseguiu deduzir. No fundo e ao centro do salão havia um trono  de pedra descomunal. Era simétrico e com motivos geométricos, como  quase tudo na cidade. Sobre o trono estava um anao velho, com longas  barbas cinzentas. Usava uma armadura de couro robusta, aparentemente  nada confortável, e uma capa feita com peles de lobo. Sobre sua cabeça  estava uma coroa de metal simples, sem grandes ornamentos. Diante dele  estava outro anão, de costas para os aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Ordem da Liberdade entrou o anão se virou pars insa ver quem  havia interrompido sua conversa com o rei. Kraig sorriu ao ver seus  amigos. Estava bem vestido e usava uma coroa fina de prata. Sobre seu  olho esquerdo havia um tapa-olho negro e não carregava armas, além de  uma adaga presa ao cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente chegaram!" Urrou Kraig&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai fitou o grupo por alguns instantes. Arannis e os demais comprimentaram Kraig e este se encarregou de apresentá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu rei, estes são meus amigos, a Ordem da Liberdade. Eles vieram ajudar nossa cidade contra o inimigo." Disse Kraig&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero que sejam tudo o que meu filho disse que são, aventureiros.  Precisamos de mais armas e mais braços fortes para empunhá-las contra os  elfos de pele negra dos infernos!" Disse o rei com uma voz parecida com  um trovão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viemos ajudar, majestade. Vamos fazer o que pudermos para tal." Disse Arannis fazendo uma reverência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais ficaram em silêncio e fizeram uma reverência pois, além de  estarem diante de um rei, Baltok Mão de Machado era imponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E nós somos os melhores naquilo que fazemos!" Disse Soveliss, ao que Kraig gargalhou incontrolavelmente&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-146374582104137919?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/146374582104137919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/04/batalha-de-forte-dourado-parte-i.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/146374582104137919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/146374582104137919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/04/batalha-de-forte-dourado-parte-i.html' title='A Batalha de Forte Dourado - Parte I'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-6161763510842762701</id><published>2011-03-22T06:46:00.001-07:00</published><updated>2011-03-22T06:47:08.857-07:00</updated><title type='text'>Penas e Escamas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Morra inseto! Graaaaaa!!!" Berrou Mikal, ou o que parecia ser o bárbaro   trazido de volta à vida, enquanto saltava com seu enorme machado na   direção de Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gnomo estava de espada em punho e sorriu   quando desviou-se do golpe no último segundo, desferindo um ataque às   costas do bárbaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É só isso?" Disse Ecniv zombando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikal   atacou novamente mas Ecniv havia desaparecido. Em seguida, o Gnomo   ressurgiu, atacando-o. O golpe cortou parte da coxa do enorme guerreiro.   Então, Ecniv transformou-se num raio e saltou pelas pedras em direção a   Ania, atingiu a clériga no braço ao voltar à sua forma normal e logo   era um raio novamente, saltando na direção do gythzerai, que estava   sobre uma grande rocha. Em pleno ar, o raio transformou-se novamente em   Ecniv e este atacou o mago com sua espada, porém, o golpe foi perdido   pois o inimigo recuou por reflexo. Ecniv pousou em segurança nas rochas e   sorriu. Estava orgulhoso de seu treinamento. Agora ele não era apenas   um bardo, era também um guerreiro arcano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos encontramos novamente, elfa. Desta vez vou fatiar você."Disse Pesadelo, o drow, enquanto saltava na direção de Adrie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A   druida estava com medo. Muito medo. Porém, sabia que em algum momento   teriam que enfrentar Pesadelo e seus asseclas. Adrie apertou os punhos e   então se transformou em lobo, desviando-se do ataque do guerreiro de   armadura negra. Pesadelo gargalhou dentro do elmo de caveira e atacou   novamente, desta vez atingindo Adrie no flanco esquerdo. A elfa em forma   de lobo ganiu e foi arremessada alguns metros para o lado. Pesadelo   virou-se para atacar e então sentiu uma pancada fortíssima nas costas.   Era Arannis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me enfrente, drow!" Disse o paladino com o rosto coberto pelo elmo alado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com prazer, eladrin...com prazer..."Respondeu Pesadelo ao revidar o ataque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss   estava de frente para Espectro, o assassino drow. Por alguns segundos   os dois se encararam e então a figura de negro envolta em sombras  falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi eladrin. Medo?" Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Não tenho medo. Estava analizando você. Tem algo errado com seu sotaque. Você não é drow." Disse o mago sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem   razão. Não sou. Mas posso ser um eladrin metido também." Respondeu   Espectro e nesse mesmo instante mudou de forma, transformando-se numa   cópia exata de Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Transmorfo." Disse Soveliss "Eu imaginei algo mágico mas pelo visto é uma habilidade natural."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cale a boca imbecil. Vou matar você." Disse Espectro atacando com suas kukris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss   sorriu e teleportou-se para longe em seguida disparou uma serpente de   eletricidade e veneno. Era um de seus golpes preferidos. A magia  atingiu  Espectro em cheio e este recuou, entrando nas sombras para  ressurgir  perto de Adrie que se recuperava do golpe desferido por  Pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Malditos!  Não me disseram que eles eram rápidos  assim!" Gritou o gythzerai ao ver  o ataque de Ecniv "Vão queimar por  isso!" Berrou ao lançar uma bola de  fogo sobre Arannis, Adrie, Pesadelo  e Espectro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão afetou  os quatro. Adrie estava muito  ferida e Arannis aguentou firme. Pesadelo  mal sentiu a bola de fogo e  Espectro teleportou-se pelas sombras para  longe a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Imbecil! Ataque os inimigos!" Gritou Ania irritada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhora!" Respondeu ele. "Vadia..."Resmungou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse  exato momento, Keyra surgiu atrás dele e rasgou seu tornozelo. Em  seguida, a meio-elfa saltou, dando uma cambalhota em pleno ar e caíndo  suavemente ao lado de Mikal. Ela sorriu e enfiou sua espada na barriga  do bárbaro de onde sangue negro jorrou. Keyra então esquivou-se de um  ataque e desapareceu nas pedras atrás do grupo inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss   viu a bola de fogo arremessada pelo mago inimigo e sorriu. "Dois podem  jogar este jogo, gyth." O  mago eladrin então conjurou uma esfera  flamejante que explodiu sobre o  inimigo. Este, atordoado e ferido por  Keyra, olhou para Ania e Pesadelo e segurou um  amuleto que levava preso  ao pescoço. "Eu não vou morrer aqui! Não estão  pagando o suficiente!"  Com essas palavras, o mago arrancou o amuleto e  desapareceu  instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se fazem mercenários como antigamente. Eu vou matar esse desgraçado." Disse Pesadelo enquanto atacava Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   paladino de Avandra se defendia ao mesmo tempo dos ataques poderosos  do  drow e das magias de Ania. Arannis não falava muito em combate.  Gostava  de observar as táticas inimigas e então tomar suas decisões.  Agora, ele  estava servindo de alvo para que Adrie pudesse recuperar-se e   contra-atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Keyra percorria o campo de  batalha  escondida. Ninguém a vira atacar e ela estava posicionando-se  bem.  Então, saltou nas costas de Ania cravando sua adaga mágica e  fazendo um  corte terrível nas costas da clériga que gritou de dor.  Keyra estava séria. Não queria ferir Ania mas seus amigos estavam sempre  em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sabia que você ia atacar pelas costas. Vou acabar com você, Keyra!" Gritou Ania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikal  estava tentando se manter de pé e enfrentar Ecniv mas o ataque de Keyra  o ferira gravemente. Então, uma adaga arremessada pela ladina atingiu  as costas do bárbaro e este caiu de joelhos enquanto a arma mágica  retornava às mãos de Keyra, que se esquivava habilmente dos golpes de  Ania.&lt;br /&gt;O bárbaro então rosnou na direção de Ecniv e arrancou o amuleto  que usava e, assim como o mago gythzerai, desapareceu em pleno ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade estava  vencendo. Ania percebeu isso e desviando-se  de um ataque de Adrie, agora  recuperada, chegou perto de Pesadelo e deu  a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recuar!" Gritou. "Nos encontraremos novamente, heróis." Disse ela cuspindo a última palavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela e o drow desapareceram ao arrebentar os cordões no pescoço. Espectro simplesmente desapareceu nas sombras da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  estava ofegante, ainda em sua forma de lobo, com sangue no focinho.  Soveliss estava limpo, como sempre, graças a um truque arcano. Detestava  ficar sujo de sangue ou fuligem. Ecniv se mantinha sorridente sobre uma  pedra pois não havia sofrido quase nada.&lt;br /&gt;Keyra estava sentada no  chão. Olhava para onde Ania estivera, pensativa e ofegante. O combate  não havia sido dos mais difíceis mas por alguns instantes Keyra havia  pensado que talvez fosse o último combate da Ordem da Liberdade. Ela  teve medo de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos bem?" Perguntou Arannis retirando o elmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os   demais confirmaram. Por alguns instantes haviam pensado que seriam   derrotados mas estavam ali, vivos e bem. Haviam vencido um grupo   poderoso sob o comando de Agrom-Vimak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que continuar. Descansaremos depois. Não sabemos se eles podem voltar logo." Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos   concordaram e começaram a procurar pelo caminho secreto descrito por   Kubik. Por algumas horas, o pequeno goblin os levou por caminhos na   rocha e escaladas curtas. Ao cabo de quase meio dia de caminhada, os   aventureiros encontraram o que parecia uma escada natural. Kubik os   guiou até o topo onde um túnel os levaria até o local onde a tribo do   goblin costumava caçar filhotes de pégaso para comer. Depois de alguns   minutos na escuridão, o caminho abriu-se revelando um plateau com pasto e   duas pequenas árvores. No lugar, perto do precipício, uma manda de  mais  de vinte pégasos pastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros não conseguiam   acreditar no que seus olhos viam. Os animais alados eram magníficos e   pastavam tranquilamente naquele lugar escondido de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São belas criaturas" Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim...nunca imaginei...que fossem tão bonitos." Comentou Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os   demais sorriram e sentiram uma calma penetrar seu corpo. Estavam  diante  do seu objetivo naquela busca e não conseguiam deixar de admirar  os  majestosos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, uma enorme sombra cobriu o lugar e  os  pégasos entraram em pânico. A manada alçou vôo mas dois pégasos  foram  esmagados por um enorme dragão verde. Era um monstro enorme,  cheio de  cicatrizes. O dragão devorou metade de um dos cavalos alados  abatidos. A  outra carcaça estava sob sua enorme pata com garras do  tamanho de  espadas longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dragão então se lançou na direção  do abismo e  partiu, levando consigo o resto do primeiro pégaso. Os  heróis estavam  bem ocultos no túnel e demoraram um pouco para sair.  Estavam em  silêncio. O terrível monstro havia espantado a manada e não  havia nada  que pudessem fazer. Mais uma vez o destino havia tirado o  pégaso do  caminho da Ordem da Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Don, vá atrás dele!"  ordenou  Ecniv ao seu familiar e a ave negra e branca partiu. Os olhos  do gnomo  se transformaram e este sorriu, pois agora enxergava tudo no  caminho de  Don.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Adrie sentou-se perto das árvores  e começou  um ritual para comunicar-se com os espíritos do local. Teve  resposta às  suas perguntas e agradeceu a Melora por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele vai voltar. Nós podemos derrotá-lo" Disse a elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E vamos. Em nome de Avandra, vamos vencer esse dragão." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   grupo passou o resto da noite dormindo no túnel, tomando cuidado. O   pássaro de Ecniv havia visto o local onde ficava o covil da fera verde e   os aventureiros sabiam que o monstro iria caçar ao amanhecer ou ao pôr   do sol. Portanto, estariam preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na aurora a criatura   apareceu. Havia pousado na encosta da montanha e parecia estar esperando   por suas presas. Os heróis estavam ainda no túnel e estavam decidindo   como iriam atacar. Porém, estavam demorando demais e Adrie perdeu a   paciência. Num rompante de impulsividade, a druida deixou o abrigo e se   mostrou diante da criatura, segurando seu arco longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vem me pegar, maldito." Disse ela baixinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   dragão rugiu e atacou. Adrie disparou uma flecha que não causou   ferimento algum e conseguiu esquivar-se do primeiro ataque por milagre. O   dragão passou voando e fez a volta no abismo à esquerda da elfa. O   resto do grupo saiu correndo para ajudá-la. Porém, Adrie estava calma e   sem demonstrar temor algum transformou-se em corvo e voou na direção do   dragão. No último segundo antes do impacto, rodopiou no ar e  ficou   acima da criatura, então, transformou-se em elfa novamente e caiu sobre o   dorso do dragão verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie segurou-se com força enquanto o   dragão tentava livrar-se dela. A elfa sacou as rédeas mágicas compradas   em Ilíria para capturar o pégaso e tentou colocá-las no dragão. A   primeira tentativa foi frustrada. O grupo se posicionou para enfrentar o   monstro e Keyra arremessou uma adaga que o atingiu de leve mas chamou   sua atenção.&lt;br /&gt;Então, respirando fundo, Adrie tentou novamente e desta   vez as rédeas se agarraram ao monstro, adequando-se ao seu tamanho.   Adrie puxou as rédeas e invocou a palavra mágica do item. O dragão foi   compelido a pousar e ficou parado contra sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais   que o monstro se esforçasse, as rédeas mágicas haviam sido feitas para   domar qualquer criatura. Adrie estava montando o monstro e sorria   orgulhosa. Os demais, vendo que estava tudo sob controle, se   aproximaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis, posso ficar com ele?" Disse a elfa imitando a voz de uma criança&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-6161763510842762701?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/6161763510842762701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/03/penas-e-escamas_22.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6161763510842762701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6161763510842762701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/03/penas-e-escamas_22.html' title='Penas e Escamas'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-5965543218549758368</id><published>2011-03-15T21:30:00.001-07:00</published><updated>2011-03-16T19:18:58.875-07:00</updated><title type='text'>A Estrada dos Sonhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"À Ordem da Liberdade, aos amigos, famílias e aliados." Disse Arannis de pé, com uma taça de vinho na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"À Ordem da Liberdade!!!" Gritaram todos os presentes à mesa do banquete do lado de fora da torre de Mechin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade compartilhavam a mesa com Hans, Murmur e os jovens  aventureiros que agora seguíam os ideais do grupo: Azamarul o mago,  Cristalis, Salastas o clérigo de Kord, Garnet o paladino de Bahamut,  Golik o anão guerreiro e Tassia a ladina. Alguns dos serviçais  contratados por Ecniv enchiam os copos e traziam pedaços de cordeiro  assado e grandes porções de batatas assadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis discutia com  Ecniv e Keyra o que deveriam fazer a seguir. Ele estava empenhado na  idéia de procurar um pégaso para ser sua montaria e mesmo com o longo  desvio promovido por Utua, o viajante, continuava firme em seu  propósito. Soveliss estava cabisbaixo e brincava com sua comida,  pensativo. Adrie estava ao lado de Keyra, ouvindo e opinando de tempos  em tempos.&lt;br /&gt;Soveliss olhou na direção de Hans que agora fazia  disputava uma queda de braço com Golik. As atenções da mesa se voltaram  para essa disputa e a surpresa maior foi quando o grandalhão foi  derrotado pelo anão.&lt;br /&gt;Todos riram do momento, inclusive Hans. Mas Soveliss estava em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então uma voz se ouviu. Era Damara.&lt;br /&gt;Ela  estava parada, ao lado de Soveliss, numa imagem difusa. Era uma  mensagem arcana. Damara estava com o braço imobilizado, provavelmente  quebrado e ao seu lado estava Kraig com uma atadura sobre o olho  esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Soveliss. As coisas não estão bem. A cidade dos anões  está sob ataque. Drows. Muitos deles. Precisamos de ajuda. Estou bem.  Sinto sua falta, Soveliss." Disse ela no limite de vinte e cinco  palavras que o ritual proporcionava e então desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss levantou-se e olhou para seu irmão. "Arannis...ela precisa de mim. Precisa de nós, da Ordem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Calma irmão. Temos que pensar no que fazer." Respondeu o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Calma?  Ela está ferida e Kraig também. Somente Corellon sabe o que mais pode  ter acontecido!" Disse Soveliss invocando o nome da divindade élfica, o  que fazia raramente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Calma. Sim. Vamos pensar nisso até amanhã.  Não adianta sairmos daqui sem um plano." Disse Arannis colocando sua mão  direita sobre o ombro de Soveliss. "Amanhã. Confie em mim." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois  do banquete, a Ordem da Liberdade espalhou-se pela torre de Mechin.  Ecniv dormiu no topo da torre, pensando em planos para Mechin, que ele  costumava chamar de 'fortaleza' de Mechin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi agitada pois os aventureiros tiveram sonhos perturbadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra  se viu num túnel quase interminável. Depois o caminho se abria e duas  meninas loiras, gêmeas, apareciam. Em seguida, uma delas ficava para  trás, chorando, enquanto a outra avançava em sua direção, ficando mais  velha, até se tornar adulta. Então, a jovem loira com um olhar terrível  estendeu sua mão na direção da ladina e disse "Finalmente!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis  sonhou algo parecido. Mas em seu sonho, quem surgia era um guerreiro  selvagem de cabelos e barba vermelha, com um machado nas mãos e feridas  por todo o corpo. Este apontou para o paladino e disse "Vingança!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv,  dormindo ao relento no alto da torre, sonhou com um caminho apertado e  escuro. No fim deste, Vince, seu irmão gêmeo, surgiu e disse "Morra!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss  sonhou com Damara. Esta parecia muito ferida. No fim, depois de um  longo caminho até ela, sua imagem mudava e esta se transformava em  Agrom-Vimak que abriu os braços na direção do mago e disse "Fuja!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  sonhou com um túnel escuro que parecia descer cada vez mais até o mundo  subterrâneo. No fim do caminho surgiu o drow conhecido por ela como  Pesadelo. Este sorriu e disse "Bu!". Ela acordou com medo. Pesadelo sabia que Adrie o temia. Disso a elfa tinha certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, os  aventureiros partiram deixando instruções com Hans e Murmur. Azamarul e  seus companheiros emprestaram cinco cavalos aos heróis e estes deixaram  Mechin logo pela manhã. Os aventureiros pouco falaram durante a primeira  parte da viagem, ainda com as imagens dos pesadelos em suas mentes.  Depois de um tempo, Arannis reuniu forças e comentou seu sonho com os  demais. Logo estavam todos falando sobre suas experiências, bastante  preocupados. O clima se tornou pesado e Adrie sentiu que devia fazer  algo para mudar de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para as montanhas. Os pégasos  costumam ficar lá."Disse ela andando à frente. Em seguida a druida  transformou-se em lobo e correu adiante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros sabiam  que os cavalos alados eram comuns nas montanhas além da Floresta  Castanha mas quando Kubik, o goblin, disse que sabia exatamente onde  encontrá-los, Arannis imaginou que isso seria um sinal de que Avandra os  estava guiando na direção certa.&lt;br /&gt;A viagem pelas pastagens de Ilíria  até o sul da Floresta Castanha era tranquila. Nada além de alguns  rebanhos e fazendas isoladas, colinas verdes e pequenos bosques. Dois  dias depois já era possível vislumbrar a enorme floresta e as montanhas  azuladas ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie avistou alguém andando adiante e  transformou-se em corvo para investigar. A elfa passou voando por cima  de um homem que caminhava sozinho, em direção da floresta. Não parecia  estar armado, a não ser pelo cajado de caminhada que levava consigo.  Adrie retornou e, transformando-se em elfa novamente, disse aos seus  amigos o que havia visto.&lt;br /&gt;O grupo continuou até alcançar o viajante que os cumprimentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom  dia." Disse ele sorrindo. Era um homem baixo, de cabelos castanhos e  rosto limpo. Vestia-se com simplicidade e levava consigo apenas uma  mochila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia." Responderam os aventureiros seguindo em frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns minutos, o viajante não passava de um ponto no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  sol estava quase desaparecendo quando os aventureiros chegaram à orla  da floresta. Não estavam muito cansados mas decidiram acampar e entrar  na antiga Floresta Castanha somente ao amanhecer. Todos foram dormir e  Arannis ficou de guarda. Depois de algumas horas, o paladino ouviu  passos e preparou sua espada mas viu que se tratava do mesmo viajante  que haviam encontrado horas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa noite. Desculpe chegar  assim, em silêncio. Eu vi vocês acampados e decidi aproximar-me. Uma  fogueira e companhia numa noite fria no meio do nada são coisas bem  vindas." Disse o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis analizou o viajante por alguns  instantes e concluiu que este não representava ameaça. "Por favor,  sente-se. Estou no turno de guarda e conversar seria ótimo." Disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  homem sentou-se ao lado de Arannis e comeu pão de viagem. O eladrin lhe  ofereceu uma maçã e o estranho aceitou prontamente. O silêncio imperou  por alguns instantes e então o paladino decidiu perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que faz por aqui sozinho? Tem negócios na floresta? Com os elfos talvez?" Perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não  não. Meu caminho me leva para a Floresta Castanha mas sou um andarilho.  Vou para onde os ventos me levam e a sorte me guía." Respondeu o homem  com a boca cheia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A sorte?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Avandra.  Sou grato a ela pelos caminhos que escolhe ao acaso para mim. Vejo que é  um seguidor da divindade dos viajantes." Disse o homem apontando para o  símbolo de Avandra no pescoço de Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim mas eu não entendo como alguém pode viajar assim, desarmado, sozinho, apenas confiando na sorte." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu  caro, talvez você deva acreditar mais nos preceitos de sua divindade.  Ela é a sorte, a estrada e os ventos. Deixe-se levar." Disse o viajante  sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis pensou por alguns instantes e então olhou para o homem. este estava de pé, guardando o resto de pão na bolsa que levava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já vai?" Perguntou o paladino surpreso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim  sim. Meu caminho é longo e é chegada a hora. Tome, espero que seja útil  em sua jornada." Disse o andarilho entregando-lhe um embrulho de pano  "É um presente simples mas sincero." Disse este apertando a mão do  eladrin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viajante foi embora, desaparecendo na escuridão.  Arannis ficou olhando naquela direção por alguns instantes e então abriu  o embrulho de pano. Dentro estava um medalhão de madeira entalhada com o  símbolo sagrado de Avandra. O paladino sorriu, e fitou o pequeno objeto  por um bom tempo. Para ele, era um sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava  amanhecendo quando a Ordem da Liberdade entrou na antiga floresta. Adrie  ia na frente pois conhecia grande parte do caminho. Kubik ia ao seu  lado pois havia nascido naquela região e também a conhecia. Os demais,  seguiam com os cavalos numa fila longa. A floresta era escura e as  grandes árvores e o som das criaturas silvestres fizeram com que Adrie  se sentisse em casa pela primeira vez em meses. Ela caminha, às vezes em  forma de lobo, às vezes em sua forma élfica. Estava feliz por estar em  casa, mesmo que fosse apenas uma questão de tempo até deixarem a  Floresta Castanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo seguiu por uma trilha que os levou  para perto das Ruínas Brancas, um local assombrado pelo qual o grupo  havia passado em suas primeiras aventuras. Todos pararam menos Ecniv. O  gnomo olhou para trás enquanto os demais observavam as ruínas antigas  relembrando o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ruínas. Estão pensando em explorá-las? Eu até gostaria mas acho que temos pressa." Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estas  ruínas. Nós já as exploramos. Muito tempo atrás, antes de conhecer  você, quando...quando Medrash ainda estava conosco." Disse Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. Muito tempo atrás, um ano ou mais talvez." Disse Soveliss pensativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos. Este lugar ainda é perigoso." Disse Arannis passando por eles em seu cavalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias  depois os aventureiros chegaram a Duaspedras. Todos sorriram ao rever o  vilarejo onde haviam se tornado um grupo de aventureiros. Estava  exatamente como o haviam deixado. Pacífico e seguindo sua vida normal,  independente dos eventos que assolavam o reino. Uma figura conhecida,  com apenas uma perna e uma velha muleta de carvalho surgiu na rua  principal da aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia Ben." Disse Arannis sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora  se não são os nossos heróis!" Disse o líder de Duaspedras batendo  gentilmente no pescoço do cavalo do paladino "O que os trouxe até aqui,  meus amigos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos apenas de passagem. Vamos para as montanhas. Como estão as coisas aqui? Alguma novidade?" Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tivemos  um grupo de sulistas que tentou saquear a aldeia mas uns aventureiros  estavam por aqui e tudo ficou resolvido." Disse Ben&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fico feliz.  Precisamos seguir nosso caminho e acho que um pouco de água do poço da  aldeia nos será bem útil." Disse o eladrin descendo do cavalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis, acho que talvez seja melhor deixar os cavalos aqui. O caminho até as montanhas é mais complicado." Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem razão. Ben, quer umas montarias um pouco cansadas?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso aceitar, meu caro. Mas se quiser, podem deixá-las aqui e pegá-las na volta." Respondeu o camponês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. Obrigado. Vamos pegar água no poço e seguir nosso caminho. Obrigado mais uma vez Ben." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  grupo deixou Duaspedras ainda com vontade de descansar no Dragão  Hébrio, a única taverna e hospedaria da aldeia. Horas depois estavam no  meio da Floresta Castanha novamente. Depois de mais alguns dias, o grupo  chegou perto das montanhas. A jornada havia sido longa mas tranquila.  Foi então que, numa noite, todos tiveram o mesmo sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam  todos juntos, numa longa estrada no meio do nada. Podiam falar uns com  os outros e estavam conscientes de que aquilo era um sonho. Seguiram  pela estrada de terra até uma bifurcação. Um caminho continuava  tranquilo, com a estrada bem feita e marcada no meio do pasto. O outro  descia tortuoso por uma trilha íngreme e cheia de pedras. Entre as duas  estradas havia um poste de madeira com pequenas placas contendo o nome  de cada um dos membros da Ordem da Liberdade. Cada placa tinha duas  pontas em forma de setas indicando para os dois caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que escolher." Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim...mas qual caminho?" Perguntou Soveliss olhando para seu irmão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mais fácil ou o mais tortuoso?" Perguntou-se Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque não vamos pelo do meio, ora?" Disse Ecniv rindo "É só um sonho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, uma voz familiar foi ouvida pelos aventureiros e ali, ao lado deles estava o andarilho. "Escolhas são difíceis não é? Que caminho seguir? O que dizer? Tantas perguntas e tantas respostas diferentes..." disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem estava tranquilo e sua voz pareceu confortar os corações dos membros da Ordem da Liberdade. "Não posso influenciar vocês. Escolham o caminho e deixem que a sorte diga se foi a escolha certa ou não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra  permanecia em silêncio enquanto os demais argumentavam. Então tomou sua  decisão. Pegou uma de suas adagas e a jogou para o alto. A ponta caiu  na direção do caminho mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vou por aqui. Vocês vão  me seguir?" Disse a ladina entrando na trilha ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viram? Nunca é tão difícil assim. Boa escolha." Disse o andarilho, desaparecendo lentamente no ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Automáticamente, a  placa com o nome de Keyra ficou com apenas uma seta, a que apontava na direção  escolhida. os demais olharam para a meio-elfa e a seguiram. Somente  Ecniv ficou em dúvida por alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você vem?" Perguntou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo...estava só pensando em alternativas." Disse o gnomo unindo-se ao grupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade continuou pela trilha, tropeçando de tempos em  tempos. Logo a estrada transformou-se num túnel escuro. Ninguém além de  Adrie enxergava à frente tochas ou bastões solares não funcionavam. Os  aventureiros deram as mãos, com Adrie guiando-os pelo túnel de pedra. O  caminho se parecia com todos os que haviam aparecido nos sonhos de cada  um. Estavam claramente com medo de encontrar as pessoas vistas em seus  respectivos pesadelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, depois de uma longa caminhada, o  grupo chegou ao fim do túnel. Uma porta se abriu e estes estavam num  campo verde interminável. Um homem em armadura vermelha com longos  espinhos nas ombreiras e um elmo terrível os aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agrom-Vimak!" Gritou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros sacaram suas armas mas foi Adrie quem agiu primeiro. Uma  flecha de seu arco longo cruzou o ar e atingiu Agrom-Vimak no peito.  Este pareceu surpreso ao retirar seu elmo demoníaco. O vilão olhou na  direção do grupo e sua armadura desapareceu quando seu elmo caiu no chão  ruidosamente. A flecha em seu peito se desfez no ar em seguida. Era  apenas um homem, um camponês de cabeça raspada e olhar tranquilo.&lt;br /&gt;Agrom-Vimak caiu de joelhos e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado..." Disse ele antes de cair morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então os aventureiros despertaram. Estavam de volta ao seu acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi aquilo?" Perguntou Ecniv assustado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei mas vamos descobrir." Respondeu Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas  depois quando estavam quase chegando às montanhas, o pensamento do  grupo estava fixo no sonho que tiveram. Talvez isso tenha feito com que  não percebessem a emboscada.&lt;br /&gt;Das sombras surgiu um drow com duas  kukris, as adagas curvas. Este saltou sobre Soveliss e o feriu no ombro.  Era Espectro, o assassino.&lt;br /&gt;Acima, nas pedras das montanhas estava um drow com um elmo de caveira negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pesadelo..."Disse Adrie baixinho sem esconder seu medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma  outra figura com armadura de metal surgiu nas rochas. Era uma jovem de  cabelos loiros e olhos azuis. Tinha uma aura terrível e carregava o  símbolo de Bane no peito. Ao seu lado estava um homem alto e forte  vestindo peles de lobo e urso. Tinha barba e cabelos vermelhos e olhos  mortos. Seu machado pingava sangue.&lt;br /&gt;Atrás deles, numa distância  segura, estava um gythzerai que claramente era um mago, considerando a  varinha mágica em sua mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros demoraram alguns segundos para reconhecer o bárbaro com o machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mi...Mikal?" Perguntou Arannis "Mas você morreu há um ano! Que aberração demoníaca é essa?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu mesmo...vocês me deixaram morrer, aventureiros. Agora me trouxeram de volta para matar vocês!" Disse ele gargalhando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis encarava a clériga de Bane e por alguns segundos pareceu querer desistir da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ania. Nós deixamos você num lugar seguro...Nós pedimos que ouvisse a razão."Disse Keyra triste. "Nós queriamos que deixasse a vingança de lado." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seguro? Me deixaram longe da minha vingança! Me deixaram para ser transformada num cordeirinho!" Gritou a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você era uma criança!" Interrompeu Keyra "Você...você...como você ficou mais velha que eu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não  importa, 'ordem da liberdade'. Hoje terei minha vingança e cumpriremos  as ordens de nosso mestre." Disse Ania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje, pelo poder de Bane e em honra a  Agrom-Vimak...vocês morrerão!" Disse a clériga de Bane enquanto seus companheiros se  lançavam em direção aos heróis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-5965543218549758368?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/5965543218549758368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/03/estrada-dos-sonhos_15.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/5965543218549758368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/5965543218549758368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/03/estrada-dos-sonhos_15.html' title='A Estrada dos Sonhos'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-8408890368664327451</id><published>2011-02-14T03:06:00.001-08:00</published><updated>2011-02-14T03:06:24.526-08:00</updated><title type='text'>Os Intrépidos Fugitivos</title><content type='html'>"Você, coisa miuda, esbarrou em mim! Devolve meu dinheiro!" Urrou o minotauro puxando Soveliss pelo colarinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha,  você está redondamente enganado. Eu não peguei nada." Respondeu o  eladrin calmamente enquanto seus pés deixavam de tocar o chão naquele  beco de Sigil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu dinheiro! Aproveitem e nos passem tudo que  têm!"Disse o minotauro enquanto seus companheiros se aproximavam de  Sovelisse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós não pegamos nada, criatura...deixe-nos passar."Disse Adrie segurando seu totem, preso ao pescoço por uma tira de couro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss  sorriu e chutou o minotauro entre as pernas. Não foi um grande estrago  mas fez com que a criatura o soltasse. O eladrin recuou até Adrie e  sorrindo disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já falei...não mexa comigo ou minha amiga. Nós somos os melhores naquilo que fazemos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  seguida, Soveliss teleportou-se para um telhado, fora do alcance dos  três minotauros. Adrie preparou-se para a luta e os três inimigos  avançaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra, Arannis estavam preocupados por  haver perdido Soveliss e Adrie ans ruas confusas da Cidade das Portas.  Estavam fazendo compras, equipando-se para o resgate dos amigos de Utua.  Haviam visto coisas bizarras na cidade no espaço astral, como a  criatura cheia de tentáculos e bocas que os havia atendido numa loja de  itens mágicos ou os demônios e criaturas não-humanóides que viam pelas  ruas.&lt;br /&gt;A dupla caminhava por um dos becos de Sigil quando ouviram sons  de combate. Ao virar a esquina viram três minotauros atacando Soveliss e  Adrie. Um deles estava muito ferido e Soveliss sorria de cima de um  telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hey! Minotauro! Para bater em meu irmão, você tem que passar por mim!"Gritou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como quiser, elfo!"Respondeu o minotauro que correu na direção do paladino empunhando um machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis apenas deu um passo para o lado e em seguida sua espada desceu, decepando o braço da criatura que ganiu como um cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Peguem seu amigo e sumam!"Gritou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois minotauros correram para pegar o ferido e deixaram o beco com os olhos voltados para o paladino de Avandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Disse para não mexerem comigo!" Gritou Soveliss enquanto os minotauros desapareciam nas ruas de Sigil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem? Nenhuma condfusão, acretido?"Perguntou Utua quando os aventureiros chegaram à sua casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhuma  com que não pudessemos lidar."Disse Arannis com um olhar reprovador na  direção de seu irmão "Estamos prontos para resgatar seus amigos, Utua."  Completou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesse caso, devo avisar dos possíveis  problemas. Não nos teleportaremos daqui mas sim de um lugar aleatório de  Sigil. Vamos aparecer no nível da prisão onde enfrentei o beholder.  Eles devem ter reforçado a guarda, então esperem resistência forte. Lá  há um portal. Preciso que mantenham os guardas longe enquanto aciono o  mesmo. Uma vez aberto, esqueçam a guarda e corram para atravessar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esquecer?"Perguntou Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim.  O objetivo não é matar ou morrer. É ganhar tempo para mim enquanto abro  os portais. Uma vez cruzando o primeiro, haverá outro. Mais guardas.  Depois, um último teleporte para o nível da prisão onde estão meus  companheiros. Lá haverá muita resistência. Porém, uma vez que libertemos  os dois, acionarei minha esfera de teleporte, que já está devidamente  programada para tirar-nos de lá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E para onde iremos?"Perguntou Soveliss bastante interessado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saltos  aleatórios. Vamos ficar segundos em cada mundou ou plano. Tudo para  despistar os rastreadores da prisão. O último salto espacial nos trará  de volta a Sigil. Então nos separaremos. Vocês voltarão para seu mundo e  eu e meus amigos para o nosso." Respondeu Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por falar nisso, você mencionou chaves para os mundos. Disse que nos daria uma para chegarmos ao nosso."Disse Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim claro! Aqui está!"Disse Utua entregando uma colher de madeira à ladina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma colher?"Perguntou Keyra desconfiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim.  As chaves de Sigil são sempre estranhas, incomuns ou simplesmente  banais. O portal que encontrei para seu mundo fica no forno de uma  taverna chamada Caneca Fria." Respondeu o mago empolgado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Forno?!"Perguntaram todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim,  é um forno comum. Mas se vocês baterem três vezes na porta de ferro com  a colher, o portal será ativado. Daí, basta entrar no forno que vocês  serão transportados para algum lugar de seu mundo."Disse Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para onde, exatamente?"Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum...coisa de trezentos a quatrocendos quilômetros ao redor do lugar onde encontrei vocês."Respondeu Utua sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade se entreolhou e então Arannis falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito bem mago. Vamos resgatar seus amigos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv  olhava fixamente para o painel da máquina de viagens interplanares. Ao  seu lado, Azamarul lia as instruções encontradas num pergaminho bastante  antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O senhor deve definir o destino usando essas alavancas e botões. No fim, basta puxar a alavanca maior." Disse o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem  garantias de funcionar...sem garantias de sair vivo de um plano  bizarro..."Resmungou Ecniv enquanto examinava a alavanca maior "Ela sai.  É como se fosse uma chave." Disse, tirando a alavanca de dentro do  painel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pelo mapa no pergaminho, o último lugar visitado foi Sigil, a Cidade das Portas." Disse Azamarul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv observou o mapa e depois olhou para o mago humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho  que só tem uma maneira de descobrirmos se esta coisa funciona. Vou  testá-la. Se algo me acontecer, sabe como encontrar a Ordem da  Liberdade. Certo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. Estarei a postos." Respondeu ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito bem...seja o que Avandra quiser." Disse Ecniv puxando a alavanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  máquina estalou e os controles feitos de metal brilharam. Runas mágicas  na armação metálica brilharam e a roda com cristais na trazeira do  aparelho começou a girar. Então, a máquina foi envolvida por uma energía  esbranquiçada e Ecniv viu Azamarul e o laboratório desaparecer.&lt;br /&gt;Instantes depois, a máquina parecia pairar em meio a uma mar de estrelas e explosões coloridas. Ecniv estava maravilhado.&lt;br /&gt;Então, com outro estalo, a máquina parou. Ecniv estava agora num beco, numa cidade estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  gnomo desceu da máquina e deixou o beco movido por sua tão famosa  curiosidade. Não esqueceu-se, porém, de retirar a chave e levá-la  consigo. As ruas de Sigil eram caóticas. Criaturas fascinantes  perambulavam pelas vielas e avenidas abarrotadas de casas estranhas.  Ecniv caminhava, olhando para tudo e anotando o máximo de informações  que podia. Virou numa rua movimentada e continuou escrevendo. Então,  topou em alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olhe por onde anda!" Disse ele sem olhar pra cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ecniv?! Como em nome de Corellon?!" Disse uma voz familiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gnomo olhou para cima e viu Soveliss, com Bahamut, o pequeno pseudo-dragão albino, em seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas hein?!" Exclamou Ecniv assustado "O que você está fazendo em Sigil?!" perguntou rindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que VOCÊ está fazendo aqui?!" Perguntaram Arannis, Keyra e Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra sorriu e abraçou o gnomo. "Não importa! É bom ver você!" Disse a meio-elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utua apenas observava os cinco membros da Ordem da Liberdade reunidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ecniv,  este é Utua. Ele nos contratou para salvar seus companheiros. Utua,  este é Ecniv, um grande amigo e membro da Ordem da Liberdade." Disse  Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito prazer Ecniv. Mas...como conseguiu viajar até Sigil?"Perguntou Utua intrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah,  simples! Com uma máquina que encontrei em nossas terras! Ela serve para  viajar entre os planos e..." Disse ele empolgado enquanto Keyra olhava  para ele fazendo sinal para que parasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Máquina de viagem interplanar? Fascinante..."Disse Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ecniv. Depois. Precisamos continuar com nossa missão. Vem conosco, suponho?" Perguntou o paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro! Aonde vamos?" Disse Ecniv sorridente como sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utua  sorriu e então pegou a esfera metálica dentro da bolsa. "Senhores.  Creio que aqui é um bom lugar. Ninguém vem muito a esta rua. Vou nos  transportar até a prisão. Lembrem-se, mantenham os guardas longe  enquanto abro o primeiro portal. A prioridade é sair de lá o mais rápido  possível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros ficaram em silêncio enquanto a  pequena esfera de metal se abria e brilhava intensamente. Segundos  depois estavam num salão de paredes azuladas e grandes colunas. O teto  era bastante alto e uma leve brisa soprava no lugar. O salão todo ficava  suspenso no que parecia ser uma imensidão negra sem fim. Havia duas  pontes que deixavam a plataforma onde a Ordem da Liberdade estava e  seguíam, escuridão adentro.&lt;br /&gt;Um arco brilhante com runas inscritas em  sua base estava próximo de onde os aventureiros surgiram. Utua correu na  direção do arco e começou a apertar pequenas runas que se acendiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que estão olhando? Fiquem alertas!"Gritou ele sem se virar quando o som de vento ecoou pela sala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis  redemoinhos surgiram, vindos da escuridão no fim de duas pontes  suspensas. Eram elementais do ar. Os guardas daquele nível da prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês  ouviram o homem! Nada de recuar e nada de perseguir inimigos. Só temos  que segurá-los por algum tempo!" Gritou Arannis colocando seu escudo à  frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementais atacaram furiosamente. Era difícil  combatê-los pois as armas pareciam atravessá-los sem causar dano. Mesmo  assim, os primeiros seis foram destruídos pela Ordem da Liberdade.  Porém, mais dez surgiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos! O portal está aberto!" Gritou Utua saltando através do arco luminoso. Os demais o seguiram sem pestanejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade irrompeu numa sala pequena, abafada, quente. Utua  estava do outro lado do portal, trabalhando para fechá-lo. Um corredor  seguía em frente e o som de explosões cadenciadas despertou a  curiosidade do grupo. Depois que o mago selou o portal, os aventureiros  seguiram pelo corredor, que virou abruptamente para a direita. O longo e  estreito caminho levava diretamente para outra sala iluminada mas havia  um obstáculo. As paredes  à frente tinham pequenas jóias vermelhas que  chamaram a atenção de Keyra por um segundo. As jóias estavam  posicionadas dos dois lados do corredor em alturas diferentes. Os rubis  então brilharam e começaram a expelir labaredas que tocavam a parede  oposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maldição. E agora?" Perguntou Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve haver algo que desligue a armadilha. Mas com nossa sorte, deve ser do outro lado." Disse Soveliss sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Armadilha. É...deixa comigo!" Disse Keyra. A meio-elfa parou alguns metros antes das chamas que surgiam num ritmo contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dois...um dois três...um dois...um dois três quatro..."Murmurou a ladina enquanto contava os intervalos entre cada explosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra  não!"Gritou Arannis mas era tarde. Keyra correu na direção das chamas e  saltou, dando uma cambalhota, agachando-se para esquivarse da segunda  chama e girando o corpo para fugir da terceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil enxergar a meio-elfa em meio às chamas mas esta rapidamente chegou ilesa ao outro lado com um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ridículo!"  Disse ela ao ver que havia passado pela armadilha sem sofrer danos.  Então começou a procurar por algo que desligasse o dispositivo mas então  notou que não estava sozinha na sala. Um azer, um anão do plano do  fogo, a observava e sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ridículo? Não vai dizer isso quando  estiver toda queimada, bonitinha! por aqui vocês não passam!" Disse a  criatura enquanto sua barba e cabelos brilhavam como labaredas vermelhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Droga..."Pensou Keyra em voz alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tema! Soveliss está aqui!" Disse uma voz ao seu lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como?!" Perguntou Keyra surpresa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me teleportei, ora!" Respondeu o eladrin com o pequeno pseudo-dragão no ombro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utua,  que havia seguido Soveliss da mesma maneira, puxou uma alavanca na  parede que fez com que as chamas parassem por segundos. Adrie, Ecniv e  Arannis passaram correndo e chegaram à sala onde o guarda os  surpreendera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não queremos lutar. Só vamos passar."Disse o paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ahhh  mas vão ter que lutar pra passar por mim, elfo!" Disse o azer brandindo  seu martelo de guerra em chamas. "Morka-har ban-haruk!" Gritou ele em  primordial e então uma dezena de elementais de fogo de tamanhos  diferentes surgiram na sala, cercando a Ordem da Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Utua! Abra o portal! Nós cuidamos deles!" Disse Arannis fazendo sinal para seus companheiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  mago concordou com a cabeça e agachou-se. Havia um círculo com uma leve  aura dourada. Eles estavam sobre os desenhos. Utua tocou o centro do  círculo e começou a entoar palavras mágicas enquanto a Ordem da  Liberdade o cercava, protegendo-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elementais atacaram. Um  deles, uma criatura enorme feita de lava e pedras negras atacou Keyra  que se esquivou fantasticamente. Ecniv saltou ao seu lado para lutar com  a criatura que pareceu gargalhar por causa da diferença de tamanho  entre ela e o gnomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv atingiu o monstro com sua espada  cantante, causando pouco dano. Então o monstro mergulhou os punhos sobre  o bardo que desapareceu debaixo da fúria ígnea do elemental. Socos e  mais socos e Ecniv parecia ter  desaparecido, afundado no chão. Keyra  saltou e cravou a espada nas costas do elemental que parou de bater no  chão para virar-se em sua direção. Então, milagrosamente, Ecniv  levantou-se, um pouco sujo de terra e fuligem, colocou uma mão na  cintura e balançou a espada na direção do elemental soltando um assovio  longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, grandão! Ainda não terminei com você!" Disse Ecniv sorrindo e cuspindo saliva com cinzas na direção do monstro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra e os demais não podiam acreditar que o gnomo havia sobrevivido ileso ao ataque da criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade continuou lutando, mantendo os monstros afastados.  Então, Utua fez um sinal e todos se reuníram ao seu redor. O azer estava  irado e apontou na direção dos heróis. Um morcego de fogo saiu de seu  ombro e atacou Keyra. A meio-elfa apenas preparou o golpe e então o  teleporte aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo depois e estavam todos em outra  sala. O morcego de fogo, havia sido atravessado pela espada da meio-elfa  e se desfazia em gotas de magma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Er...pessoal? Acho que agora vai ser mais complicado." Disse Adrie apontando para todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam  num salão enorme com paredes que subiam até desaparecer. Centenas de  nichos luminosos mantinham criaturas aprisionadas e diamantes enormes ao  lado de cada uma das celas pareciam ser a chave para abrí-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  continuava apontando. Não para as celas mas para a quantidade enorme de  elementais do fogo, ar e terra que cercavam os heróis. Era o nível  principal da prisão extra-planar e a Ordem da Liberdade estava em número  infinitamente menor que os guardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Utua?" perguntou Arannis nervoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ali! Meus amigos estão ali!" Respondeu o mago apontando para duas celas "Vamos!" Gritou ao sair correndo naquela direção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade o caompanhou. Os elementais atacaram. Gárgulas  sobrevoaram os heróis para então mergulhar na tentativa de agarrá-los.  Soveliss usou uma magia e correu como um borrão extremamente rápido na  direção da cela onde estava Alangdar. Apertou o diamante ao lado da  porta cristalina e esta se desfez. Uma lança luminosa saiu do diamante,  caindo ao lado da porta. Alagndar deixou sua prisão e olhou na direção  do mago. Então, abriu suas enormes asas brancas e as penas brilharam  como fogo. O anjo pegou a lança no chão e alçou vôo para enfrentar as  gárgulas. Soveliss não conseguia conter seu assombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie e  Utua chegaram em seguida à outra cela e a abriram da mesma forma.  Thakakhad saiu e pegou sua espada de duas mãos. O kalashtar parecia um  humano bem mais alto que o normal e com feições bizarras. O filho de  djinns sorriu ao ver Utua e falou numa língua estranha. O mago respondeu  e deu um tapinha em suas costas segundos antes de um elemental atacar.  Thakakhad aparou o golpe com sua espada e então partiu o elemental de  fogo em dois com um golpe terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis! Junte todos! temos que ir agora!" Gritou Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros se aglomeraram ao redor do mago e este sacou da bolsa sua  esfera mágica de transporte. Apertou alguns botões e o grupo  desapareceu, segundos antes de ser esmagado por bolas de magma  arremessadas por elementais de fogo furiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem foi algo  que os olhos dos aventureiros jamais experimentaram antes. Num piscar de  olhos, o grupo estava numa pedra flutuante em um mundo etéreo onde  criaturas voadoras mal repararam neles. Em seguida, os aventureiros  apareceram por dois segundos nas aréias do deserto com um sol escuro e  escaldante. Mais um salto e os aventureiros estavam em meio às labaredas  de um dos Nove Infernos. Em seguida, surgiram numa rua de uma terra  distante onde grandes edifícios de pedra, ferro e vidro se erguiam.  Carruagens de metal sem cavalos avançaram em sua direção e o som de  cornetas vindo dos estranhos veículos assustou os aventureiros por um  instante. Logo estavam novamente saltando entre as dimensões. Depois de  vários lugares fantásticos, a Ordem da Liberdade e os três fugitivos,  voltaram a Sigil. Utua parecia apressado e virou-se na direção dos  heróis, entregando-lhes cinco diamantes astrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpem. Não  podemos nos demorar. Corram para seu mundo logo. Obrigado pela ajuda.  Obrigado." Disse este, teleportando-se com seus amigos em seguida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos. Temos que usar o portal na taverna." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portal? Porque não usamos a máquina?" Perguntou Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos uma máquina que pode nos levar em segurança?" Perguntou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro! Mas...temos um pequeno problema...aliás...dois." Respondeu o gnomo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E quais seriam?" Perguntou Soveliss interessado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem,  a máquina tem uma poltrona com apenas dois lugares...e...há uma chance  de falha no transporte. É uma margem pequena mas pode ser um  inconveniente." Disse Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falha?" Perguntou Arannis inquieto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem...apenas  20% de chances da máquina nos levar pra o lugar errado. Coisa pouca."  Respondeu Ecniv olhando para o outro lado da rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum! Adoro aventuras..."Disse Keyra rindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo.  Se essa máquina pode nos levar para casa em segurança sem o desvio que  Utua mencionou com relação ao portal, eu voto por tentarmos."Disse o  paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros seguiram Ecniv pelas ruas de  Sigil até o beco onde este havia deixado o veículo extra-planar. A  máquina estava lá. Arannis e Soveliss conseguiram acomodar-se na  poltrona. Keyra sentou-se no colo do paladino e Ecniv no do mago  eladrin, o que deixou o pequeno gnomo contrariado. Adrie, transformada  em gato acomodou-se no chão da máquina e Kubik pendurou-se ao lado de  Soveliss. Era uma visão hilária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom...que seja o que Avandra quiser!" Disse Ecniv acionando a máquina que desapareceu de Sigil com um estrondo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-8408890368664327451?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/8408890368664327451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/02/os-intrepidos-fugitivos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/8408890368664327451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/8408890368664327451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/02/os-intrepidos-fugitivos.html' title='Os Intrépidos Fugitivos'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-247021219911679212</id><published>2011-01-13T13:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T14:43:45.378-08:00</updated><title type='text'>Utua, o viajante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu só estou dizendo que esses dois grandalhões vão ser mais úteis em Mechin do que com vocês na caçada! Eu tenho certeza de que você, Keyra, Adrie e Soveliss vão conseguir um pégaso nas montanhas sem grandes dificuldades!" Disse Ecniv sorrindo enquanto Arannis observava o gnomo, Hans e Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei. E se precisarmos deles em combate?"Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis! Qual é? Sou eu! Eles vão me ajudar caso Mechin esteja no caminho das forças invasoras ou saqueadores. Você e os demais têm plenas condições de achar e capturar um cavalo com asas."Respondeu o gnomo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis olhou para Keyra, Soveliss e Adrie. Suspirou e olhou de novo para Ecniv que sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. Nos vemos em alguns dias então. Em Mechin."Disse o eladrin apertando a mão de Ecniv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis se despediram e seguiram rumos diferentes. Adrie, Arannis, Keyra e Sovelisse seguiram pela estrada para Duaspedras, com o intuito de atravessarem a Floresta Castanha. Nas montanhas, segundo Adrie, encontrariam manadas de pégasos. Murmur, Hans, Ecniv e outros seis aventureiros seguiram para o sul, rumo às terras de Mechin, que pertenciam agora à Ordem da Liberdade. Hans estava relutante em deixar Keyra mas foi convencido por Ecniv que, com sua lábia, oferecera a ele a chance de defender o lugar contra os sulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, a Ordem da Liberdade chegou a Duaspedras. Ben, o líder da aldeia os recebeu com grande alegria e lhes contou que a aldeia havia sofrido um ataque de saqueadores sulistas mas que um grupo de aventureiros conseguiram salvar a comunidade.&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade decidiu não ficar mais do que algumas horas na aldeia pois não havia tempo a perder. Por mais alguns dias os aventureiros seguiram pela floresta, guiados pelos conhecimentos de Adrie.&lt;br /&gt;Cansados, decidiram acampar perto de uma clareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda temos pão?" perguntou Soveliss comendo uma maçã perto da fogueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. Mas você já comeu quase todas as suas rações?"disse Arannis afiando a espada com uma pedra de amolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sabia que eladrins comiam tanto quando ele."Disse Keyra sorrindo de leve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem eu...ei...sentiram esse cheiro?"Perguntou Adrie levantando-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu senti. Parece metal ou coisa parecida."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Isso parece o cheiro de magias de teleporte. É, resíduos mágicos no ar."Disse Soveliss aproximando-se da druida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cheiro? Que cheiro? Vocês ficaram doidos?"Perguntou Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ali! Brilhos! Na clareira!"Apontou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adrie, a fogueira. Escondam-se"Disse Arannis escondendo-se atrás de uma árvore enquanto Adrie apagava o fogo com terra e se escondia atrás de alguns arbustos.&lt;br /&gt;Soveliss teleportou-se para perto de seu irmão e Keyra, tentando ver os tais brilhos, deu de ombros e escondeu-se como sabia fazer tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de Keyra não ter notado, a cada segundo, pequenas luzes brilhantes estavam surgindo na enorme clareira. Então, um clarão e um estrondo fizeram os membros da Ordem da Liberdade encolherem-se em seus esconderijos. Na clareira, uma batalha à luz do luar estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tiefling, um humano, um anão e um gythzerai lutavam contra uma criatura medonha. Era uma bola de carne com uma bocarra de dentes afiados e um enorme olho no centro. Pequenos tentáculos se agitavam no que parecia ser uma cabeça flutuante. Na ponta de cada um deles, um olho piscava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um...beholder."Sussurrou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criatura atacou o grupo da clareira com raios que saíam dos pequenos olhos. O primeiro raio transformou o gythzerai em pedra. O segundo desintegrou o tiefling antes que este pudesse reagir. Outro raio perfurou o peito do anão que já estava ferido.Apenas o humano, claramente um mago, restava de pé diante da monstruosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis olhou para seus amigos e sacou sua espada. "Vamos ajudá-lo!"&lt;br /&gt;Sovelisse saiu de seu esconderijo e abriu um portal em pleno ar. Arannis e Keyra entraram por ele e saíram num segundo portal, ao lado do monstro.&lt;br /&gt;Os dois atacaram a criatura. Adrie correu na direção do monstro e saltou. Em pleno ar, transformou-se num lobo enorme, do tamanho de um cavalo, para espanto de seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra entrava e saía do portal criado por Soveliss, atacando o monstro e fugindo em seguida. Arannis enfrentava a criatura de frente enquanto Adrie mordia o monstro pelas costas. Soveliss mantinha o portal mas atacava a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o mago humano refugiou-se atrás de uma pedra e começou a mexer num pequeno dispositivo, uma esfera de metal com inscrições e botões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vai nos ajudar?"Perguntou Soveliss aproximando-se velozmente graças a sua magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mantenham ele ocupado! Só mais alguns instantes!" Disse o homem com um sotaque carregado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beholder atacava os heróis impiedosamente e em vários momentos quase conseguiu petrificar Adrie e Arannis. Mesmo com dificuldades, os heróis conseguiram ferir gravemente o monstro. Então, o mago colocou-se diante da criatura e apertou um botão da esfera metálica.&lt;br /&gt;Um raio azul saiu do objeto e atingiu o beholder, fazendo-o desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros olharam atônitos para o mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado. Vocês me salvaram! Sou Utua, um viajante interplanar."Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmentez, Arannis e os demais ficaram muito desconfiados. Porém, Utua mostrou-se simpático e sincero. Ele passou parte da noite falando sobre suas viagens pelos inúmeros mundos e planos existentes. Soveliss ficou mais interessado do que os demais e fez várias perguntas.&lt;br /&gt;Utua explicou que aqueles aventureiros mortos pelo beholder eram mercenários que havia contratado para ajudá-lo numa missão de resgate.&lt;br /&gt;O mago propôs que a Ordem da Liberdade o ajudasse. Ofereceu um diamante astral para cada um, no valor de 10 mil moedas de ouro cada e falou bastante a respeito das habilidades do grupo e de como ele sabia que estes sim conseguiriam salvar seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Posso levar vocês comigo para Sigil, a Cidade das Portas. De lá, poderemos invadir a prisão extraplanar e salvar meus amigos!"Disse Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito dialogar e discutir a questão. Os aventureiros aceitaram a missão depois que Utua falou sobre as vantagens de Sigil, inclusive de ser uma forma de encontrar o pégaso que eles tanto queriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, Utua fez um ritual de teletransporte. Os heróis olharam uma última vez á sua volta, para a Floresta Castanha e então desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundos depois estavam num beco de uma cidade desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquem perto de mim e não se metam em confusão." Disse Utua saíndo do beco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis o seguiram e logo estavam numa movimentada rua da Cidade das Portas. Seres de todas as raças conhedidas, e muitas desconhecidas pelos aventureiros, caminhavam pelas ruas de Sigil. Gigantes, anões, azers, demônios, minotauros, elfos, humanos, goblins. Sigil era uma cidade onde criaturas de todos os planos podiam entrar.&lt;br /&gt;Utua contou aos aventureiros que Sigil havia sido construída dentro de um gigantesco anel. Era um ponto de convergência de portais vindos de muitas realidades, planos e reinos. A cidade não tinha leis mas uma entidade conhecida como A Senhora da Dor era a criadora e talvez a governante do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss e Keyra estavam maravilhados com a cidade e sua arquitetura bizarra. Adrie estava menos à vontade do que em Ilíria ou Skan. Arannis ouvia o que Utua dizia e observava atentamente ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos grãos de areia nesse universo. E eu achando que éramos importantes."Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As possibilidades deste lugar são astronômicas! Podemos conseguir equipamentos melhores e conhecer mundos e mais mundos!" Disse Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos fazer o que viemos fazer e sair daqui. Não sonhem demais."Disse Arannis ao entrar na casa alugada por Utua. "Muito bem mago. Qual é a missão afinal?" perguntou o eladrin quando Utua fechou a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus amigos estão presos. O beholder era o guardião de um dos níveis da prisão extraplanar. Eu preciso conseguir as chaves que abrem mais dois portais. O que vocês precisam fazer é manter os guardas ocupados enquanto eu abro o caminho." Disse Utua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem são seus amigos, Utua?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Thakahkad é um kalashtar e um guerreiro poderoso. Ele tem sangue djin. Alangdar é um clérigo de Gov e um...como vocês chamariam? Isso!Anjo." Disse Utua sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um anjo?!" Perguntaram todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, com asas e tudo."Respondeu Utua ao ver o assombro do grupo "Bem, fiquem à vontade para andar pela cidade, equipar-se e aprender os costumes. Creio que em três dias terei as chaves de que precisamos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em Mechin, Ecniv estudava alguns pergaminhos quando foi interrompido por um dos trabalhadores da construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mestre ecniv,o senhor precisa ver o que encontramos!"" Disse o homem sujo de terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv deixou o aposento na torre e foi até o pátio onde os trabalhadores se aglomeravam ao redor de uma placa de metal no chão. Murmur e Hans estavam lá, além dos aventureiros amigos de Ecniv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Magia forte. Você é mais qualificado que eu, devo admitir."Disse Azamarul, o mago humano, quando Ecniv chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno gnomo abriu caminho entre seus amigos e chegou até a placa. Era feita de ferro e levava uma inscrição mágica em forma de 'S'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Voltem ao trabalho. Eu e Azamarul vamos desvendar esse mistério." Disse Ecniv ao abaixar-se para examinar a grande placa. "Don, venha aqui."Disse ele e uma ave preta e branca surgiu, pousando em seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois, Azamarul e Ecniv haviam desfeito a runa mágica da placa. A segunda se desfez num pass de mágica e revelou uma escada de pedra e um corredor subterrâneo.&lt;br /&gt;Ecniv, Azamarul, Hans e Murmur entraram. O mago iluminou o corredor e o grupo seguiu até uma porta de metal entreaberta.&lt;br /&gt;Finalmente chegaram a um laboratório abandonado há muito tempo. Pilhas de entulho e livros transformados em pó pelos anos estavam por toda parte. Uma mesa com vidros e aparelhos de alquimia quebrados e outra com um grande livro em farelos chamaram a atenção de Azamarul. Porém, o que mais chamou a atenção de Ecniv foi um grande objeto coberto por uma lona negra, no centro da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv puxou a lona revelando o que parecia ser uma carruagem sem rodas. Era toda feita em metal e possuía uma poltrona com espaço para duas pessoas. Havia um painel de cobre com alavancas e inscrições, além de uma chave de ouro encaixada como mais uma alavanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nome da sorte de Avandra. Que raios é isto?" Perguntou Ecniv em voz alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma máquina de viagens interplanares"Respondeu Azamarul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como você pode saber? Você é um mago iniciante."Disse Ecniv rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está escrito neste pergaminho que encontrei, mestre Ecniv."Disse o mago orgulhoso de seu achado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv abriu um sorriso largo ao pegar o pergaminho, olhou para a máquina e deu um tapinha no braço do mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que testar essa máquina!" Exclamou o gnomo com um brilho no olhar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-247021219911679212?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/247021219911679212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/01/utua-o-viajante.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/247021219911679212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/247021219911679212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/01/utua-o-viajante.html' title='Utua, o viajante'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-2555665210325880830</id><published>2011-01-13T13:26:00.001-08:00</published><updated>2011-01-13T13:26:25.410-08:00</updated><title type='text'>Fantasmas do Passado</title><content type='html'>A estrada para Ilíria estava mais movimentada do que o normal. Caravanas  e bandos de guerreiros transitavam rumo à cidade. A Ordem da Liberdade  caminhava na mesma direção.&lt;br /&gt;Depois de matarem Nimir, a tiefling necromante, a vilda Galan ficara  agradecida e os heróis sentiram-se bem por ajudar. Halmar e a tripulação  do Aurora deixara a vila para seguir pela costa até Ilíria mas os  aventureiros decidiram seguir a pé, pois o tempo de viagem pela estrada  seria mais curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que encontravam alguém, os aventureiros tentavam saber sobre a  movimentação na estrada. As informações eram difusas mas conseguiram  descobrir que um grande exército estava juntando-se nas proximidades da  cidade. Senhores de terras de todo o reino chegavam a cada dia trazendo  mais guerreiros para ajudar a enfrentar as hordas do sul e seu líder,  Agrom-Vimak.&lt;br /&gt;Esse grande exército atraía também os mercadores e todo tipo de mercenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no terceiro dia que a Ordem da Liberdade, após uma colina, teve um  vislumbre de Ilíria. A enorme cidade junto ao mar estava como a haviam  deixado. As linahs de fumaças de centenas de chaminés podiam ser vistas  de longe e o sol brilhava refletido nas torres do castelo real e nas  abôbodas dos templos. Ao lado da cidade, um enorme acampamento com  milhares de estandartes se extendia por uma grande área de pastagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente."Disse Hans ao ver sua cidade natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros desceram a estrada da colina e em algumas horas chegaram  aos portões da enorme cidade. Os cheiros de fumaça, gente, comida e  estrume se misturavam. Adrie não gostava do cheiro da cidade e Murmur  parecia estar surpreso com o tamanho de Ilíria.&lt;br /&gt;Estavam todos quase chegando ao portão quando se ouviram cascos de  cavalo pela estrada. Um jovem batedor vinha à frente de um grande grupo  de cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saiam do caminho! Saiam!" Gritava o rapaz que Hans e Keyra reconheceram de sua infância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Balim!" Gritou Keyra sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz olho para a meio-elfa e sorriu de volta. Notou Hans também. "Que bom ver vocês!"&lt;br /&gt;Balim trajava uma túnica azul escura sobre a armadura leve de couro.  Levava o estandarte da guarda pessoal da rainha e usava uma coifa de  cota de malha que pendia na nuca, mostrando seus cabelos loiros curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Subiu na vida hein?" Disse Keyra apontando para o estandarte. "Ficou bem..." Completou ela piscando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans permanecia impassível ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu falo com vocês outra hora. Desculpem. Keyra, continua linda, como  sempre." Disse Balim abrindo espaço para os cavaleiros que se  aproximavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram mais de cinquenta homens a cavalo. Todos trajando armaduras pesadas  e carregando lanças. Os enormes cavalos de guerra passaram pelo portão  em pleno galope e seguiram para o bairro do castelo. Balim acenou para a  Ordem da Liberdade e seguiu seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis estavam ainda decidindo o que fazer quando Adrie notou um  grupo acampado. Eram uns sessenta elfos, todos equipados com armaduras e  arcos de guerra. Pelas insígnias, pareciam elfos da Floresta Castanha. O  olhar da elfa perscrutou o acampamento e seu coração acelerou quando  viu um elfo de cabelos trançados entre eles. Era seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pai..."Disse ela sem pensar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi que disse?" Perguntou Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada...eu...vamos entrar logo na cidade sim?" Disse a elfa  desconversando. Quando olhou novamente na direção dos elfos, notou que  seu pai havia desaparecido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor, eu já vi essa imagem do seu estandarte em algum lugar." Disse a  Arannis um homem com seu filho ao lado. "Servem a algum  senhor?"Perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Nós somos a Ordem da Liberdade. Viemos aqui ajudar Ilíria."Respondeu o paladino orgulhoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ordem da Liberdade? Já ouvi falar de vocês! Não foram vocês que mataram  um dragão vermelho no norte? E que mataram um dragão verde na Floresta  Castanha, salvando a aldeia de Duaspedras?" Perguntou o homem animado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros olharam para o homem sem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim...fomos nós. Como sabe disso?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ouvi essas histórias numa taberna. Um gnomo chamado Ecniv estava  contando-as." Respondeu o camponês. "Meu filho admira muitos vocês. Pela  descrição o senhor é Arannis, o paladino de Avandra. Estou certo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim, sou Arannis e estes são Murmur, Adrie, Keyra e Soveliss."Respondeu o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor, meu filho Gork, adoraria ouvir suas histórias. Ele quer ser um  aventureiro um dia!" Disse o homem colocando seu filho entre ele e  Arannis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Será uma honra. Mas agora estamos com pressa. Mande seu filho nos procurar no templo de Avandra outra hora." Disse o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim farei senhor! Obrigado!" Disse o homem despedindo-se enquanto os aventureiros entravam em Ilíria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia na enorme cidade foi de descanso. Keyra levou a Ordem até  sua casa, onde as devidas apresentações foram feitas. A jovem meio-elfa  estava feliz. Estava em casa, com sua família reunída e seus amigos.  Isso fez com que voltasse a sorrir.&lt;br /&gt;Os demais membros do grupo estavam em paz por voltar à cidade. Mas todos  sabiam que a questão de Agrom-Vimak ainda estava presente. Decidiram  então que buscariam respostas e informações no dia seguinte. Naquele  momento estavam comemorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis e Soveliss foram até o templo de Avandra, onde o irmão Gaius os  recebeu com grande satisfação. Ao perguntar sobre Ania, a menina que  haviam deixado aos cuidados do sacerdote, os eladrins souberam que esta  havia desaparecido há um bom tempo, poucos dias depois de ter sido  deixada no templo. Arannis ficou muito preocupado mas o irmão Gaius  insistiu em dizer que a garota era um problema e que esta provavelmente  havia fugido de volta para casa, em Duaspedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Murmur aventurava-se conhecendo a cidade. Para ele era  tudo novo. Uma cidade muito maior que Skan, repleta de pessoas de  regiões e raças diferentes. Havia muito o que explorar. Infelizmente, o  jovem goliath acabou perdendo-se em Ilíria, uma vez que não conhecia a  cidade. Levou horas para encontrar a casa de Keyra e juntar-se ao grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra passou o dia andando pelas ruas, refazendo velhos contatos no  submundo da cidade, enquanto Adrie foi até o mar, onde encontrou um  pequeno santuário de Melora onde fez orações e agradecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, a Ordem da Liberdade reuniu-se novamente na casa da família de  Keyra. Estavam planejando o dia seguinte quando alguém bateu à porta.  Keyra abriu e nçao viu ninguém. Então olhou para baixo e viu um  halfling. Era um jovem simplesmente vestido mas havia algo errado. Seus  olhos estavam embotados de sangue e seu rosto era pálido e marcado pelas  veias azuladas que pareciam mais grossas do que o normal. Seu olhar  estava perdido e lembrava o de um zumbi. Keyra pensou em sacar sua adaga  mas o estranho halfling falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus mestres pedem sua presença na taverna Os Sete Filhos de Carmela."Disse a criatura com uma voz rouca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seus mestres? Quem são eles? O que diabos é você?"Perguntou Keyra  enquanto seus amigos se aproximavam espantados com a aparição do  halfling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus mestres pedem sua presença na taverna Os Sete Filhos de Carmela."Repetiu o halfling, virando-se e seguindo pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros ficaram pasmos por alguns segundos e então foram atrás  do mensageiro. O halfling seguiu por vielas escuras, seguido de perto  pela Ordem da Liberdade. Depois de um tempo, chegou a uma taverna e  hospedaria luxuosa, conhecida por Keyra, Arannis e Soveliss.&lt;br /&gt;O halfling entrou na hospedaria e subiu as escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós estamos com ele."Disse Keyra ao taverneiro, apontando para o halfling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não fez menção a barrar a entrada dos aventureiros que seguiram a  criatura até o terceiro andar da hospedaria. O grupo desconfiava e, por  isso, Arannis estava com a mão no cabo da espada enquanto Murmur e Hans  levavam suas lanças prontas. Ohalfling entrou num dos quartos e então o  grupo o seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aposento era luxuoso, finamente decorado e estranhamente escuro. Não  havia nenhuma luz além de uma única vela, que deixava o lugar com um ar  tenebroso. O ar estava parado e as janelas do quarto estavam fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente!" Disse uma voz feminina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros buscaram por sinais de movimento no quarto e então  Kisteress apareceu. Arannis e Keyra lembraram-se da vampira  instantaneamente. Fora ela quem lhes forneceu o pergaminho contendo as  pistas sobre as jóias e fora ela quem havia falado sobre Bane com a  jovem Ania, de Duaspedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vampira...nos encontramos de novo."Disse Arannis segurando o cabo da  espada e procurando mapear o terreno, caso fosse necessário lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim Arannis. É bom vê-los. Que bom que vieram rapidamente." Disse Kisteress em tom afável, sentando-se num sofá vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vampira era belíssima e usava um fino vestido negro que mostrava sua  pele branca e sem vida. Ela sentou-se confortavelmente no sofá e encarou  o grupo. Seu belo sorriso mostrava os caninos avantajados de sua  condição vampírica e seus lábios vermelho-sangue contrastavam com seus  cabelos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem está aí?" Disse Arannis ao perceber um vulto atrás da vampira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, bem observador, paladino. Zir, melhor vir para a luz." Disse a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, a respiração de Keyra pareceu parar. Seus olhos estavam  arregalados e suas mãos tremiam. Uma delas estava próxima à sua adaga  mágica. A outra fechava-se com força. Sua expressão de surpresa se  tornou uma careta de ódio enquanto 'Zir' surgia na penumbra.&lt;br /&gt;Diante dela estava o mesmo homem ruivo que a comprara e escravizara na  cidade drow. Diante dela estava o homem que a usara como assassina.&lt;br /&gt;Zir vestia uma tunica vermelha e seus cabelos estavam presos por uma  fita de couro. Era um homem alto e forte e seus olhos pareciam ter uma  coloração avermelhada. Ele sorria calmamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra ofegava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, calma..."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra levou uma mão à adaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra...não..."Disse Arannis novamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora, se não é minha escrava preferida." Disse Zir em seguida, sorrindo. "Como é bom vê-la." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra gritou e arremessou sua adaga contra o homem. A arma voou pelo  aposento e atingiu Zir no pescoço, cortando sua carne que sangrou  imdediatamente. A adaga cravou-se na parede de madeira do quarto e  desapareceu, ressurgindo nas mãos da meio-elfa. O ferimento provocado  pelo ataque de Keyra seria mortal mas Zir continuou sorrindo enquanto a  carne se refazia e o sangramento parava. Em segundos, era como se a  adaga nunca tivesse sido arremessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rápida e mortal. Sempre."Disse Zir aplaudindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maldito!" Gritou Keyra correndo na direção dela, sendo interceptada por Arannis e Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não...Keyra!"Disse o paladino. Este a segurou por alguns segundos enquanto ela tentava soltar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra conseguiu desvencilhar-se do eladrin e tentou atacar Zir novamente  mas Hans conseguiu contê-la. Então, Arannis colocou-se entre ela e o  homem de vermelho. Keyra estava transtornada como nunca ninguém havia  visto. O ódio era claro e a vontade de matar Zir também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis tomou o rosto de Keyra em suas mãos e falou baixo, pausadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra. Calma. Temos que ver o que eles querem. Eu sei o que esse homem  te fez. Eu sei o que você quer fazer. Mas este não é o momento nem o  lugar. Depois eu deixarei você cortar a garganta dele se assim desejar.  Mas não agora. fica calma." Disse o paladino segurando o rosto dela com  as duas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes, Keyra enxergava apenas o maldito homem de cabelos  vermelhos e sorriso sínico. Então, a voz suave do paladino chamou sua  atenção e a acalmou. Ele tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio-elfa olhou mais uma vez para Zir e então deixou o aposento. Não conseguia ficar perto daquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. Agora que já agitamos os ânimos. Vamos aos negócios?"Disse Kisteress&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fale. O que quer de nós, vampira?" Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apenas ajudá-los em sua busca pelas sete jóias. Mas desta vez há um  preço. Um pequeno favor em troca de informações sobre as demais jóias."  Disse Kisteress cruzando as pernas enquanto Zir ocupava um espaço atrás  dela, entre o sofá e a parede do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Favor?"Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Preciso que encontrem algo que me pertence. Foi roubado há algum tempo.  Uma adaga mágica."Respondeu a vampira "Ela está em poder de Angor, um  vampiro que vive em uma caverna submersa na área do farol de Ilíria. Não  terão dificuldades para encontrá-lo. Matem. Tragam minha adaga de volta  e eu os recompensarei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não confio em você, criatura. Voltaremos com sua adaga e teremos respostas."Disse Arannis encarando a dupla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E as terão, paladino. Não somos seus inimigos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais uma coisa. Quem é você, Zir, e por que quer tanto destruir Agrom-Vimak?"Perguntou o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É justo que saibam, meu querido."Disse Kisteress olhando para o homem atrás dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu quero aquele imbecil morto de uma vez por todas e quero o coração da  espada rubra de volta."Respondeu Zir um tanto contrariado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O coração?"Perguntaram os heróis em uníssono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gema central da espada. Aquela que parece um olho em chamas.  Aquilo..."então Zir tocou o lado esquerdo de seu próprio peito "Aquilo é  meu." Terminou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra estava na rua. Fora da estalagem. Estava aparentemente calma mas  não conseguia mais conter-se. Foi até um beco e começou a chutar,  arremessar e destruir caixas e barris. O último soco que deu foi de  encontro à parede. Sua mão sangrava e um dedo parecia quebrado mas a  ladina ignorava a dor. Estava tomada por ódio e frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra..."Disse uma voz familiar fora do beco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio-elfa olhou na direção da voz e viu seus amigos. Arannis falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, você está bem?"Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arannis...eu..."Disse Keyra segurando sua mão que agora doía. "Eu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Calma. Vamos resolver isso. Eu prometo."Disse o eladrin abraçando-a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra suspirou e chorou baixinho enquanto o paladino evitava que os demais a vissem daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguir um bote para chegar ao farol não foi difícil para a Ordem da  Liberdade. Murmur separou-se do grupo antes disso. O goliath estava  ficando bom em perder-se na enorme cidade.&lt;br /&gt;Ao atracar no pequeno cais na ilhota onde ficava o farol, os  aventureiros encontraram um único homem, provavelmente o responsável  pelo local. O homem estava talhando um pedaço de madeira com uma faca  pequena quando notou o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia. Posso ajudar?" Disse ele com uma voz preguiçosa e pouco amigável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia. Somos a Ordem da Liberdade e estamos procurando uma caverna submersa nesta área."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caverna? Tem um monte nesta região mas aqui não. Aqui no meu farol  não."Respondeu o homem ficando visivelmente nervoso ao ver a armadura de  Hans, que lembrava muito a da guarda da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podemos verificar o farol?"Perguntou Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor, eu sou Markel, o faroleiro. Somente a guarda pode inspecioanr o  farol. Vocês têm autorização?" Perguntou o homem levantando-se bastante  nervoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Er..."Hans ia responder quando Soveliss o puxou pelo braço e pediu que o acompanhasse até o bote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hans, como é o brasão da guarda? Pode desenhar na lama para mim?"Perguntou o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans desenhou o emblema da guarda em seu tamanho real. Então, Soveliss  jogou algum pó mágico e fez alguns desenhos ao redor do emblema que em  coisa de minutos se transformava .Antes um punhado de lama, o brasão era  agora de prata pura. Soveliss sorriu e entregou o brasão falso a Hans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O faroleiro e Arannis estavam conversando quando Hans retornou, ostentando o brasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faroleiro, eu sou da guarda e tenho ordens de vasculhar seu farol. Abra a porta agora!" Disse o guerreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Markel ficou intimidado e mesmo contra a vontade abriu a porta. Os  aventureiros procuraram por um tempo mas o máximo que conseguiram foi  descobrir um alçapão onde muitas moedas estavam escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que é isso?" Perguntou Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor são economias de uma vida."Respondeu o faroleiro, visivelmente mentindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que é isso?" Perguntou o guerreiro uma vez mais, encarando o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É...é dinheiro de contrabando! Eu confesso! Senhor o salário que recebo  é de fome! Só consigo um sustento melhor deixando que os barcos de  contrabandistas passem na escuridão! por favor senhor! Eu tenho filhos!  Eu não sou criminoso!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans sorriu para Arannis e então Keyra interveio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Berry vai saber que você o delatou, faroleiro."Disse a meio elfa enquanto piscava discretamente para  Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Berry?! Por favor não senhora! Ele me mataria! A guilda de ladrões  colocaria um preço na minha cabeça! Por favor! Não contem a ele!"  Implorou o homem jogando-se aos pés da ladina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesse caso, vamos 'confiscar' o dinheiro e nem a guarda nem Berry  ficarão sabendo. Mas queremos a localização exata das cavernas debaixo  d'água." Disse Keyra sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim sim!Obrigado!" Disse o homem quase chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois o faroleiro apontava para um arrecife próximo da ilhota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É ali. Debaixo daquele monte de pedras e corais."Disse o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu cuido disso."Disse Adrie passando à frente do grupo, chegando até a margem onde colocou seus pés na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Melora...abre nosso caminho até caverna."Sussurou ela em élfico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, as águas abaixaram entre a ilhota e a caverna submersa. Havia  agora um buraco com paredes de água do mar e era possível ver a entrada  da caverna, vários metros abaixo. Ainda era necessário mergulhar mas era  uma distância bem menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos?" Disse Adrie sorrindo. A Ordem da Liberdade mergulhou e em  poucas braçadas conseguiu chegar até a caverna. Não foi dificil nadar  até sairem dentro do lugar. Havia ar e uma pequena praia dentro da  gruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os herois nadaram até a margem e iluminaram o lugar enquanto Arannis e  Hans vestiam novamente suas armaduras. O cheiro de umidade e algas  podres infestava o lugar. Os heróis seguiram pela caverna até uma  encruzilhada em T, de onde seguiram para a direita, chegando pouco  depois a um salão. A luz da tocha mágica que eles carregavam era  suficiente para iluminar a área mas nada os preparou para o que veio a  seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras sombras surgiram da escuridão. Algumas saltaram diretamente do  teto da caverna, caindo junto aos aventureiros. Eram humanoides muito  pálidos de olhos vermelhos e caninos avantajados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vampiros!" Gritou Arannis "Por Avandra!"Gritou novamente ao atacar dois dos mortos-vivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta foi dificil, uma vez que mais e mais vampiros apareciam, vindos  do corredor. Então, Angor surgiu. Era um vampiro alto e bem equipado com  armadura e espada. Ele sorriu quando viu os heróis e atacou em seguida,  junto com suas crias. Mesmo assim, não foi páreo para o trabalho em  equipe e a vontade dos heróis. A Ordem da Liberdade triunfou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui está a faca."Disse Keyra arremessando a adaga na direção da mesa de centro ao lado do sofá onde estava Kisteress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vampira estava enrolada em finos tecidos brancos que permitiam a visão  de seu belo corpo pálido. Ela sorriu e pegou a adaga que estava cravada  na mesa.&lt;br /&gt;"Excelente trabalho. Querem sua recompensa agora?"Perguntou ela olhando para Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora."Respondeu o paladino secamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kisteress sorriu novamente e tirou algumas coisas de dentro de uma bolsa  de couro que repousava sobre a cama. Um dos objetos era um pergaminho  enrolado dentro de um tubo de osso.&lt;br /&gt;A vampira entregou o tubo ao paladino e colocou as demais coisas sobre a  mesa redonda de carvalho. Eram ingredientes para algum ritual.&lt;br /&gt;Arannis abriu o tubo e viu que o pequeno pergaminho era uma passagem de  barco para uma embarcação chamada Trar, onde um tal Zamor estava  autorizado a levar passageiros para o sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kisteress pediu silêncio e iniciou o ritual. Ao cortar sua mão com a  adaga ritual adquirida na caverna pelos heróis, a vampira entoou um  cântico monótono. Segundos depois, o sangue no centro da mesa elevou-se  em pleno ar e uma imagem se formou. Era um enorme deserto de areias  amarelas e rochas escuras. A image avançou até uma cadeia de montanhas  negras no deserto. Na entrada de uma caverna colossal, uma criatura  olhou na direção dos heróis.&lt;br /&gt;Era um dragão azul de proporções gigantescas. Suas garras e asas  ostentavam jóias e cicatrizes e então, Soveliss notou algo peculiar no  grande chifre do monstro: uma enorme jóia azulada, do tamanho de uma  cabeça de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais uma para a coleção de vocês, heróis." Disse Kisteress gargalhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-2555665210325880830?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/2555665210325880830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/01/fantasmas-do-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/2555665210325880830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/2555665210325880830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2011/01/fantasmas-do-passado.html' title='Fantasmas do Passado'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-1374391879413606837</id><published>2010-12-25T11:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T14:55:03.736-08:00</updated><title type='text'>ANIVERSÁRIO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este post é totalmente fora do padrão do blog, uma vez que este é voltado exclusivamente para material sobre a campanha A Espada Rubra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acontece que a primeira postagem data de 20/12/2009. Ou seja, dia 20/12/2010, completamos 1 ano de campanha. Tudo começou de forma simples, com uma aventura tímida de dungeon tradicional. Eram apenas cinco jogadores e personagens de primeiro nível.&lt;br /&gt;A campanha cresceu, jogadores saíram, jogadores entraram e personagens que eram apenas um conjunto de números evoluiram, tornando-se cada vez mais vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orgulho em dizer que esta é uma das melhores campanhas que tive a oportunidade de mestrar. Quando criei os personagens, pensei que iriamos chegar à quarta ou quinta sessão e pronto. Já estamos no segundo ano da campanha e meus jogadores pedem mais e mais.&lt;br /&gt;Os personagens estão em nível 10 e tornando-se grandes heróis. Mas o que faz da Espada Rubra uma grande campanha de D&amp;amp;D são os jogadores e sua vontade não só de ajudar a criar uma história rica em detalhes como também fazer com que seus personagens se tornam memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra transformou-se muito do rascunho original, que era um ladino galanteador. Camila, a jogadora, tornou a ladina num personagem cheio de traumas, vontade de superação e estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis, que havia sido pensado originalmente como uma mulher, tornou-se um líder, um bastião de coragem que não deixará seus companheiros sozinhos nunca. Elogios ao Wagner, jogador que tornou o paladino de avandra o que é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie, que inicialmente era um personagem baseado em Naitiri do filme Avatar, tornou-se uma druida diferente, com conflitos e momentos hilários. Tudo graças à Marcela, a jogadora, que modificou o personagem e acabou encaixando-se no grupo perfeitamente, depois que a campanha havia se iniciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss...originalmente pensado como um mago calmo, sábio e controlado, tornou-se um íncone do "glam magic". Um personagem único que nos diverte com sua androgenía e seus momentos de sabedoria recheados de glitter e magias devastadoras. Paulo, o jogador, tem todo o crédito. Transformou muito o personagem e ele mesmo fica assombrado com o que fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou deixar de mencionar Medrash, que teve uma grande participação na história da campanha, cujo jogador teve que sair por conta da falta de tempo. Valeu pela contribuição Arthur!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também devo agradecer ao Emanuel "Lobo" que criou Ecniv, um pequeno grande personagem que ainda nos proporcionará grandes surpresas. Hans, o outro personagem do "Lobo" teve uma boa contribuição também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer também ao Pablo, jogador do Murmur, cuja participação foi excelente! Pena que o tempo é corrido também para este grande amigo que deixa a campanha agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a história foi criada por mim, inicialmente, mas tomou grandes proporções graças ao excelente grupo de jogadores! Obrigado a todos e que venha mais um ano de Espada Rubra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABRAÇOS A TODOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gene, o mestre orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-1374391879413606837?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/1374391879413606837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/aniversario.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1374391879413606837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1374391879413606837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/aniversario.html' title='ANIVERSÁRIO'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-4517702901870978901</id><published>2010-12-25T11:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T11:11:12.084-08:00</updated><title type='text'>O Mistério de Galan</title><content type='html'>Era de manhã quando o Aurora atracou no pequeno cais da aldeia pesqueira  de Galan, ao norte de Ilíria. Apesar de ser um dia de verão, havia  grandes nuvens escuras sobre o vilarejo e a floresta além dele. Uma  tênue mas persistente névoa matinal parecia encobrir o vilarejo a beira  mar. Halmar guiou a embarcação com facilidade enquanto a Ordem da  Liberdade se mantinha atenta no convés. O navio mercante atracou e dois  marinheiros saltaram rapidamente com grandes cordas, amarrando o Aurora  firmemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vilarejo estranho. As pessoas não parecem amistosas." Disse Adrie baixinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi?"Perguntou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada...apenas...pensei alto."Respondeu a elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  grupo desembarcou logo depois do capitão do navio. Os marinheiros  desceram alguns fardos de grãos, peles de lontra, peixe seco e ossos de  baleia, comprados nas longíncuas ilhas do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Halmar, esta é a última parada antes de Ilíria?"Perguntou Arannis enquanto ajeitava o cinto da espada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim.  Não devemos demorar muito aqui. Depois vamos contornar a península e  continuar descendo pela costa até Ilíria. Acho que serão mais alguns  dias. Uns três a quatro se o vento ajudar." Respondeu o capitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. Nós vamos esticar as pernas um pouco, se não se importa."Disse o paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquem à vontade. Devo falar com algumas pessoas e fazer alguns negócios. Talvez durmamos aqui esta noite."Disse Halmar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros estavam no cais quando viram que a maioria dos aldeões não  se aproximavam do barco recém chegado. Havia nas pessoas um olhar de  desconfiança misturado com um tom de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, acho  melhor irmos juntos até uma hospedaria e...Keyra?"Perguntou Arannis  quando viu que a ladina havia desaparecido, como costumava fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hola! Eu quero uma cerveja e algo para comer. O que tem de bom?" Perguntou Keyra à moça atrás do balcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos...peixe seco e pão moça."Respondeu a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ótimo.  Quero isso. As coisas são sempre paradas assim por aqui? Aliás, onde é  aqui? Como se chama este lugar?" Disse a ladina enquanto bebia cerveja  quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Galan moça. Esta aldeia se chama Galan."Respondeu a taberneira sem ânimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra  estava sozinha no balcão da pequena taberna de Galan. Era um pequeno  salão de madeira com uma lareira de pedra. Apenas duas mesas com seis  pequenos bancos e uma cozinha quente e cheia de fumaça. A taberneira,  uma humana de seus trinta anos, era magra e tinha um olhar perdido. No  fundo da taberna, numa das mesas, três pescadores conversavam e de  tempos em tempos olhavam na direção da meio-elfa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então. Tem  quartos aqui? Eu e meus amigos estamos pensando em passar a noite aqui e  depois seguir viagem." Disse Keyra enquanto espiava sutilmente os  homens à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não moça. Vocês...não devem...nãot em lugar aqui para vocês."Disse a mulher demonstrando um nervosismo até então oculto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como assim?" Perguntou Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  mulher aproximou-se da ladina e falou baixo. "Moça. Vão embora. Não  devem ficar aqui ao anoitecer." A taberneira percebeu que os três homens  observavam e sussurrou ao ouvido de Keyra. "Vão embora antes do  anoitecer. Vão e ficarão bem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens levantaram-se e sairam  da taberna. Keyra ficou intrigada e quando se preparava para seguí-los,  viu que Arannis e os demais estavam chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paladino viu os  três e percebeu que Keyra apontava discretamente para estes. Então, sem  perder tempo, segurou um dos homens pelo braço. Em seguida, olhou para  Keyra e fez sinal para que esta os seguisse. A ladina piscou e saiu da  taberna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amigo, somos a Ordem da Liberdade. Percebo que estão com algum problema. Podemos ajudar?" Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ficou com medo e olhou para seus companheiros. Estes deixaram a taberna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhor, por favor, eu não...não...está tudo bem. Sério."Disse o pescador quase que implorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem certeza homem?" Perguntou Arannis olhando nos olhos do aldeão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Er...sim  eu..." O homem sentiu-se compelido a falar quando notou que Arannis não  o soltaria enquanto não contasse o que estava acontecendo na aldeia.  "Senhor. Aqui não. Eu os encontro no cais em duas horas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. estaremos lá." Disse o paladino soltando-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem acenou e saiu correndo pela porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra  chegou à rua e viu que os homens estavam deixando o vilarejo em direção  à floresta. A ladina tirou da bolsa mágica a esfera de disfarce,  sussurrou as palavras mágicas e em seguida transformou-se num camponês  qualquer. Puxou o capuz, cobrindo o rosto e seguiu os homens  discretamente, quase desaparecendo nas ruas da pequena aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez  minutos depois, os dois homens entravam no pequeno e fantasmagórico  bosque de Galan. A névoa continuava e cobria os pés e joelhos dos homens  que se embrenhavam pela mata. Atrás deles, um camponês os seguia.&lt;br /&gt;Keyra  perdeu a noção do tempo que se passou. Talvez uma hora de caminhada. Os  dois homens pararam ao lado de um altar de pedras que parecia bem  antigo. Keyra escondeu-se atrás de um tronco caído.&lt;br /&gt;Havia uma pequena  estátua de um demônio obeso com pequenas asas de morcego e uma horrenda  boca cheia de dentes pontiagudos. Keyra teve um sobressalto mas ficou  tranquila ao ver que era apenas uma estátua coberta de limo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  homens ajoelharam-se diante do altar e começaram a recitar algo numa  língua estranha. Minutos depois, uma imagem surgiu acima do altar. Era  uma esfera de névoas azuladas. Dentro da esfera, o rosto de uma mulher  tiefling surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Senhora...nós...há estranhos na aldeia." Disse o mais velho dos dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estranhos? Que tipo de estranhos? Mercadores?"Perguntou a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Também senhora. Mas há um grupo de aventureiros. Estão fazendo perguntas..."Respondeu o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum...aventureiros.  Continuem o trabalho como ordenei e deixem que os aventureiros venham  até mim. Eu cuidarei muito bem deles." Disse a tiefling rindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhora...como desejar." Disseram os dois homens ao mesmo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora vão..."Disse a mulher desaparecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra esperou por algum tempo e então voltou para Galan, quando os homens já estavam longe.&lt;br /&gt;Ao chegar, encontrou a Ordem da Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Encontrei algo." Disse ela, esquecendo-se de que ainda parecia um camponês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois não?" Disse Soveliss educadamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu  disse que encontrei algo e...ah...certo." Disse Keyra voltando à sua  forma normal "Gente, segui aqueles dois até o bosque. Tem um altar...e é  um lugar sinistro. Tem manchas de sangue. Também vi uma mulher. Uma  tiefling. Parece que é ela quem manda aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos até lá. Eu  estou ficando cansado de não ter respostas. Este lugar precisa  claramente de ajuda e ninguém quer cooperar." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra guiou seus amigos até a floresta. Estavam quase entrando quando Adrie parou, tocou o solo e algumas plantas mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto...esta  neblina...não é natural. As nuvens de chuva também não o são. Tem algo  muito errado com esta floresta." Disse a elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mais uma razão  para entrarmos." Disse Arannis. "Murmur, proteja a retaguarda. Eu e  Adrie vamos à frente com Keyra guiando. Soveliss, você e Hans fiquem no  centro da formação. Kubik, fique atrás de Hans." Disse o líder do grupo  sacando sua espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade seguiu pela floresta.  Caminharam por muito tempo e para Keyra parecia tudo diferente. Já  haviam passado mais de duas horas e nada de encontrarem a pequena  estátua de demônio que Keyra havia marcado como sinal de proximidade ao  altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estranho. Quando vim, levei apenas trinta minutos."Disse a ladina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  grupo chegou ao altar. Adrie e Soveliss o examinaram e encontraram  apenas manchas de sangue e pequenos ossos de animais espalhados pela  clareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu posso tentar fazer algo." Disse Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo bem. Fiquem perto."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur colocou as mãos sobre o altar e fechou os olhos. O goliath ficou assim, em silêncio, por alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que ele está fazendo afinal?" Perguntou Hans impaciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não faço idéia. Isso não é magia." Respondeu Soveliss intrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur  então abriu os olhos. Estes brilhavam intensamente. O goliath virou-se  na direção de seus amigos e tentou falar mas sua voz não saiu. Em vez  disso, imagens formaram-se na mente dos aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira  cena, um tiefling com vestes élficas caminhava pelo local do altar. Era  um homem alto de pele vermelha e chifres longos. Levava um arco que  chamou a atenção dos herois. Era feito de prata extremamente polida. Uma  menina, também tiefling, caminhava ao lado do homem. Este, pegou a  criança e colocou-a sobre o altar. Sorriu e parecia contar uma história.  A pequena tiefling sorriu de volta e, quando o homem se virou, seu  sorriso transformou-se numa careta diabólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur  concentrou-se ainda mais e uma segunda cena surgiu. Destsa vez, a  tiefling estava mais velha. Trazia com ela um bebê. Havia um grupo de  homens amedrontados ao seu lado. A mulher usava vestes velhas e sujas e  em seu cinto levava pequenos crânios de animais e crianças pequenas. Uma  longa adaga estava em suas mãos e então, apoiando o bebê sobre o altar,  entoou um cântico estranho. egundos depois, cravou a faca no peito da  criança que chorava.&lt;br /&gt;Essa ultima imagem foi forte demais e murmur  gritou ao cair no chão segurando as têmporas. Os demais sentiram uma dor  horrivel mas aguentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Necromancia" Disse Soveliss. "Ela pratica necromancia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos encontrá-la." Disse Arannis. "Vamos acabar com a crueldade dessa mulher e sair daqui."Completou o paladino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  estava transformada em lobo e pareceu captar algum cheiro fora do  comum. A druida uivou e correu pela floresta, seguida pelos demais.&lt;br /&gt;Estranhamente, eles andaram por muito tempo e voltaram à mesma clareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Magia. Mas duvido que seja coisa de necromante."Disse Soveliss fascinado com a estranha e antga floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  continuou farejando e os heróis a seguiram. Desta vez passaram-se  poucos minutos. Ruinas surgiram diante dos aventureiros. Parecia a  construção abandonada de um templo. Numa das paredes estava gravado o  símbolo de uma meia lua, que Arannis reconheceu tratar-se do símbolo de  Sehanine.&lt;br /&gt;Os heróis estavam verificando as runas quando dois esqueletos portando arcos começaram a disparar, de dentro das ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desgraçados!" Gritou Hans arremessando sua lança que cravou-se no chão, prendendo um dos esqueletos pelas costelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guerreiro partiu para cima dos monstros, seguido por Murmur e Arannis. Soveliss, Adrie e Keyra atacaram o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  esqueleto preso ao chão conseguia desferir golpes de espada mas não era  capaz de soltar-se. Alguns golpes atingiram Murmur e a criatura parecia  ser imune ou resistente aos golpes dos três guerreiros. Por fim, Murmur  ficou irritado, asoltou sua lança e agarrou o esqueleto pelas costas.&lt;br /&gt;Acriatura  urrava tentando soltar-se quando Arannis invocou o poder de Avandra e  sua mão brilhou com energia radiante. O toque no peito do monstro seria  suficiente para causar algum dano mas Arannis gritou: "Em nome de  Avandra, eu te dou o descanso eterno! Volta para a tumba criatura!" O  monstro brilhou intensamente e explodiu em pedaços de osso  incandencente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde está o outro?" Perguntou Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caiu pela escada. Vamos atrás dele!" Respondeu Keyra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros desceram por um alçapão aberto e encontraram um corredor  de pedras no subsolo. Havia uma estátua com as mãos extendidas e  inscrições aos seus pés. O lugar era iluminado por uma luz azulada que  vinha do final do corredor. A luz vinha de uma barreira mágica quase  translúcida que impedia a passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já vimos isso antes. Soveliss?" Disse Arannis apontando com a espada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É  pra já! Você sabe que eu sou o melhor naquilo que faço!" Disse Soveliss  jogando o cabelo para trás enquanto se aproximava da parede de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  eladrin concentrou-se e recitou palavras mágicas que rasgaram a  barreira. O mago abriou os braços e a energia dividiu-se como uma  cortina. Do outro lado, um grande grupo de mortos-vivos aguardava numa  sala grande cheia de altares e estátuas. Um dos esqueletos disparou uma  flecha na direção de Soveliss que fechou os olhos esperando o impacto.  Porém, o som da flecha batendo no metal do escudo de seu irmão foi  suficiente para restaurar a confiança do mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Peguem eles!" Gritou Arannis avançando, sala adentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  tiefling, que estava na sala atrás de um altar de pedra sorriu e gritou  uma ordem aos seus esqueletos. Estes atacaram ferozmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade já havia enfrentado esqueletos antes. Todos sabiam  bem como proceder. Murmur teve a excelente idéia de posicionar-se perto  da necromante, atingindo vários esqueletos que a protegiam. Hans lutava  contra vários inimigos de uma vez, mantendo Soveliss protegido. Keyra,  como sempre, dançava a mortal dança das lâminas, saltando, cortando  ossos e esquivando-se de golpes fatais. Adrie mordia em sua forma de  lobo e lançava magias que tanto atrapalhavam os esqueletos como causavam  dano. Soveliss sorria enquanto suas magias atingiam a tiefling,  deixando-a sem oportunidade de atacar com seus próprios feitiços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis  avançou afim de atingir a origem do problema, a tiefling. Não teve  tantas dificuldades assim. Logo a mulher estava no chão, ensanguentada.  Os esqueletos cairam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem é você e por que fez o que fez com a vila?" Perguntou Arannis com a espada na garganta da tiefling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu nome...é Nimir...e eu cuspo em sua carcaça, paladino." Disse a mulher, morrendo em seguida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros recuperaram-se de alguns ferimentos e empilharam os ossos  num canto da sala. Soveliss estava examinando a parede atrás de Nimir,  onde uma estátua parecia sair da pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que tem algo aqui." disse o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra  sorriu. Era seu momento. Ela adorava abrir portas e destrancar  fechaduras intrincadas. Usando sua habilidade e ferramentas, a meio-elfa  conseguiu destravar um mecanismo que fez com que a estátua se movesse,  abrindo uma porta secreta. Uma luz branca emanava do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  aventureiros avançaram até uma pequena sala onde um poço brilhava com  energia mística. Acima dele, flutuando em pleno ar, estava um arco da  mais fina prata. Soveliss sorriu e então Adrie esticou a mão e pegou a  arma.&lt;br /&gt;A elfa empunhou o arco que parecia não ter corda. Então, ao  fazer o movimento de quem ia disparar, percebeu que um fino fio de prata  servia de corda. Adrie puxou o fio e uma flecha prateada surgiu no  arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O arco de Sehanine...um arco lunar" Disse Arannis  lembrando-se de histórias que ouvira no templo de Avandra a respeito  desse tipo de armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Posso...ficar com ele?" Disse Adrie sorrindo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-4517702901870978901?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/4517702901870978901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/o-misterio-de-galan_25.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4517702901870978901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4517702901870978901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/o-misterio-de-galan_25.html' title='O Mistério de Galan'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-831952328225048857</id><published>2010-12-08T13:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T16:00:37.663-08:00</updated><title type='text'>A Jóia do Anão - Parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adrie estava no "ninho do corvo", observando o mar quando o kraken  surgiu. Sem pensar duas vezes, saltou em direção a um dos tentáculos  maiores e transformou-se em pantera. Tentou cravar as garras no alvo mas  não conseguiu prender-se à pele escorregadia do monstro. A druida caiu,  desaparendo debaixo d´água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra viu isso acontecer e saltou,  com a espada na cintura e a adaga entre os dentes. A ladina mergulhou  esperando encontrar um ponto fraco no enorme kraken submerso. Debaixo  d´água, Keyra viu o tamanho da fera e seu sangue gelou por alguns  segundos. Então, determinada a enfiar sua rapieira no corpo mole da  criatrura, Keyra nadou. Porém, um tentáculo agarrou sua cintura e  apertou seu corpo terrivelmente, fazendo com que a meio-elfa perdesse o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima, no convés do Aurora, a cena era de caos.  Marinheiros eram mortos pelos braços gelatinosos do monstro, Murmur,  Hans e Arannis golpeavam a criatura e Soveliss tentava usar sua magia  para ajudar. Halmar e seus homens tentavam fugir dos enormes tentáculos  pois não eram guerreiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur percebeu que dois dos tentáculos  agarravam o Aurora e o som de madeira rachando foi claro para o  goliath. Um dos mastros caiu, matando dois marinheiros e Murmur não teve  dúvidas e atacou com sua lança mágica, ferindo gravemente um dos braços  do monstro, que caiu, desaparecendo no mar. O Segundo tentáculo foi  atingido da mesma forma e o Aurora estava solto. Porém, a batalha ainda  não terminara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra conseguiu soltar-se com a ajuda de Adrie mas  foi pega novamente pelo kraken. Então, cravou a adaga mágica no  tentáculo e conseguiu soltar-se e subir rumo a superfície, seguida por  Adrie. A batalha ainda durou alguns minutos mas as forças da Ordem da  Liberdade acabaram por ferir ainda mais a criatura colossal que soltou  de uma vez por todas o navio e mergulhou rumo à escuridão do mar. A  embarcação estava avariada mas estavam todos salvos, apesar de alguns  marinheiros que nunca mais foram vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do ataque, o  navio seguiu para o norte. No caminho, Adrie  fez um ritual e foi  visitada por uma ninfa acuática que ficou intrigada com as perguntas da  elfa a respeito de outros perigos naquelas águas. Dias depois, o Aurora  avistou terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia era estreita e o cais pequeno perto do  vilarejo de pescadores era capaz de comportar somente um barco do  tamanho do Aurora. A aldeia era minúscula e ficava num lugar desolado  perto de uma imensidão gelada. Ao longe, as montanhas eram apenas uma  sombra azulada no horizonte. Um pequeno bosque coberto de neve ficava a  algumas centenas de metros atrás do vilarejo.&lt;br /&gt;Crianças vestindo  casacos de peles corriam pela praia, na direção do cais. Alguns adultos  as acompanhavam mais devagar. Todos tinham pele escura, cor de barro,  olhos estreitos e escuros e cabelos igualmente escuros e lisos. Muitos dos  nativos tinham o rosto tatuado e carregavam lanças de pesca. Alguns  cães latiam na direção dos forasteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atracar, Halmar saltou  da amurada e quase caiu. Recobrou o equilíbrio e foi recebido por um  homem alto e corpulento vestindo peles. Seu cabelo estava trançado e era  negro. Tinha tatuagens azuladas no rosto marcado por cicatrizes e  sorria quando abraçou Halmar e o beijou no rosto. Os dois homens falavam  numa língua estranha para os membros da Ordem da Liberdade.&lt;br /&gt;Por isso, Murmur realizou um ritual rápido antes de desembarcar e logo falava a língua dos hakosh, o povo do gelo, com bastante desenvoltura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder da aleida, que negociava com Halmar, era Kashish. Era um homem enorme e ficou muito animado ao ver que um dos aventureiros falava sua língua. Kashish indicou uma das grandes cabanas da aldeia, dizendo que seria morada dos tripulantes do Aurora e dos aventureiros pelo tempo que ficassem na aldeia.&lt;br /&gt;Os homens de Halmar desembarcaram caixotes de mercadorias e sacos de grãos enquanto os aldeões traziam peixe salgado e peles de animais. Quando todos haviam deixado o convés do Aurora, Arannis notou que Halmar deixara dois guardas de prontidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não confia em seu amigo, Halmar?" Perguntou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca é bom confiar totalmente em alguém meu rapaz. Sempre podem acontecer problemas durante negociações."Respondeu o capitão sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, Kashish recebeu os estrangeiros em sua cabana. Era uma casa maior que todas as demais, feita com ossos de grandes animais e madeira, coberta por camadas e camadas de peles de urso. No centro da cabana, que era circular, havia um buraco no teto, logo acima da grande fogueira que ardia desde cedo. Ao redor dela, o povo de Kashish, os hakosh, comiam, dançavam e bebiam hagash, uma bebida feita com leite fermentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade foi bem recebida pelo chefe da tribo que prontamente apresentou suas três esposas e seus muitos filhos. Dentro da cabana fazia calor e o próprio Kashish estava com o torso nu, mostrando inpumeras tatuagens azuis e cicatrizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Suas mulheres me agradam. Estão à venda? Posso dar muitas peles de lontra e cães, muitos cães, por elas."Perguntou o chefe dos hakosh a Murmur, enquanto olhava fixamente para Keyra e Adrie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não são minhas grande chefe. São amigas. Livres" Respondeu o Goliath que era apenas um pouco mais alto que o humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, que pena. Gostei muito. Hagash!" Gritou Kashish e logo uma mulher trazia canecas de barro contendo a bebida forte de seu povo "Beba Murmur! Hagash!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur sorriu e bebeu com cuidado. Hans fez o mesmo e gritou "Hagash!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kashish, nós estamos à procura de um homem. Um mago. Um anão chamado Ulfgar."Disse Arannis, sendo traduzido por Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Anão...mago? Ah! Seu amigo de orelhas pontudas fala de Cara Queimada." Respondeu Kashish&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara Queimada?"Perguntou Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. Um mago anão que vive ao norte, no Vale da Morte Certa. Os hakosh não vão até lá."Disse Kashish&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com esse nome, não me admira muito..."Comentou Soveliss ao ouvir a tradução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cara Queimada nunca vem aqui. Ele manda uma coisa de metal que parece um gigante. Assim ele troca coisas com meu povo. Mas tem um bom tempo que o monstro de ferro não aparece." Continuou o chefe da tribo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como chegamos até o lar de Cara Queimada. Kashish?"Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kasdosh pode levar vocês. O pai dele tem muitos cães e o garoto conhece bem a região. Mas ele nunca os levará até o Vale. Somente perto dele." Respondeu o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o festim foram servidas carnes de baleia e morsa e a Ordem da Liberdade foi muito bem tratada, assim como os tripulantes do Aurora. No dia seguinte, os aventureiros estavam à porta da casa de Kasdosh, seguindo a orientação do chefe dos hakosh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kasdosh era um garoto de seus quinze anos. Era alto e forte mas não tinha tatuagens ou cicatrizes. Estava na porta de casa, afiando uma lança de madeira quando Murmur e os demais chegaram. Perto dele estava Bor, seu irmão mais velho. Este sim parecia um caçador experiente e, como todos na aldeia, recusava-se a falar na língua comum, apesar de entendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não reparem. Meu irmão segue bem os costumes."Disse Kasdosh na língua comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado Kasdosh. Fomos informados de que poderia nos levar até o homem que chamam de Cara Queimada." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bon, senhor, meu pai alugaria os cães e os trenós. Teriam que negociar com ele. Eu sou apenas um guía."Respondeu o garoto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Klana, o pai de Kasdosh, era um homem também alto e de cabelos brancos. Era muito velho mas havia visto muitos combates, a julgar pelas cicatrizes em seu rosto. Depois de muito conversar com os aventureiros, Klana aceitou emprestar seus dois trenós e os cães e em algumas horas o grupo deslizava pelo gelo interminável.&lt;br /&gt;Kasdosh e Bon guiavam os dois trenós e os heróis se apinhavam neles, sentindo o vento cortante do norte ao som dos latidos dos cães que os puxavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dias se passaram e o terreno gelado era sempre o mesmo. Em raros momentos, Adrie viu rapoçsas brancas que rapidamente desapareciam. Em uma ocasião, o grupo viu um enorme urso branco que cavava no gelo e em seguida retirava uma foca morta. Os dias passavam lentos e o terreno monótono parecia não acabar.&lt;br /&gt;No décimo dia, as montanhas ficaram mais próximas e o terreno plano foi fi;cando cada vez mais elevado. Logo estavam numa região de pequenas colinas de neve e, no topo de uma delas, Kasdosh parou o trenó e apontou para o norte onde uma cadeia de montanhas se pronunciava. Entre as granfdes formações rochosas, uma torre chamou a atenção do grupo. Era o lar de Ulfgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu e meu irmão não vamos além destas colinas, senhor."Disse Kasdosh olhando para Arannis "Mas esperaremos vocês aqui. São só algumas horas de caminhada até a torre e não há gelo fino aqui." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a Ordem da Liberdade seguiu a pé, descendo a colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, os aventureiros encontraram o 'monstro de ferro'. era um golem. Carregava uma enorme mochila de couro com provisões que jazia ao seu lado. O construto estava de pé mas a jóia em seu peito brilhava fraca e a criatura estava inerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A magia nele está bem fraca. Parece ter perdido a energia."Disse Soveliss analizando o golem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então vamos levar essa coisa até seu dono."Disse Hans derrubando o golem com um empurrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golem caiu ruidosamente sobre a neve mas permaneceu imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos, está começando a nevar."Disse Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur e Hans puxaram a criatura pelas pernas de metal. O grupo andou devagar até chegar à torre. Havia um pequeno muro de pedra ao redor do lugar. Era uma torre larga e alta e, perto da porta de metal havia outro golem, este de tamanho humano. O construto também estava desativado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis e Keyra bateram à porta e por quase quinze minutos nada se ouviu. Então, com um ranger de metal, a pesada porta se abriu. Estava escuro no interior da torre e apenas a lâmpada mágica nas mãos de Ulfgar aparecia.&lt;br /&gt;O anão era calvo e tinha uma barba escura. Metade do seu rosto era marcado por cicatrizes de queimaduras e seu olho esquerdo era totalmente branco. Vestia mantos de peles e pareceu muito surpreso ao ver os aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem são e o que querem aqui?"Perguntou o anão rispidamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos a Ordem da Liberdade. Viemos de muito longe, de Skan, para falar com o senhor."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só me faltava essa. Aventureiros nestes confins, querendo conselho e bla bla bla..."Disse Ulfgar resmungando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós precisamos de ajuda com algo mas, pelo que vejo, parece que o senhor mesmo é quem precisa de ajuda."Disse o paladino de Avandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diabos! Você está certo. Vamos, entrem. Não tenho muita escolha nestes dias."Disse o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis entraram na torre às escuras. Mais golens menores jaziam no saguão e o lugar estava gelado, apesar da lareira apinhada de móveis e livros que ardiam para manter um pouco de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqueles malditos...levaram meu gerador esférico de energia primordial. Malditos, desgraçados, filhos de uma bosta de mamute."Resmungou Ulfgar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gerador esférico de que?" Perguntou Soveliss intrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O gerador esférico de energia primordial. Vai me dizer que nunca ouviu falar de um? Ah sim, comom poderia se fui eu quem o inventou." Disse o anão com um tom de orgulho "Vamos aos negócios. Vocês querem algo e eu quero algo. Quem quer algo tem que dar algo em troca. É assim que as coisas funcionam." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Venham, sigam-me"Disse o anão descendo por uma escada larga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros seguiram Ulfgar e depois de uma série de degraus chegaram a um corredor muito largo, de teto alto e paredes escuras. O grupo avançou pelo corredor, entre vitrines e aquários estranhos onde objetos pareciam estar presos. Havia criaturas bizarras nos aquários e Keyra reconheceu algumas. Uma medusa, um minotauro, serpentes enormes, todos empalhados.&lt;br /&gt;Um dos quários parecia vazio e a ladina aproximou-se curiosa. Algo se moveu e bateu contra o vidro e Keyra afastou-se por puro reflexo. Era uma criatura alta, magra, de pele escura e garras longas. Tinha o bico parecido com o de um abutre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um vrok."Disse Soveliss fascinado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um o que?!"Perguntou Keyra ainda olhando para a criatura que se mexia do outro lado do vidro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um vrok, um tipo de demônio!"explicou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como isso está vivo e preso é que me intriga."Disse Arannis enquanto passava pelos dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parem de tagarelar e venham!"Disse Ulfgar alguns passos adiante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro pareceu sorrir para Keyra e esfregou as garras no vidro. A meio-elfa sorriu de volta e fez um gesto com o dedo do meio, seguindo o resto do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulfgar levou os aventureiros até uma plataforma circular do tamanho de uma carroça. Parecia feita de ouro maciço e brilhava com uma aura mágica tênue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui ficava meu gerador esférico de energia primordial. Preciso dele de volta ou vou congelar, ou então as coisas presas da minha coleção vão soltar-se e vou ter que dar cabo delas." Disse o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viemos aqui atrás de uma jóia, Ulfgar. Uma que o senhor tomou depois de matar um dragão das sombras."Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É sério que vieram até este fim de mundoa trás de duas pedrinhas sem poderes mágicos?"Disse Ulfgar começando a sorrir. Logo o sorriso ficou escancarado e segundos depois o anão gargalhava sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não diria isso..."Começou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duas?!" Disseram Keyra e Soveliss olhando um para o outro assombrados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim duas. Esperem. estão por aqui em algum lugar."Respondeu o anão enquanto procurava numa estante de pedra atrás da plataforma dourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o mago colocou sobre uma pequena mesa um crânio estranho. Não era de nenhuma criatura conhecida pelos aventureiros. No lugar dos olhos, o crânio possuía duas pedras do tamanho do punho de uma criança. Eram duas esmeraldas perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duas..."Disse Soveliss sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu lhes dou as malditas pedras. Elas não têm valor para mim. Mas somente se trouxerem meu gerador esférico de energia primordial. Até lhes dou algum objeto de minhça coleção."Disse Ulfgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde encontraremos seu gerador?"Perguntou Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nas montanhas. Os malditos gigantes do gelo o levaram. devem achar que é um brinquedo."Disse o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após dormirem perto da lareira da torre, os heróis caminhavam pela geleira, em busca do artefato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil achar o covil dos gigantes do gelo. Adrie, transformada em lobo, seguiu o rastro de um deles até uma enorme caverna num desfiladeiro.&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade tentou dialogar com os dois enormes seres que guardavam a entrada mas foi em vão. Logo estavam combatendo os gigantes. A luta parecia ser difícil mas logo havia um gigante morto e outro rendendo-se diante dos heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De joelhos, monstro!"Gritou Hans na língua dos gigantes e dos orcs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enorme guerreiro branco obedeceu, abismado com a habilidade em combate dos aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viemos buscar o gera...gerador...de primordialidade...de...como é mesmo?"Perguntou Hans confuso, olhando para Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O gerador esférico de energia primordial."Disse orgulhoso o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve ser esta coisa brilhante que achei."Disse Keyra sorrindo ao lado de uma enorme esfera feita de ouro que pairava alguns centímetros acima do chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss aproximou-se da esfera e disse as palavras que Ulfgar lhe ensinara antes de deixarem sua torre. Instantaneamente, a esfera brilhou e emanou um pouco de calor. Em seguida, passou a seguir o mago toda vez que este caminhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pronto! Temos mais duas jóias!" Exclamou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss andou por cima do pedestal de ouro e a esfera o seguiu. Ulfgar sorria satisfeito e bebia de um barril de cerveja anã que os aventureiros haviam levado até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Perfeito!"Disse o anão quando a esfera parou sobre a plataforma. Ulfgar então tocou a esfera e disse outras palavras mágicas. Segundos depois, a energia da esfera espalhou-se por sigilos gravados nas paredes da torre e lâmpadas mágicas se acenderam. As vitrines e aquários também e logo era possível vislumbrar a 'coleção' do mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima dentro da torre também mudou graças ao calor emanado pelo gerador mágico. As criaturas dentro dos aquários se agitaram e armas mágicas e objetos passaram a flutuar dentro de suas vitrines.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então, duas pedrinhas e um item da minha coleção? Fizeram um excelente trabalho."Disse Ulfgar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado. Tivemos...sorte."Disse Arannis tocando o símbolo de Avandra em seu peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paladino olhou para seus amigos e sorriu enquanto mostrava as duas esmeraldas antes de guardá-las em sua bolsa mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos uma longa jornada pela frente amigos. Mas a deusa da sorte está conosco."Disse o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade despediu-se de Cara Queimada e retornou à aldeia dos hakosh. Conforme haviam combinado, o Aurora estava lá, pronto para levá-los de volta para o sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Skan? Não meus amigos. Não volto para Skan agora. preciso seguir a costa até Ilíria. Tenho negócios lá." Disse Halmar quando os aventureiros embarcaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra sorriu e abraçou seu amigo Hans enquanto olhava para o sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ilíria..."Disse a meio-elfa e a brisa do mar tocou seu rosto enquanto o Aurora cortava as ontas rumo à sua cidade natal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-831952328225048857?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/831952328225048857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/joia-do-anao-parte-iii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/831952328225048857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/831952328225048857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/12/joia-do-anao-parte-iii.html' title='A Jóia do Anão - Parte III'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-6565596931016456823</id><published>2010-11-21T17:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T17:44:35.846-08:00</updated><title type='text'>Arannis</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm; 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Entretanto, nada do que pudesse se apresentar diante dos heróis seria capaz de tirar-lhes a coragem, pois todos estavam extremamente resolutos em seu mister. Tal fato trouxe grande alegria ao coração do paladino de Avandra, principalmente depois da conversa que teve com o grupo. Ele sentia novamente seus “irmãos” voltando a ser, mesmo que aos poucos, unidos novamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Após um nefasto período de dúvidas e questionamentos que circundaram Arannis, o paladino está mais do que nunca seguro de sua fé e de estar no caminho certo. Imbuído dessa certeza é que durante toda a viagem de ida para o norte o paladino fez inúmeras preces para Avandra, a deusa da mudança, da sorte, rogando-lhe sempre suas bênçãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; E as preces de Arannis para sua Deusa não foram em vão. A Deidade, ciente da agora inabalável fé de um dos seus seguidores, jorrou suas bênçãos sobre a Ordem da Liberdade, concedendo-lhe a sorte de encontrar, não apenas uma das jóias almejadas, mas duas delas, fato que poupou considerável tempo aos aventureiros, além de encher-lhes os corações com alegria e esperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; E é neste contexto de alegria e sentimento de dever cumprido que o grupo retorna para Ilíria. Durante a longa viagem de volta o paladino não se esquece em nenhum momento de orar todos os dias para sua Deusa, sempre em tom de agradecimento. Foi em uma das várias noites que Arannis passou a à bordo no Aurora que sua fé foi mais uma vez recompensada por Avandra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Era uma noite como as outras da viagem de volta, bem tranqüila, sem nenhum transtorno. O céu estava aberto, todo estrelado, com pouquíssimas nuvens e com uma bonita lua que iluminava o mar. Já era o final da segunda semana de viagem e o frio já não incomodava tanto, o pior já tinha ficado para trás. No momento, todos já tinham se alimentado com uma sopa bem quente e já estavam aos poucos caindo no sono pelo convés do navio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Arannis, como fazia todas as noites, realizava uma longa oração de agradecimento, quase um ritual antes de dormir. Nessa noite além de mais uma vez agradecer Avandra, ele compartilhou com ela dois de seus anseios, quais sejam; o medo de sucumbir diante de Agrom-Vimak; e sua credulidade na “recuperação” de sua irmã, Keyra, rogando a Deidade forças para as duas tarefas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Após orar o paladino ficou observando Keyra, que brincava com uma pequena faca num canto do barco. Após aproximadamente meia hora ela terminou de escrever algo na madeira no navio, deitou-se e caiu no sono. Em seguida, Arannis se recostou em uma pequena caixa que se encontrava perto dele, se cobriu com umas peles e passou a olhar para o estrelado céu, devaneando sobre o futuro da Ordem, bem como se questionando como estaria&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Ecniv. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Aos poucos com o leve balançar do navio, o contínuo barulho gerado pelo bater das ondas no barco, a leve brisa que lhe tocava o rosto, além do límpido céu estrelado o paladino passou a ficar inebriado de sono, já não conseguindo distinguir a realidade dos sonhos. O primeiro sinal foi a certeza dele de ter visto de maneira clara à frente do navio, nas poucas nuvens que se circundavam a lua, os três traços que simbolizam Avandra. Aos poucos sua visão ficou turva e tudo ao redor passou a ficar escuro, e um imenso silencio se fez presente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tão logo recobrou os sentidos Arannis percebeu uma paisagem muito familiar. Ele reconheceu a floresta onde sua cidade existira. Tudo estava intacto, preservado tal qual era antes do ataque dos drows. O paladino podia ouvir o canto dos pássaros na linda floresta, que era formada por grandes e robustas árvores, além de flores coloridas muito bonitas. Animais circulavam por todos os lados, eram cervos, coelhos, dentre outros. Ao fundo era possível ouvir o barulho de uma cachoeira que ficava próxima dali. O paladino pensou “&lt;i style=""&gt;Adrie adoraria conhecer minha cidade”&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Logo em seguida uma forte alegria tomou o paladino subitamente, que se sentiu compelido a procurar por seus pais. Ele correu até encontrar os portões de entrada de sua cidade, que estavam inacreditavelmente intactos. Quando estava prestes a adentrar novamente em sua cidade natal, uma voz muito familiar lhe chamou a atenção, voz essa que veio de um bosque próximo. Seu pai, o chefe da guarda eladrin, dava ordens e instruções aos guerreiros de como deveriam fazer a ronda. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Quando Arannis chegou ao bosque pôde ver os eladrins entrando na mata enquanto seu pai ficava no bosque. Tão logo o paladino se aproximou seu pai se virou, olhando-o sem nenhum espanto, parecia que já o esperava. Por instantes, que mais pareciam horas, Arannis ficou olhando para seu pai com os olhos cheios de lagrimas. Ele estava estupefato. Arannis já estava prestes a correr em direção ao seu genitor quando ouviu dele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Espere meu filho, você não deve se aproximar. É melhor assim”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Mas pai....” disse o paladino com a voz turva. Foi quando seu pai falou de maneira rígida: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Não me desobedeça Arannis, você jamais foi insubordinado!”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Com as pernas trêmulas e imbuído de grande euforia Arannis mal conseguia se conter, mas mesmo assim obedeceu seu pai.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Naquele momento Arannis percebeu que atrás de seu pai em duas árvores, uma a esquerda e outra a direita, estavam brilhando os sinais de Avandra, que geravam uma tênue aura verde em volta de seu pai. Pouco se preocupando com isso Arannis disse: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Pai posso tentar arrumar uma maneira de voltar no tempo e ajudar a evitar a invasão de nossa cidade. Soveliss está ficando um mago muito poderoso e tenho certeza que ele deve conhecer alguma maneira de fazer isso. Daí, voltarei com a Ordem da Liberdade para ajudá-lo”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;- “Não seja tolo Arannis, tal insanidade não é possível. Além disso, a Ordem da Liberdade não tem como propósito realizar os objetivos pessoais de um de seus membros, mas sim defender a ajudar a quem precisa. Lembra-se? Pelo que sei vocês estão tentando resolver um grande problema, muito maior do que seus anseios pessoais”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Foi então que Arannis quedou levemente sua cabeça, fixando seu olhar no chão, passando a pensar no que havia dito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Desculpe meu pai, não pude evitar. Não voltará a acontecer”. “Quanta saudade de ti. Eu e o Soveliss sentimos muito sua falta”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Eu também sinto o mesmo em relação a vocês meu filho. Mas, por outro lado, fico muito orgulhoso por vocês terem se tornado homens de bem. Fico muito feliz em saber que ambos estão procurando resolver o problema de Agrom-Vimak”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Como o senhor sabe disso meu pai?” (interrompendo de maneira abrupta seu pai). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Suas preces meu filho, suas preces. Elas são ouvidas. E é justamente sobre isso que quero falar contigo. Agrom-Vimak, mesmo sendo consideravelmente poderoso, já respeita muito vocês. Entretanto, a Ordem da Liberdade terá grandes e decisivos desafios antes de enfrentá-lo. No momento vocês não são páreo para ele. Para conseguirem frear as loucuras de Agrom-Vimak vocês precisam igualar, equilibrar as forças com a dele. Para tanto, a Ordem da Liberdade precisará fazer jus ao seu nome e, especialmente, ao símbolo que a representa.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Como assim meu pai? Eu não estou entendendo, já não estamos justificando nosso nome?” (indagou o paladino). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Bem meu filho, até o momento o emblema da Ordem está apenas parcialmente representado. Veja só: A Ordem é formada por Keyra, a furtiva (nesse momento ao lado do pai de Arannis começou a se formar a imagem de Keyra, que logo em seguida colocou na cabeça um capuz fazendo com que uma escuridão se formasse. Era um círculo negro de um metro de diâmetro que flutuava). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Ela desaparece com maestria, importantíssimo talento principalmente para enganar e anular o inimigo”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “ O grupo também é formado por ti meu filho, que o protege com sua vida e fé de maneira ímpar.” (nesse momento começa a se formar dentro do circulo negro um escudo prateado. As linhas reluziam fortemente). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Arannis está atônito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Vocês também contam com a força de Murmmur” (o novo membro aparece ao lado do circulo com sua lança e, ao golpear o ar, ele e sua arma se transformam em uma espada também prateada, que se crava à esquerda e atrás do escudo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Não se esqueça do auxílio sempre precioso que é prestado por aqueles que se aliam a Ordem.” (Hans aparece com um machado em sua mão, para logo em seguida também se transformar em outra espada prateada. Esta tem o mesmo destino da primeira, ou seja, se posta detrás do escudo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Ambos contribuem para impingir nos inimigos medo da força da Ordem da Liberdade”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Lembre-se também da perspicácia de Adrie, pois sem ela o grupo não compreenderia o meio em que está inserido e, com isso, estaria fadado ao fracasso.” (Adrie surge correndo ao lado do símbolo parcialmente formado. Em seguida, transforma-se em uma pantera e logo depois em um lindo unicórnio prateado, que salta e crava-se no centro do escudo). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Arannis percebe que a cada item do emblema que se formava o símbolo brilhava mais forte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; -“Força e agilidade de nada serve sem a astúcia e a sabedora para utilizá-la. Nesse ponto Soveliss é imbatível, sempre procurando aumentar seu conhecimento para usá-lo no momento e de maneira adequada”. (O irmão do paladino aparece ao lado do escudo abrindo e lendo um pergaminho. Logo em seguida ele brilha e solta uma bola de fogo. Quando esta choca-se com o escudo, Soveliss transforma-se em um pergaminho fechado, indo-se de encontro ao escudo. Ao aproximar-se o pergaminho se abre, colocando-se do lado esquerdo com o escrito “&lt;i style=""&gt;Ordem&lt;/i&gt;”). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - Um grupo para levar esperança ao coração dos homens e temor aos tiranos precisa que seus feitos sejam levados aos quatro cantos do mundo. E nesse ponto Ecniv é insubstituível.” (O bardo surge tocando sua flauta. Logo em seguida ele a guarda, pegando dentro de uma pequena bolsa um pergaminho, jogando-o no ar. O objeto voa em direção ao emblema da Ordem, abrindo-se ao lado do trazido por Soveliss. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Nesse momento a frase do emblema restou formada (preencheu-se com a palavra “&lt;i style=""&gt;Liberdade&lt;/i&gt;”)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Arannis estava estarrecido, chegando até mesmo a ficar arrepiado e com lágrimas nos olhos, pois não imaginava a força e o poder da Ordem da Liberdade. Em seguida, com a voz tremula, questionou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Pai, o senhor já mencionou todos os integrantes da ordem o e relacionou com o nosso símbolo, mas o emblema não está completo.” Ainda falta alguém. Quem?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Você é um cavaleiro meu filho, precisa de uma montaria.” (respondeu o pai) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Mas pai, o senhor está querendo dizer que a Ordem precisa de uma montaria?”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- “Não uma simples montaria meu filho, mas sim um companheiro leal para o grupo e um verdadeiro amigo para ti”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; Logo em seguida Arannis passou a ouvir um barulho vindo do céu. Parecia o bater de asas. Ao olhar para cima, ele viu se aproximando um lindo pégaso branco. O animal voava deixando um rastro prateado. Sua crina branca e longa deixaram o paladino impressionado. Logo em seguida o cavalo pousou na clareira ao lado do símbolo, empinando com as asas abertas. (Arannis não acreditava. Ele apenas tinha visto tal criatura nos livros da biblioteca onde estoudou). O cavalo deu um salto para trás do símbolo e, assim, o completou. (o emblema passou a brilhar com muito mais força) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - “Mas como conseguiremos um pégaso meu pai? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - Bem, preciso ir agora meu filho. Não tenho como ficar aqui por mais tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - Espere ai pai, o senhor não pode ficar tão pouco tempo comigo (exclamou Arannis, passando a correr em direção ao seu pai).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - Amo você meu filho, e diga a Soveliss que o amo também (enquanto proferia essas últimas palavras a imagem do pai de Arannis&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;começava a se esvoaçar e os símbolos de Avandra que se encontravam brilhando nas duas árvores logo atrás começaram a parar de brilhar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt; - Arannis deu um salto para tentar agarrar seu pai, mas foi em vão... Quando percebeu, estava caído de bruços no chão do navio. Ao olhar ao redor percebeu que todos ainda estavam dormindo. Logo em seguida, ficou bastante compenetrado olhando para as estrelas até o amanhecer...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Por W.A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-6565596931016456823?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/6565596931016456823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/11/arannis.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6565596931016456823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6565596931016456823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/11/arannis.html' title='Arannis'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-3148647356257734359</id><published>2010-11-09T13:13:00.001-08:00</published><updated>2010-11-09T13:13:45.847-08:00</updated><title type='text'>A Jóia do Anão - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hans cavalgava pela trilha nas montanhas apenas com um pensamento:   encontrar Keyra. Vestia sua armadura de placas e suas armas estavam   presas à sela do cavalo castanho que havia comprado numa fazenda, dias   atrás. O guerreiro não havia descansado. Deixara Ilíria depois de   descobrir a localização da meio-elfa. Skan, no norte. Hans usou todo o   dinheiro que tinha e empreendeu a viagem sem pensar. Kord, o deus da   força, havia falado com ele e isso tornava sua missão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  trilha na montanha era estreita e Hans, com sua experiência como  soldado sabia que poderia ser emboscado nesse tipo de terreno. Galopava  aparentemente despreocupado quando três orcs surgiram, fechando a  passagem pela estrada da montanha. Hans sorriu quando um dos orcs atacou  com um machado. Ele desviou o cavalo ao mesmo tempo em que sacava uma  machadinha que arremessou contra o atacante. A arma atingiu o orc no  peito e este caiu morto. O segundo orc rugiu e atacou, mas Hans sacou  seu machado de guerra e golpeou enquanto cavalgava, decepando a cabeça  do orc. O terceiro, em pânico, corria à frente. Hans sorriu e eliminou o  orc passando ao seu lado. O machado cortou fundo e o guerreiro seguiu  seu caminho. Kord gostava de demonstrações de força e Hans gostava de  agradar seu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgou por mais algumas horas até ver Skan e suas enormes muralhas. Keyra estava perto. Seu coração bateu mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou chegando...Keyra."Disse ele enquanto impelia o cavalo, trilha abaixo, rumo à cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Aurora era um barco grande, um navio mercante. Tinha dois grandes  mastros e vinte trinta remadores. O casco era escuro e tinha uma figura  de proa entalhada, simbolizando um cavalo. Os remos estavam retraídos e  vários homens carregavam caixas e barris usando uma rampa de madeira que  ligava o barco ao cais. Outros dois navios mercantes estavam atracados  nas docas de Skan. A Ordem da Liberdade chegou ao local, passando pelas  dezenas de pessoas que trabalhavam carregando fardos pesados. Arannis  perguntou sobre o Aurora e um marinheiro indicou o barco entre os outros  que estavam atracados.&lt;br /&gt;Ao chegar, o paladino chamou por alguém e um elfo desceu a rampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia." Disse o marinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom dia. Procuramos Halmar, o capitão do Aurora. Seria você?"Perguntou Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não não. Halmar está ali." Respondeu o elfo apontando para um humano gordo, baixo, de cabelos e barba loira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Halmar  tinha apenas a mão direita e usava o que parecia uma pequena aljava de  couro cobrindo o cotoco da mão que faltava. O homem sorriu e desceu até o  cais para falar com os aventureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou Halmar. Sejam bem vindos. Mestre Danen já pagou pela passagem de vocês. Vamos partir em alguns minutos."Disse o capitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado."Disse Arannis "Já vamos embarcar. Nos dê apenas alguns instantes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além  do grupo formado por Keyra, Arannis, Soveliss, Adrie e Murmur, estavam  no cais Damara, Kraig e Malcom. Este último havia encontrado o grupo  pela primeira vez naquela manhã. Ele havia insistido em acompanhar Keyra  até o Aurora. O casal conversava um pouco afastado do resto dos  aventureiros. Damara e Soveliss estavam beijando-se enquanto Kraig  conversava com Murmur e os demais.&lt;br /&gt;O som de cascos na rua de pedra  chamou a atenção de todos. Um guerreiro a cavalo galopava na direção do  cais, abrindo passagem por entre as pessoas e os fardos de grãos e  mantimentos. O homem parou perto da Ordem da Liberdade, apeou e tirou o  elmo com crista vermelha, feita de crina de cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans sorriu e chamou por Keyra. Esta, surpresa, sorriu, soltou Mal e  correu na direção do grandalhão. Saltou em sua direção e ficou pendurada  com os braços ao redor do pescoço de Hans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hans! Como chegou aqui?" Perguntou Keyra ainda agarrada ao guerreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu...vim atrás de você. É uma longa história. Como...como é bom ver  você." Respondeu Hans abraçando-a sem notar os demais que se aproximavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malcom pigarreou, chamando a atençãod e Keyra que colocou os pés no chão  e sorriu sem dar muita importância à cara fechada de seu amante.  "Pessoal, este é Hans! Somos amigos de infância e não nos vemos há  anos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans sorriu ao ver a irritação de Malcom e apertou sua mão com firmeza.  "Olá." Disse ele encarando o jovem ladino que teve alguma dificuldade  para aguentar o aperto de mãos do guerreiro, que era muito mais alto que  ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saudações." Disse Arannis aproximando-se. "Sou Arannis. Aquele é meu  irmão Soveliss. Estes são Adrie e Murmur." Completou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um prazer." Disse Hans imediatamente virando-se para Keyra "Kord me  mandou. Eu tinha que encontrar você. O deus da força tem um plano para  mim e eu devo seguir seus desígnios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, nós estávamos quase partindo. Temos uma missão no mar do norte." Disse Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então...será que posso juntar-me a vocês?" Perguntou Hans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros se entreolharam e Arannis aproximou-se. "Se é amigo de  Keyra, pode vir  e é possível que seja muito útil. Só não sabemos se há  alguma vaga no Aurora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans concordou e eles começaram a negociar com o capitão do barco.  Depois de algum tempo barganhando, o capitão aceitou o novo passageiro,  desde que este remasse como seus tripulantes, uma vez que parecia ser  bastante forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aurora partiu depois de uma hora e a Ordem da Liberdade estava reunida  no convés quando o capitão falou a respeito da rotina do barco. Murmur e  Hans deveriam remar como os demais tripulantes. Adrie, em forma de  corvo, ficou sobre um dos grandes mastros do barco enquanto os demais  ajudavam no que podiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algumas horas, o Aurora seguiu o rio, passando por paisagens  verdejantes. O rio logo desenbocou no mar e, depois do agito da entrada  contra a maré, estava navegando em águas do mar do norte. Vários dias se  passaram es velas do navio levaram os heróis cada vez mais longe. O  frio começou a aumentar e logo todos tiveram que vestir roupas de pele  de lontra por cima das armaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito tempo e de águas tranquilas, algo aconteceu. O Aurora  simplesmente parou, num baque súbito. Dois tripulantes foram  arremessados contra o convés e o capitão gritou quando oito enormes  tentáculos surgiram ao redor da embarcação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kraken!" Gritou um tripulante apavorado "Kraken!" Gritou de novo mas  foi interrompido quando um dos tentáculos enrolou-se nele e o carregou  para cima, arremessando-o contra o convés. Keyra viu o que o homem  estava morto e uma poça de sangue aumentou debaixo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às armas! Fiquem atentos!" Gritou Arannis sacando sua espada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o kraken atacou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-3148647356257734359?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/3148647356257734359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/11/joia-do-anao-parte-ii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3148647356257734359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3148647356257734359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/11/joia-do-anao-parte-ii.html' title='A Jóia do Anão - Parte II'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-1187640550902291121</id><published>2010-10-19T13:11:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T16:38:50.231-07:00</updated><title type='text'>A Jóia do Anão - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Murmur hesitou por um momento. Olhou para a porta de madeira da casa. Podia ouvir as vozes conhecidas do outro lado. Respirou fundo e bateu. Segundos depois, a porta se abriu. Era Adrie, a elfa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que bom que chegou. Arannis estava esperando para começarmos."Disse a druída sorrindo, apesar do ar distante de sua voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obrigado."Disse Murmur passando pela porta. "Desculpem o atraso." Disse o goliath quando os demais olharam em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se preocupe. Não foi dito nada demais...ainda."Disse Arannis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa de madeira da pequena casa alugada pelo paladino em Skan era redonda e lembrava muito as mesas da taverna do outro lado da rua. Tinha oito bancos de madeira e uma vela no centro iluminava a pequena sala. Sentados à mesa estavam Soveliss, Arannis, Ecniv, e Keyra.&lt;br /&gt;Murmur notou uma pequena caixa aos pés do paladino de Avandra e perto de Ecniv. O goliath sentou-se perto de Arannis e foi seguido por Adrie, que sentou-se ao lado de Keyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Creio que podemos começar agora." Disse Arannis olhando para todos. "Tenho coisas importantes a dizer."Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur ainda se sentia um estranho. Dias atrás, quando o grupo fora até sua casa para jantar, não esperava ser convidado para juntar-se a ele. Agora era um dos membros da Ordem da Liberdade mas ainda se sentia um pouco fora do grupo. O gigante cinza ficou calado enquanto Arannis iniciava a reunião. Preferia observar e entender, do que dizer algo sem ter ainda intimidade suficiente com os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando formamos este grupo, éramos inexperientes. Fomos atrás de um tesouro sem nem ao menos saber do que se tratava. Encontramos a primeira parte da espada de Agrom-Vimak. Eu confesso que vi a chance de vingar minha família, meu povo, usando essa arma contra os drows. O que me moveu e moveu meu irmão foi justamente essa possibilidade." Disse Arannis olhando nos olhos de cada um dos aventureiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E foi esse desejo de vingança que me desviou do caminho. Não fiz o que devia ter feito como líder deste grupo. Ignorei os momentos em que vocês precisavam de ajuda ou apenas de algumas palavras." Continuou o paladino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos lutado sem parar. Ido de um ponto a outro, atrás dessas sete jóias para desfazer a besteira para a qual minha tentativa de vingar-me dos drows nos levou. Somente agora, nestes dez dias, depois da morte de um membro do grupo que consideramos amigo e de ver que Keyra e Adrie estão se distanciando, percebo que fui negligente." Arannis suspirou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais olhavam sem dizer nada. Keyra brincava com uma adaga nervosamente. Seus olhos estavam vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que quero dizer é que estou de volta. Nós somos um grupo de aventureiros. Somos a Ordem da Liberdade. Somos o mais próximo que posso chamar de família. Não vamos nos distanciar. Não vamos deixar ninguém para trás e esquecê-lo. Eu não vou deixar isso acontecer." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho me sentido mal."Interrompeu Keyra "Os três meses que passamos no subterrâneo...fiz coisas horríveis. Matei. Matei drows. Matei outras coisas e pessoas. Tudo isso me fez ver que a vida não valia nada. Hoje eu mato e nem ao menos me incomodo. Além disso, vejo que esquecemos sim os que se vão. Foi assim com Medrash. Ninguém, por um longo tempo, nem ao menos mencionou seu desaparecimento. Ecniv está indo embora. Vamos esquecer dele também? Eu vejo que o grupo descarta seus membros e nem se importa. Vai ser assim se eu me for também?" Keyra disse estas últimas palavras chorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não Keyra. Não é assim. Talvez tenhamos deixado Medrash esquecido por um tempo por causa da situação em que estávamos. Mas não é como você diz. Eu daria minha vida por cada um de vocês e tenho certeza de que todos fariam isso também." Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sei. Vejo somente que estou ficando boa no que faço...que mato e não sofro por isso. E ninguém acha ruim. Até mesmo Soveliss veio me perguntar que técnicas de assassinato aprendi, quando saímos da prisão drow." Disse Keyra cravando a faca na mesa. Suas lágrimas escorriam pelo belo rosto e sua voz tremia, assim como suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur olhava sem saber o que dizer. Adrie parecia distante, séria. Ecniv parecia nervoso e Soveliss estava calado, ao lado do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis respirou fundo e pegou a caixa que estava ao seu lado, colocando-a sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, nós vamos voltar a ser o que éramos. A Ordem da Liberdade vai fazer a coisa certa. Não vamos matar quando não for necessário e isso já começou. Capturamos Ogramum, o líder orc. Não o matamos. Você tem meu apoio, minha amizade. Eu estou dizendo que este grupo vai ser o que tinha que ser desde o início e vou dar meu sangue pra isso acontecer. Eu quero dizer a todos que voltei. Estive ausente mas voltei." Disse o eladrin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu mandei fazer estes anéis" Disse ele abrindo a caixa. Nela havia seis anéis de ouro com o emblema do grupo "Mandei fazer como presente para vocês e como um símbolo deste dia, em que a Ordem da Liberdade volta a ser o que era desde o início: um grupo de amigos, companheiros, uma família."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos aventureiros pegou o anel. Murmur hesitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você também Murmur. É um de nós agora." Disse Soveliss&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Murmur pegou o anel e sorriu. "É uma honra. Obrigado. Farei o meu melhor." Disse o grandalhão&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Keyra, Murmur e Soveliss deixaram a casa. O goliath foi até sua família, Keyra foi encontrar-se com seu amante, Malcom. Soveliss foi até a hospedaria onde Damara o esperava. Era o início da noite. Ecniv deixou uma caixa com cartas, túnicas e um estandarte com o emblema da ordem e desapareceu na noite. Ele detestava despedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém bateu na porta da casa onde Arannis e Adrie estavam. Eles abriram a porta e lá estava uma criança de uns doze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa noie. O senhor é Arannis, o paladino?"Disse o menino que carregava uma lanterna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim...er...não é tarde para você estar na rua?"Disse Arannis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu mestre pediu que os levasse até sua torre." Disse o garoto sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seu mestre?" Perguntou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mestre Danen, conselheiro do rei."Respondeu o menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis e Adrie seguiram o garoto pelas ruas de Skan, na direção da torre do mago. No caminho encontraram Murmur, Keyra e Soveliss. Todos estavam acompanhados por crianças carregando lanternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem à torre um dos meninos abriu o portão que protegia o jardim ao redor da casa de Danen. Os aventureiros entraram num jardin suntuoso, cheio de plantas, flores e árvores, algumas desconhecidas por eles. Algumas esferas flutuavam em pontos estratégicos do jardim, iluminando-o suavemente. A torre em si era uma construção estranha. Era muito alta mas muito estreita também. Dava a impressão de ter cômodos minúsculos em seu interior.&lt;br /&gt;A porta de madeira abriu-se facilmente quando outra das crianças girou uma chave de ferro.&lt;br /&gt;Os heróis entraram e então perceberam que nenhuma das crianças estava ao seu lado. Haviam desaparecido por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro, a torre parecia muito mais ampla. Estavam numa sala grande, com uma decoração rica e exótica. Tapetes, almofadas douradas e estantes com livros e pequenos objetos de decoração, além de uma lareira, decoravam o lugar. Keyra aproximou-se de uma das estantes e discretamente pegou uma pequena peça dourada representando um animal que ela nunca vira em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, a porta se fechou e passos vieram da escada em espiral no centro da enorme sala. Outra criança, desta vez um pequeno drow segurando uma lanterna, apareceu.&lt;br /&gt;"Boa noite" Disse o menino "Meu mestre os aguarda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chá?" Disse outra voz infantil atrás da Ordem da Liberdade. Era uma menina elfa carregando uma bandeja com pequenos copos de vidro enfeitados com tiras de ouro. Dentro dos copos uma bebida escura e fumegante chamou a atenção de Soveliss, que aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo seguiu o pequeno drow pela escada em espiral até uma sala menor. De lá, ele os levou até uma porta que dava para um vão onde inúmeras escadas subiam, desciam e pareciam desafiar a realidade. Os aventureiros não entendiam bem aquilo. Começaram a descer uma escada e logo estavam subindo outra. Depois de caminhar por um tempo, estavam vendo a entrada da sala, mas de cabeça para baixo. Era um lugar totalmente bizarro.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, chegaram a uma sala onde sentiram uma leve brisa. No centro do teto havia uma grande abertura para o céu noturno e um enorme tubo de bronze com roldanas e engrenagens passava pela abertura até uma cadeira onde estava um velho envolto em roupas negras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa noite." Disse Arannis "Queria nos ver?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho saltou da cadeira e sorriu. Com um gesto dispensou o pequeno drow que desapareceu em pleno ar. Em seguida, o mago deixou sua forma humana e transformou-se, usando a forma de genasi do fogo que os aventureiros conheceram ainda no castelo do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chamei vocês sete aqui para conversar sobre assuntos de seu interesse." disse o genasi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sete?" Perguntou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sete." Respondeu o mago apontando para a porta onde Damara e Kraig haviam acabado de chegar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos ao que interessa. Eu pesquisei muito e encontrei uma das jóias que vocês procuram."Disse Danen "Ela está no mar do norte e pertence a um mago chamado Ulfgar, um anão." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mar do norte? E como vamos chegar até lá?"Perguntou Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se preocupem. Tenho tudo arranjado. Vocês partem amanhã!" Disse Danen abrindo os braços enquanto as labaredas em sua cabeça aumentavam sutilmente&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-1187640550902291121?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/1187640550902291121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/joia-do-anao-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1187640550902291121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1187640550902291121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/joia-do-anao-parte-i.html' title='A Jóia do Anão - Parte I'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-6178380133268977716</id><published>2010-10-03T18:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T18:52:12.340-07:00</updated><title type='text'>Biografias: Hans</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TKkyKYhsuCI/AAAAAAAAAjM/m_K3wJi69r8/s1600/mainimage.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 179px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TKkyKYhsuCI/AAAAAAAAAjM/m_K3wJi69r8/s200/mainimage.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524001571910498338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Raça:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Humano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Classe: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Guerreiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Jogador:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Lobo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai é ferreiro da Guarda de Ilíria, a mãe é cozinheira da casa real. Eles sentem muito orgulho de seu único filho Hans ser parte da guarda real de Ilíria. Sua trajetória foi bem interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ilíria, a família Franson, de humanos, era vizinha muito amiga da família Amarathar, composta por Aravillar, elfo e Kara, humana. Hans e Keyra, filha dos Amarathar tornaram-se grandes amigos.  Muito ligados na infância e no início da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Hans era amigo da família de Keyra, por vezes treinava com o pai dela, Aravillar. Um aventureiro com maestria em espadas e habilidades em combate. Além disso, ajudava o pai na forja de armas e armaduras, mas não aprendeu o ofício, aproveitava para fortalecer seus músculos, pois tinha em mente seu objetivo de ser guerreiro da guarda real de Ilíria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao completar 15 anos, Hans ingressa na guarda real. Não foi um teste fácil para ingressar na guarda. Fez teste de força e maestria de armas para saber em qual serviço Hans se enquadraria. Teve que conversar com cada superior para analisarem em qual área se encaixaria. Foi aceito para guerreiro da guarda, como soldado. Realizara seu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz, retornou para sua casa contando a novidade para sua mãe, cujo sonho sempre fora ter seu filho servindo à guarda real. Então, convida a família Amarathar para um jantar em sua casa. Hans assou um Javali para todos enquanto sua mãe, Ella, preparou o restante da refeição. Hans ficava muito feliz com o olhar de sua amiga Keyra admirada com a conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco anos depois, já como sargento da guarda real, Hans se despede da família e de Keyra, que estava com 14. Ele partiria em missões na fronteira sul de Ilíria para conter o avanço dos bárbaros. Ao desperdir-se de Keyra, seu desejo dele era beijá-la, aconchegá-la em seus braços, mas se conteve pois não queria perder a amizade dela, da qual estima muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu. Com o tempo. As viagens e missões como guerreiro estavam tornando-se muito frequentes. Uma vez por mês ele voltava para Ilíria. Sempre conseguia um tempo para contar as suas aventuras para Keyra. Ele via os olhos dela brilharem... Mas não sabia se aquilo era sentimento por ele ou vontade de se aventurar pelo mundo também. Ela também contava que, algumas vezes, seu pai permitia que ela fizesse pequenas e curtas viagens em busca de aventura. E que um dia ela também iria para longe cumprir o seu destino de aventureira como o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, três anos depois, ele precisa viajar mais para mais longe no sul, em uma missão que não tinha previsão de retorno. Ele se despede novamente de sua família, mas demora mais tempo com Keyra. Cheio de pesar no coração ele dá um abraço longo, ouvindo dela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Confio em ti, és forte, vai conseguir vencer os bárbaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans passa 2 anos em missão no sul, enfrentando diversas hordas diferentes, ataques vindos de todos os lados. Ele recebe um regimento para comandar. Fora promovido a Tenente. Ao fim da missão ele retorna para Ilíria, com sua nova armadura e posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, muito animado, ele bate à porta de sua casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abram a porta para o tenente Franson!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais o recebem com imensa alegria. Abraços e beijos cheios de lágrimas e agradecimentos a Kord pelo retorno do filho amado, são e salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, após breves momentos em casa, suficientes apenas para acomodar suas coisas, quando fala aos pais que vai visitar Keyra, eles entreolham-se tristes e dizem para Hans:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, Keyra partiu há muito tempo. Saiu em busca de aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans sente um aperto no peito. Esperava despedir-se de sua amiga num dia tão glorioso para ela. Engolindo em seco, retoma sua postura e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas pai, ela vai voltar em breve. Ela sempre se aventura aqui por perto e volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecedor dos sentimentos do filho, o velho Lars diz, da maneira mais terna que conhece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não meu filho, dessa vez é diferente, ela partiu mesmo em aventura.Não sabemos quando volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem acreditar direito, implorando a Kord para que seus pais estivessem enganados, Hans sai em visita à casa dos Amarathar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, sem jeito e nervoso, diz a primeira frase que lhe vem à mente, já que o Sr. Aravillar abriu a porta antes que ele conseguisse sair correndo como um adolescente bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Keyra está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aravillar, surpreso e feliz responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu pai não te contou meu jovem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruborizado, de cabeça baixa e com voz sumida diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- S-si-sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela não vai voltar em breve... Ela está seguindo o coração dela. - Responde entre orgulhoso e preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girando sobre os pés, como se estivesse em posição militar, e saindo sem se despedir, Hans diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado sr. Amarathar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber o uniforme diferente e notar a medalha indicativa da nova patente, Aravillar ainda tem tempo de dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha só! Tenente!! Parabéns, meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sem se importar com a novidade, Hans responde apatico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... Obrigado, Sr. Com licença? Preciso de um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aravillar diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, que os deuses te protejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amém! Kord te dê força. - Hans responde enquanto volta rápido para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans reza todos os dias para Kord, pedindo proteções para Keyra e seu grupo. Mas, principalmente para Keyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado e esforçado, ele segue seu serviço militar em Ilíria, quando, então, é convocado para uma guerra ao sul, onde deveria reunir-se à formação de 1000 soldados que já se encontrava no local. Orgulhoso, ele segue para a batalha com seu grupamento composto de 150 soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nesse embate, o exército de Ilíria foi derrotado. Yalin, a Paladina de Avandra e parte da liderança do exército de Ilíria, ordenava a fuga dos sobreviventes, quando Hans caiu, quase morto, ao ser lançado longe por um golpe certeiro de um gigante. Yalin o salva e dois colegas no combate o carregam de volta para Ilíria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta, Hans, suando de febre, quase desmaiado, entre delirando e consciente, vê um clarão vindo do céu, imagens de um mar congelado, e, diante dele, as costas de uma mulher de cabelos castanhos, balançando ao vento. Sua aparência e vestes são familiares. Uma agústia muito grande toma seu coração. Ele sente necessidade de encontrar esta mulher. Prestando mais atenção, percebe ser uma meio-elfa... Seu coração dispara: "Keyra?!". Ele tem um pressentimento ruim... "Keyra!". O vento bate nos cabelos castanhos com mais força mostrando o rosto de uma bela moça, a Keyra. A constatação do fato expressa-se imediatamente em sua face machucada e semicoberta pelo lençol branco. É noite. Sua careta e seu gemido chamando por Keyra são interpretados como dor pelos companheiros ao seu redor. O curandeiro do grupamento aplica-lhe algumas compressas de ervas, mas fica perplexo ao notar o sinal de Kord na testa do enfermo. Ordena que todos saiam daquela área e o deixem vigiar o doente até a manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acorda sob os cuidados de curandeiros, se levanta rapidamente, pegando suas coisas e tentando sair daquele lugar mesmo com dores muito fortes pelo corpo. Quando está saindo, o curandeiro que o acompanhou a noite toda pergunta o que foi que ele viu durante a noite para que o sinal de Kord aparecesse tão claramente em sua testa. Este sinal é visível somente para os seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convencido da mensagem que foi recebida, assim que ele tem forças, parte apressado até Marlon, um mago que ele acredita poder ajudá-lo. Hans gasta quase todas as suas economias para que esse mago possa descobrir onde está Keyra. Eis que ele mostra, em uma bola de cristal, que Keyra está em Skan, muitos quilômetros ao Norte dali. Levaria muitos dias para chegar até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans compra um cavalo, mantimentos para si e o cavalo, prepara seus pertences e deixa tudo pronto. Gasta todas as suas economias e deixa sua mãe inconsolada e seu pai esperançoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele segue até o comando da Guarda Real. Conversa com o general pedindo baixa da guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kord me enviou uma missão muito importante, preciso cumpri-la urgentemente, esse é meu motivo. Somente Kord sabe o porquê de me enviar numa missão nesse momento de grande necessidade de Ilíria. Peço licença para cumprir essa missão sem previsão de retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans consegue a permissão depois de muita insistência e segue a cavalo para Skan, fazendo pouco descanso e parada, mas buscando sempre poupar o cavalo. Até que,  muitos dias após sua partida, avista no horizonte uma cidade murada... Seu coração acelera na iminência de um reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; À sua frente está Skan...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-6178380133268977716?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/6178380133268977716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/biografias-hans.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6178380133268977716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6178380133268977716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/biografias-hans.html' title='Biografias: Hans'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TKkyKYhsuCI/AAAAAAAAAjM/m_K3wJi69r8/s72-c/mainimage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-7154411682313337353</id><published>2010-10-01T12:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-01T12:58:03.657-07:00</updated><title type='text'>Enquanto isso em algum lugar dos Nove Infernos...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua carne ardia. As queimaduras eram terríveis e seu braço esquerdo estava quebrado. Ela mal conseguia ficar de pé. Seus longos cabelos loiros estavam chamuscados e um corte enorme havia deixado o osso da mandíbula exposto. Por um instante, lembrou-se de seu pai. De como os bandidos haviam tomado a aldeia de Duaspedras e haviam matado, saqueado e feito os aldeões de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurou firme o cabo da espada. Soltou o escudo que estava preso ao braço quebrado. Encarou os demônios à sua volta e lembrou-se dos aventureiros que salvaram Duaspedras.&lt;br /&gt;"Como era mesmo o nome daquela meio-elfa?"Pensou. Não importava. Ao menos agora não. A jovem levantou a lâmina e sorriu. "Bane!!!" Gritou, lançando-se contra os monstros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua espada cortava a carne nefasta dos demônios enquanto o símbolo de bane em seu peito a protegia. Um raio de luz avermelhada deixou o amuleto e cortou o ar, atingindo um demônio que caiu chamuscado. A jovem era uma arma. Uma arma de Bane. Lutava como se estivesse possuída e atingia seus inimigos com grande habilidade.&lt;br /&gt;No fim, os cadáveres jaziam amontoados ao redor da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito bem...muito bem criança."Disse uma voz terrível saindo das sombras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem estava muito ferida. Mas levantou a espada na direção da voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você está pronta." Disse novamente a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um demônio enorme, com grandes asas de couro saiu das sombras. Seus olhos brilhavam como fornalhas e carregava consigo uma enorme espada flamejante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sirvo a Bane. Você é só meu...treinador."Disse a menina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. E digo que você está pronta para retornar ao mundo dos mortais. depois destes dez anos de treinamento."Disse o demônio "Agora beba isto e volte a ser você."Disse a criatura jogando um frasco com um líquido verde na direção da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela bebeu o conteúdo e em questão de segundos, sua pele, seus ferimentos e até mesmo seu cabelo se regeneraram. Era bonita novamente. Uma jovem de seus vinte e cinco anos de idade. Seus cabelos eram loiros e longos. Seu rosto não tinha imperfeições. Porém, um olhar sinistro marcava seu rosto. Havia passado dez anos no inferno mas sabia que no seu mundo, o tempo não havia passado. Ela deixara Ilíria ainda com quinze anos de idade e o tempo nos Nove Infernos passava devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O demônio sorriu e então desenhou um círculo no chão, usando suas garras. O círculo brilhou com a magía profana da criatura quando esta recitou algumas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vá. Agrom-vimak a aguarda, criança."Disse o monstro com um tom de sarcasmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu nome é Ania, demônio. Não se esqueça disso."Disse a jovem "Sou Ania, clériga de Bane."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É assim que se fala, clériga de Bane. É assim que se fala."Disse o demônio gargalhando enquanto Ania entrava no círculo de teleporte e desaparecia em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ania surgiu no centro de um campo de batalha. Corpos espalhados por todos os lados eram o festim dos corvos que desciam em grandes bandos para alimentar-se. Um grande exército estava reorganizando-se quando Agrom-Vimak apareceu, montando o pesadelo com crina de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente. Gosta do que vê, Ania?"Disse Agrom-Vimak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ania olhou ao redor. Aquilo agradava Bane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim. Gosto. Temos uma vitória então, meu senhor?"Disse ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Teremos muitas outras. Em nome de Bane."Disse ele saltando do cavalo e parando ao lado dela.&lt;br /&gt;"Sabe o que você tem que fazer? Não sabe?"Perguntou Agrom-Vimak sorrindo enquanto retirava o temível elmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim...reunir seus escolhidos e destruir a tal Ordem da Liberdade."Ania disse isso olhando o massacre no campo de batalha. "Destruir a Ordem da Liberdade e invocar o poder de Bane." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Boa menina..."Disse Agrom-vimak satisfeito&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-7154411682313337353?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/7154411682313337353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/enquanto-isso-em-algum-lugar-dos-nove.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/7154411682313337353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/7154411682313337353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/10/enquanto-isso-em-algum-lugar-dos-nove.html' title='Enquanto isso em algum lugar dos Nove Infernos...'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-4808054206780821177</id><published>2010-09-20T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T22:05:14.367-07:00</updated><title type='text'>Os Quatro Heróis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enquanto a Ordem da Liberdade enfrentava Ogramum, quatro aventureiros estavam prestes a enfrentar uma de suas maiores aventuras...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carric surgiu das sombras, assustando uma das crianças recém salvas da fortaleza orc. Antes que a menina pudesse gritar, Kraig cobriu sua boca sussurrando "É amigo...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Doze guardas...algo parece estar criando alvoroço no acampamento."Disse o elfo em sua língua natal "Não é seguro. Não com essa gente toda." Completou apontando para os prisioneiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há outro caminho Carric. É isso. Vamos Conseguir. Você e Linfur cuidam dos guardas. Eu, Kraig e os goliaths que podem lutar seguramos os orcs enquanto as pessoas seguem pela trilha nas pedras." Disse Damara em élfico, bastante segura de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Damara, essas pessoas vão morrer como moscas. Precisamos ser furtivos."Disse o elfo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei Carric. Eu sei."Damara olhou para as crianças e para as mulheres e pessoas doentes do grande grupo. "Você, goliath, qual é seu nome?" Perguntou para um dos enormes soldados que ainda tinham condições de lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Makel, senhora."Respondeu o goliath com firmeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Makel, você e seus homens sabem lutar em formação?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhora. Escudos e lanças. Não temos todas as armas que os orcs nos roubaram mas conhecemos as táticas."Respondeu Makel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo. Vocês vão formar uma parede comigo e Kraig. Quero apenas um de vocês levando as pessoas em silêncio e em fila."Disse a guerreira de cabelos ruivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas não sabemos o caminho senhora." Disse o grandalhão um pouco confuso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carric vai mostrar ao menor e mais furtivo dos seus."Respondeu Damara olhando para as pessoas que pareciam esperar mais do que ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elfo concordou e escolheu um dos goliaths menores, que dizia ter experiência como batedor. Demoraram alguns minutos na trilha e quando voltaram, tudo estava preparado para a fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gork era novo. Havia sido nomeado vigia de acampamento e estava entediado. Ninguém ousava penetrar no vale do exército orc. Era um orc alto e forte e tinha uma boa lança. Estava ansioso para entrar em combate contra os humanos de Skan. Gork estava perdido em pensamentos quando viu algo diferente, alguns metros à frente, na elevação de pedra odne se encontrava. Era uma moeda de ouro. O orc ficou entusiasmado e caminhou na direção do objeto brilhante. Então algo saltou sobre ele. Algo pequeno mas mortal. Dois cortes rasgaram a garganta de Gork, o orc, e este caiu. Porém, a pequena figura que o atacara fez questão de segurar o corpo inerte até que tocasse o chão sem fazer barulho. Linfur esgueirou-se pelas sombras e arrastou o cadáver do orc até uma reentrância nas rochas. A quinze metros dali, outro orc caía silenciosamente, vítima de Carric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prisioneiros seguíam em fila, esgueirando-se pelas rochas a caminho do pequeno túnel que os levaria para fora do acampamento orc. Os goliath caminhavam ao lado da linha de camponeses, tentando manter a ordem e o silêncio. Era de dia mas as sombras da montanha se projetavam sobre a trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carric era rápido, três orcs haviam caído vítimas de suas flechas. Linfur era silencioso e outros quatro estavam mortos quando o grupo de Damara começou a se aproximar da passagem. Foi então que Carric atingiu um orc que gritou de dor. A segunda flecha o silenciou mas era tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alarme soou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardas do acampamento gritaram e logo um grande grupo de orcs estava correndo na direção dos fugitivos. As pessoas começaram a entrar em pânico, vendo a morte em forma de lanças e presas. Os goliaths formaram a parede de dez homens perto da passagem enquanto os prisioneiros corriam para a salvação. Kraig ficou à frente do grupo de guerreiros. Parecia uma criança ao lado dos enormes goliaths mas sua determinação era a de seus ancestrais, os anões das montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquem juntos!"Gritou o anão "Fiquem juntos seus grandes cagalhões de pele branca!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Façam o que diz o anão, soldados de Skan! Façam os orcs pararem em suas lanças!" Gritou Damra juntando-se a eles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os orcs atacaram. Muitos deles, em sua fúria descontrolada, foram repelidos pela parede de escudos dos goliaths. Damara atacava com sua espada de duas mãos e gritava ordens. Kraig protegia suas costas. Os goliaths lutavam bem mas muitos orcs se juntavam aos atacantes. Felizmente, os prisioneiros estavam quase todos na passagem.&lt;br /&gt;As flechas de Carric pareciam surgir de todos os lados pois o elfo corria enquanto disparava. Linfur havia desaparecido mas os orcs que caíam sozinhos eram o sinal de que os Irmãos de Sangue precisavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os goliaths avançaram, empolgados pelos primeiros orcs que cairam com facilidade. Damara continuava gritando ordens. Kraig xingava e protegia sua companheira de grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não avancem! Protejam as pessoas!" Gritou a ruiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os goliaths haviam perdido a disciplina. Estavam indo na direção do acampamento, matando orcs.&lt;br /&gt;"Não!" Gritou Damara "Voltem para a formação!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Voltem seus gigantes sem cérebro crias de bosta de orcs!" Gritou Kraig recuando ao lado de Damara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os goliaths voltaram, ao menos a maioria. Mas era tarde. Os orcs estavam vindo com tudo. Flechas cortaram o ar e algumas atingiram a armadura de Damara e o escudo de Kraig. Alguns goliaths caíram. Carric disparou flechas contra os orcs e correu na direção de seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos que correr. Não podemos conter todos eles."Disse ele em élfico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Linfur!"Gritou Kraig "Onde você se meteu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Linfur apareceu em cima das rochas, perto do acampamento. Tinha uma tocha na mão esquerda e sorria, algo raro para o halfling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas que diabos?!"Resmungou o anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linfur então arremessou a tocha na direção do acampamento e segundos depois houve ume enorme explosão. Chamas irromperam no acampamento e os orcs viraram-se para ver o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos...vamos!" Ordenou Damara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fugitivos correram para a passagem. Carric foi o último a chegar. Kraig olhou na direção da rocha onde estava Linfur mas este havia desaparecido. "Vamos logo...ele sabe se cuidar."Disse Damara&lt;br /&gt;Os Irmãos de Sangue correram pela abertura nas rochas, seguindo os sobreviventes da fuga. Apenas alguns orcs os seguiram e foram despachados rapidamente pelo machado de Kraig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estavam a uma distância segura, Damara organizou o grupo novamente. Faltavam seis goliaths e dois camponeses. Para a guerreira, essa perda era grande. Porém, estavam fora do acampamento. Teriam que continuar andando rápido para alcançar a floresta. Lá seria mais fácil fugir dos orcs. Damara sabia que Linfur conseguiria sair do acampamento e encontrá-los. Ela sabia bem do que seus amigos eram capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos embora. Temos muito o que caminhar e os orcs não devem ficar muito tempo distraídos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUUUUMMMM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo ressoou no acampamento orc. Era como o som de pedras sendo arremessadas contra a montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUUMMMMM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kraig..."Começou Damara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Catapultas. Com certeza. Reconheceria o som até dormindo."Disse o anão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O exército de Skan?"Perguntou Carric&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E talvez o do meu pai. Que Moradin abençõe aquele velho desgraçado!" Disse kirag satisfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É seu pai..."Disse Damara sorrindo "Vamos, não podemos perder tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma figura apareceu acima das rochas. Era um orc. Vestia roupas de couro negro e usava um arco longo. A flecha negra zuniu e atingiu Carric antes que Damara pudesse gritar. O elfo caiu. Estava ferido mas ainda era capaz de revidar. Sacou duas flechas e disparou deitado. A primeira atingiu a perna do orc. A segunda o peito. O agressor caiu, desaparecendo atrás das rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carric você está bem?" Perguntou Damara preocupada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu...veneno..."Disse o elfo desmaiando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Irmãos de Sangue viajaram por dois dias. A febre de Carric persistia. Nenhum dos aventureiros sabia o que fazer para acabar com o efeito do veneno da flecha orc. A cada hora parecia que o elfo estava mais perto da morte. Linfur ainda não tinha aparecido e Damara temia pelo pior. Não foram seguidos por orcs mas Damara e Kraig estavam preocupados e não conseguiam ordenar os pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos acampar aqui." Disse Damara ao atingirem uma clareira em meio a um pequeno bosque "Kraig, cuide de Carric. Organize as pessoas. Preciso de um minuto." Disse a guerreira ruiva afastando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damara caminhou até afastar-se das pessoas que se acomodavam na clareira. Tirou um pedaço de pergaminho de dentro da mochila. Respirou fundo lembrando-se de quando Soveliss pediu que o abrisse apenas quando estivesse a salvo. Então, Damara desenrolou o pergaminho e leu a carta do mago eladrin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan; 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Apesar do refinamento, Élfico também não é a linguagem adequada também para expressar um sentimento tão forte.&lt;br /&gt;Não sei exatamente como se dá com os humanos, mas Algo em meu coração grita quando vejo você, ou quando a vejo lutar.&lt;br /&gt;O sorriso que traz cor ao ambiente, a fala que realça o gosto dos alimentos, a face que faz o palpitar ser mais forte, mais sentido, avassalador.&lt;br /&gt;Avassalador como quando guerreias, a inspiração que flui de ti para os companheiros e que faz a todos melhorar.&lt;br /&gt;Confesso que sei que somos diferentes, tu és humana, e eu eladrin. Tens uma energia, uma espécie de pressa, cravada no coração de todos os humanos, que lhe da um que a mais.&lt;br /&gt;Gravo em pequenas palavras aqui, ainda chove la fora enquanto o único que esta alerta é meu irmão, em seu sono meditativo. Acham que eu estou estudando, como de fato estou, mas resolvi escrever, o que não tenho ainda como falar-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que energia é essa, doce humana chamada Damara, minha querida e doce Damara? Que atração forte é essa que sinto por ti? Inspira-me a caprichar mais as magias, as energias místicas chamativas parecem fluir de forma mais apaixonante e, nunca vi isso nos livros, talvez em romances humanos de livretos que peguei em certas bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina-me minha doce Damara, ensina-me que sentimento é esse... Eu lhe ensinarei, não... seria pedir demais... eu não lhe ensinarei.. não é isso que meu coração fala. O espírito pede para que eu escreva, LHE escreva essas palavras quando a tinta já seca na pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina-me que sentimento é esse que me faz querer lhe falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Deixa-me ser teu, deixa-me ter-te. Não tenho pertences que lhe agradem, mas tenho a única coisa que posso lhe dar... tenho a mim mesmo...&lt;br /&gt;Sou teu no momento em que abriste com os teus “irmãos” uma tumba e com choque pus os olhos em ti...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por meio desta, e percebendo que não posso mais continuar devido a tinta acabar, lhe falo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Sou TEU... dou-te a mim mesmo.. MINHA Damara”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sabes o que ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As últimas palavras estavam borradas pela água da chuva. Certamente Soveliss havia escrito a carta durante a viagem até a fortaleza orc.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Damara terminou de ler e sorriu. Ela gostava do eladrin. Não sabia por que mas gostava dele. Sentiu-se reconfortada. Talvez fosse apenas um capricho. Talvez fosse algo mais forte. Porém, a aparente fragilidade do mago a atraía. Apertou o pergaminho contra o peito, sorrindo, mas algo a trouxe de volta à realidade. Era a voz de Kraig.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Damara...Carric...ele...ele..."Disse o anão soluçando&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;"Não..."Disse Damara correndo de volta para o acampamento&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-4808054206780821177?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/4808054206780821177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/os-quatro-herois.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4808054206780821177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4808054206780821177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/os-quatro-herois.html' title='Os Quatro Heróis'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-8548251254996820707</id><published>2010-09-16T05:19:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T05:49:01.138-07:00</updated><title type='text'>Reencontros - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Ordem da Liberdade cavalgava por um pequeno bosque. Haviam deixado o vale dos orcs com os cavalos mágicos criados por Soveliss mas agora usa vam cavalos reais, que haviam sido deixados por eles e pelos Irmãos de Sangue aos cuidados de Kubik, o goblin, que parecia muito feliz em reencontrar seu mestre, Soveliss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgavam em silêncio. Não chovia mais e o dia estava ensolarado mas a sombra ainda pairava sobre o vale, onde a batalha parecia continuar, considerando a fumaça de incêndios vista a quilômetros de distância. Era o terceiro dia de cavalgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem algo adiante." Disse Adrie, apontando para um montículo de pedras numa clareira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo chegou até o local e viu o que parecia ser um túmulo recente. Havia sinais de acampamento na área e pegçadas de muitos humanóides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kubik, cuide dos cavalos. Ecniv, se puder, prepare algo para comermos. Adrie você pode montar acampamento com aquele ritual das fadas e..."Disse Arannis mas então percebeu que a elfa olhava fixamente para o túmulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seria bom sabermos de quem é esse túmulo. Orcs não enterrariam inimigos ou aliados assim."Disse Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os demais montavam acampamento, Adrie desenhou um círculo com pequenas pedras brancas. Pegou algumas ervas em sua bolsa e as colocou dentro de um prato de madeira. Ela entoou um cântico antigo, numa língua que ela mesma não compreendia totalmente e então, uma lufada de vento soprou as folhas que rodopiaram acima do prato. As pedras brilharam por um instante e então quatro figuras fantasmagóricas surgiram diante de Adrie, que estava sentada com os olhos fixos nos espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quantas perguntas temos?"Perguntou Arannis enquanto Murmur observava, curioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quatro..."Disse a elfa apontando para os espíritos "Quem passou por aqui nos últimos dois dias?" Perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito com rosto de lobo abriu os olhos, que brilharam intensamente, e respondeu. "Muitos humanos, um anão, quatro goliaths e um halfling."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quatro goliaths?!" Exclamou Murmur preocupado "Somente quatro?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie fez sinal para que o grandalhão ficasse quieto e continuou "Quem está neste túmulo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito com rosto de águia abriu os olhos e respondeu enquanto o anterior desaparecia com uma brisa suave. "Um elfo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie engoliu seco, olhou para seus amigos e continuou. "Como...como era esse elfo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito com rosto de urso respondeu da mesma forma. "Um elfo. Cabelos esverdeados e longos. Olhos claros. Alto. Roupas verdes. Arco de batalha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie estava visivelmente abalada pelas respostas mas, a pedido de Arannis, perguntou. "Ele lutou e morreu aqui?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último espírito, cujo rosto era uma máscara como a casca de um carvalho respondeu. "Não houve batalha aqui. O elfo morreu por causa de ferimentos e veneno."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carric...não..."Disse Adrie baixinho enquanto o espírito desaparecia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos olharam para a elfa. Todos concordavam que Carric, o arqueiro elfo dos Irmãos de Sangue estava enterrado ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Adrie...eu...eu sinto muito."Disse Arannis tocando o ombro da elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A druida olhou para o paladino. Levantou-se e pegou suas coisas. "Volto logo." Disse ao desaparecer entre as árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra tentou seguí-la mas Adrie simplesmente desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, quando o grupo comia perto da fogueira, a elfa retornou. Estava diferente. Sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss correu até ela e sorriu enquanto colocava suas mão sobre os ombros de sua amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São tempos sombrios, mas não é porque o céu escureceu que o sol parou de brilhar." Disse ele gentilmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie tentou sorrir. Deitou-se perto da fogueira e adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, perto de uma colina, os heróis avistaram um grupo grande de pessoas acampadas. Cavalgaram, colina acima, com esperança em seus corações. Ao chegar viram que se tratava dos sobreviventes da prisão orc. Arannis e Murmur foram á frente, falar com os goliaths que restavam. Adrie permaneceu em seu cavalo, ao lado de Keyra e Ecniv.&lt;br /&gt;Soveliss buscava desesperadamente, olhando em todas as direções, na multidão. Então, uma jovem de cabelos de fogo apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente."Disse ela enquanto o eladrin saltava do cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss correu na direção de Damara e a beijou intensamente. "Finalmente..."Disse ele beijando-a uma segunda vez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kraig apareceu em seguida e comprimentou os aventureiros um por um. Tinha alguns ferimentos mas estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carric...?"Perguntou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele...morreu uma morte boa."Disse Kraig contendo sua natureza barulhenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie suspirou e olhou na direção de onde eles haviam deixado o túmulo do elfo. Tinha certeza absoluta agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol estava nascendo naquele momento e uma suave brisa soprou os cabelos da elfa. Ela sentiu algo bom naquela brisa. Um cheiro, um tom conhecido e então lembrou-se das últimas palavras em élfico do arqueiro e uma lágrima correu pelo rosto da elfa, passando por cima do leve sorriso que esboçara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero ver você de novo..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-8548251254996820707?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/8548251254996820707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/reencontros-parte-ii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/8548251254996820707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/8548251254996820707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/reencontros-parte-ii.html' title='Reencontros - Parte II'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-1976051863878597172</id><published>2010-09-16T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T05:04:03.443-07:00</updated><title type='text'>Reencontros - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nos rendemos!" Gritou o capitão orc,  soltando seu machado, que caiu ruidosamente no chão da caverna "Gral,  solte a arma!"Ordenou ao enorme orc que estava ao lado de Arannis,  lutando com salvageria no olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rendam-se!" Ordenou o paladino de avandra enquanto seus companheiros se reagrupavam "Rendam-se e não serão mortos." Repetiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não  serão mortos?! Como assim?! Eles quase mataram o goliath e Adrie ficou  bem ferida!" Esbravejou Keyra indignada "Você ficou louco? Deixar esses  orcs vivos só vai piorar nossa situação! E se eles se voltarem contra  nós quando estivermos retornando?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra, eu não vou matar quem se rendeu pacificamente. Nem você!" Disse Arannis levantando a voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual  é o seu problema?! Eles são orcs!" Insistiu Keyra com a faca pronta  para degolar um dos orcs que estava próximo, de joelhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu concordo com o paladino. Um inimigo que se rende, não deve ser morto friamente." Disse Murmur abaixando sua lança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês  estão loucos!" Disse Keyra mais uma vez "Adrie? Me ajuda aqui?" Pediu a  meio-elfa, olhando para a druida que voltava à sua forma élfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deixá-los vivos pode nos atrapalhar. Temos uma missão, Arannis."Disse a elfa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podemos  deixá-los nas celas. Ogramum está logo atrás daquela porta."Interveio  Ecniv apontando para o túnel acima, depois de um mesanino que fora  parcialmente destruído por uma bola de fogo lançada por Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ecniv tem razão." Disse o mago usando um truque mágico para ficar limpo depois da batalha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Keyra,  guarde a faca. Murmur, amarre estes três. Vamos fazer o que Ecniv  sugere." Disse Arannis num tom firme, enquanto encarava a ladina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês  é que sabem..."Disse Keyra visivelmente contrariada. Em seguida olhou  para o líder dos orcs e passou o dedo pela própria garganta, num tom de  ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O outro túnel ruiu. Não virão soldados orcs dali. Vamos subir e acabar logo com isto?" Disse Soveliss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim  irmão. Ogramum irá pagar pelas vidas inocentes que ceifou." Respondeu o  eladrin enquanto se teleportava para cima do mesanino de madeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur  empurrou os três orcs para dentro de uma das celas e retornou até onde a  Ordem da Liberdade estava. O goliath não conseguiu deixar de sorrir por  um instante. Estava livre e seus amigos estavam a caminho de Skan e  agora, ele estava com um grupo de heróis um tanto confusos mas  determinados a fazer justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena ponte de madeira era  firme e levava do mesanino, na caverna, até um túnel elevado. Havia uma  maciça porta de madeira no final. Arannis testou a porta. Estava barrada  por um caibro. O paladino olhou para Keyra, esperando uma resposta e  esta deu de ombros e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Derrube...eu abro fechaduras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis  olhou então para Murmur e este entendeu. Usando sua força, o goliath  chutou a porta que caiu inteira. Adrie, em forma de urso, o ajudou.  Havia uma sala com paredes de madeira onde um grupo de orcs muito bem  equipados esperava. No centro da sala estava Ogramum. Era o maior orc  que os heróis haviam visto. Tão alto quanto Murmur e visivelmente mais  forte. Usava uma armadura de metal pintada com símbolos orcs. Uma pele  de urso pendia dos ombros e em suas mãos havia um enorme machado de duas  mãos. Ogramum tinha inúmeras cicatrizes e suas presas eram negras e  pontiagudas.&lt;br /&gt;Atrás dele, dois orcs giravam espadas curvas presas a  correntes e tomavam posição. Subitamente, saindo de outra sala escondida  por uma cortina de couro, surgiu uma mulher orc. Seus seios estavam à  mostra e ela estava pintada da cabeça aos pés. Usava peles e uma  cimitarra na cintura. Trazia consigo um totem escuro e o que mais chamou  a atenção dos heróis foram seus olhos.&lt;br /&gt;As pálpebras estavam pintadas  de negro e dos olhos escoriam lágrimas vermelho-sangue. A impressão era  de que a orc não tinha olhos. Ela gritou em sua língua selvagem e  gargalhou enquanto energías mágicas saíam de seu totem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie  estava em forma de urso e viu que um círculo mágico surgiu aos seus pés.  Correntes vermelhas emergiram do solo, aprisionando a druida. As  correntes queimavam sua carne e se enrolaram em seu corpo, apertanto  cada vez mais. Adrie urrou em sua forma animal e caiu incosciente. Ecniv  tocou sua flauta mágica frenéticamente e energías místicas saíram dela,  curando sua companheira de grupo antes que esta sucumbisse ao poder  malévolo de Vox, a Sem Olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arannis sacou sua espada e gritou enquanto corria na direção de Ogramum e seus homens.&lt;br /&gt;"Por Avandra! Avante Ordem da Liberdade!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur  o seguiu de perto e estes formaram um perímetro perto do túnel,  tentando não ficar cercados. Keyra correu e deu cambalhotas, passando  pelos inimigos e indo até o fundo da sala com sua agilidade felina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie,  retomando a consciência, transformou-se em pássaro e as correntes  caíram no chão, desaparecendo em seguida. A druida voou na direção de  Vox e rodopiou no ar, mudando de alvo na última hora. Transformou-se em  lobo e invocou um lobo feito de energía e ambos saltaram sobre Ogramum,  tentando derrubá-lo. Murmur atacou o líder orc junto com a druida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soveliss  disparava magia contra os lacaios do orc enquanto Arannis protegia o  grupo, ficando entre eles e os orcs. Ecniv se mantinha atrás, atento,  enquanto Keyra lançava adagas e cortava gargantas, movendo-se com a  velocidade de um raio pelo campo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ogramum era um  oponente formidável. Por mais de uma vez ele e os orcs com armas presas a  correntes derrubaram Murmur, o goliath. Mas foi Vox, a Sem Olhos que  desferiu os golpes mais terríveis. Ela lutava de olhos fechados, tomada  por uma fúria terrível.&lt;br /&gt;Então, Murmur a atingiu com sua lança mágica e  perfurou sua coxa. A orc gritou de dor e Ogramum foi tomado por uma  salvageria incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmur então sorriu e atacou novamente a  mulher, atingindo-a no estômago. Ogramum lançou-se sobre o goliath, e  os jdois começaram a trocar golpes rápidos e mortais. Vox correu,  tentando fugir e Adrie rosnou e transformou-se em pantera. Em questão de  segundos alcançou a orc e saltou sobre ela, atingindo-a com as presas  na nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie virou-se, em sua forma de pantera, e estava com a  boca cheia de sangue da inimiga morta. Então correu de volta, assumindo  sua forma élfica e gritou: "Renda-se!" enquanto apontava para o corpo  inerte de Vox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um orc tentou atacar Arannis que estava diante de  Ogramum mas o paladino simplesmente girou a espada e atacou de costas,  sem olhar. A lâmina mágica penetrou fundo na barriga do inimigo que caiu  sem conseguir entender como o eladrin tinha sido tão rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ogramum  estava furioso mas olhou em volta e percebeu que estava sozinho. Seus  homens estavam mortos e sua mulher, Vox, jazia adiante, morta pela elfa.&lt;br /&gt;O enorme orc caiu de joelhos diante de Arannis, soltando seu machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUUUUUUUUUUUUUM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  som de pedra contra pedra ressoou terrivelmente pela caverna. Algo  enorme havia atingido a fortaleza de Ogrmaum e orcs corriam adiante, em  direção ao portão de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUUUUUUUUUUUUUM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o lugar estremeceu e orcs gritaram ordens em sua língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nome de Melora...o que?" Perguntou Adrie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma batalha, estrume das fadas." Respondeu uma voz acima da mesa onde Ogramum e Vox haviam deixado mapas e papeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Ordem da Liberdade olhou na direção da voz e não viram nada. Então, um  vulto negro ficou visível. Era um drow de cabelos curtos, vestindo uma  armadura que emanava uma aura de trevas. Sua capa era negra e ele tinha  duas adagas curtas presas à cintura. Era baixo e sorria como um agente  da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vão matar esse incompetente?"Disse apontando para Ogramum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem é você?" Perguntou Arannis apontando sua espada longa para o drow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este  apenas sorriu e olhou para a cortina de couro ao seu lado. A cortina  mexeu-se e de dentro da sala saiu outro drow. Este trajava uma armadura  de placas negras com o emblema das aranhas de Lolth. Era alto e trazia  consigo uma espada longa preza às costas. Sua capa era roxa e  arrastava-se pelo chão da fortaleza. Na sua mão esquerda levava um elmo  com a viseira trabalhada na forma de um rosto cadavérico de cor negra.  Seus cabelos eram longos, presos numa trança e seu sorriso era  perturbador. Lhe faltava um olho, que havia sido substituído por uma  gema visivelmente mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pesadelo..." sussurou Adrie espantada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora ora...esses não são os escravos fugidos?" Disse o drow na língua comum, com um forte sotaque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei. Mas adoraria matá-los." Disse o outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Eles são estrume...são formigas. Mate Ogramum."Disse Pesadelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  drow sobre a mesa lançou uma de suas adagas curvas e esta cortou o ar  mas Arannis colocou o escudo na frente do orc rendido. A faca bateu  contra o metal e em seguida retornou à mão de seu dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nobre...muito nobre. Vou me lembrar disso, estrume de fadas." Disse o assassino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lembre-se disto!" Gritou Keyra enquanto arremessava sua adaga mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  arma zumbiu pelo ar, na direção de Pesadelo mas este apenas segurou a  arma com a mão enluvada. A adaga desapareceu, retornando á mão de Keyra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brincaremos  outra hora, meio-elfa. Agora temos coisas a fazer." Disse Pesadelo  sorrindo "Vamos."Ordenou calmamente, seguindo para a porta de madeira  onde mais orcs corriam para fora do forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos veremos de novo..."Disse o outro drow ficando invisível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUMMMM!!! BUMMM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais pedras atingiram a fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pode ser o exército de Skan." Disse Murmur&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há tempo. Adrie?" Disse Arannis virando-se para a druida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Peguei tudo."Respondeu a druida, que havia guardado mapas e cartas tomadas de Vox, a Sem olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos embora." Disse o paladino que foi seguido pelos demais. "Keyra?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esperem, tem um baú aqui nesta sala." Disse a ladina "Um bem grande".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois  de desarmar uma armadilha simples, Keyra abriu o baú que continha  vários itens incluíndo uma pele de urso mágica e dinheiro. No afundo de  um saco de couro, a ladina encontrou um diamante astral. Sem saber o que  era, a meio-elfa guardou-o em sua própria bolsa, sem que os demais  percebessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bonito..."Pensou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos embora!" Gritou Arannis quando a caverna estremeceu novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ar puro! Finalmente!" Suspirou Soveliss quando o grupo deixou o túnel pútrido onde os orcs jogavam cadáveres e lixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ahhhh!  Digo o mesmo, ser inferior! Vocês são estúpidos de ficar enfurnando-me  em lugares escuros e apertados. Karrak-dur, o dominador, não pode mais  ser aprisionado dessa forma!" Vociferou a tiara de Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo  inteiro olhou na direção do gnomo que sorriu, tirando a tiara. Ecniv  olhou para a fina banda de ouro com pedras preciosas e suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Karrak-dur, você alguma vez voou na vida?"Disse o bardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Claro que não criatura estúpida. Ande coloque-me de volta! Assim ordena Karrak-dur!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv olhou para o resto do grupo e então para o mar, abaixo, a centenas de metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sempre há uma primeira vez. Adeus Karrak-dur!" Disse Ecniv arremessando a tiara ao mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NÃO!  NAAAAAAÃO!" Ouviu-se a voz da tiara nas cabeças dos heróis enquanto  Soveliss estendia os braços na direção do precipício repetindo "Não!  NAAAAAAÃO!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ecniv apenas sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-1976051863878597172?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/1976051863878597172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/reencontros-parte-i_16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1976051863878597172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/1976051863878597172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/reencontros-parte-i_16.html' title='Reencontros - Parte I'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-479470957630067120</id><published>2010-09-16T03:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T03:51:00.819-07:00</updated><title type='text'>Biografias: Ecniv</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TJH2K49NYaI/AAAAAAAAAi4/r4PCL1cdfNw/s1600/Ecniv.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 185px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TJH2K49NYaI/AAAAAAAAAi4/r4PCL1cdfNw/s200/Ecniv.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517461685453808034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Raça:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Gnomo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Classe:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Bardo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Jogador:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Lobo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascem em Fynlae uma pequena cidade em Feywild dois gnomos idênticos, um com os olhos brilhantes e bem curiosos e outro mais retido e sério. Eles são Ecniv e Vince. Descendentes dos Arones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fynlae tinha uma estrutura muito organizada, contendo escolas, comércio e serviços. Seus governantes conseguiam mantê-la em ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de idênticos na aparência, eles tinham gênios opostos. A doçura e amabilidade de Ecniv contrastava grandemente à maneira objetiva e às vezes fria de Vince, que muitas vezes parecia se comprazer nas vitórias mais sangrentas que obtinha na Escola de Lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irmãos passam sua infância convivendo entre Gnomos em Fynlae, Ecniv entra para a escola de Lirismo Arcano e Vince de Arte das Lâminas. Ecniv e Vince se mostram excelentes alunos, orgulhando seus pais. Ecniv escolheu Lirismo Arcano para seguir a linha de seu pai, que era bardo. Um famoso bardo que trazia histórias de fora de Agrestia das Fadas. Já Vince escolheu Arte das Lâminas por anseio próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv se formou em Lirismo Arcano recebendo de presente uma flauta mágica, Vince também se formou, mas em Arte das Lâminas, ele ganhou uma jóia como prêmio de formatura, mas pouco tempo depois de formados, enquanto estavam na taberna da mãe, Salem, seu pai Melmer chega ofegante na porta gritando para pegarem as coisas e seguirem-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles saíram correndo sem saber o que estava acontecendo, todos os gnomos estavam em pânico, ouvia-se gritos, barulho de espadas, alguns gritavam: "FOMORES!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melmer os levou para a Floresta Castanha, em uma comunidade de gnomos. Poucos gnomos conseguiram sair de Fynlae a tempo. Foram pegos pelos Fomores... Fynlae foi destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o choque da fuga, Ecniv e Vince resolvem ajudar a comunidade, embora Vince reclamasse a todo momento que queria sair dali, e conhecer outros horizontes. Empolgado e servo de Avandra Ecniv se maravilha com a idéia. Mas pede para esperar pois pai deles estava doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Clérigo da comunidade avisa à família de Ecniv que infelizmente Melmer não resistirá, pois ele contraiu uma doença de fora e ele não conseguiu descobrir a causa para poder cuidar. E três dias depois Melmer vem a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima era muito triste na família de Ecniv. Ecniv olhava para a floresta no desejo de conhecer o mundo, de viajar. Enquanto Vince andava com os amigos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecniv e Vince se despedem de sua mãe. Ela deixa algumas moedas de ouro para os dois, entrega para Ecniv um pequeno diário para ele e pede que mantenham contato. Eles partem rumo às aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noroeste eles encontram uma cidadela com uma feira movimentada. No canto perto da floresta um homem vendia animais presos e maltratava alguns, havia animais exóticos entre outros. Ecniv tentou conversar com o homem, pois não concordava com aquilo, com o fato dele prender os animais e menos ainda com o fato dele maltratar. A conversa foi esquentando e eles começaram a brigar, Ecniv acabou quebrando as jaulas libertando alguns animais que atacaram o homem. Vince se divertindo com a bagunça soltou o restante que estavam presos a correntes. Entre os animais presos estava um pequeno pássaro azul..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles tiveram que deixar a cidadela depois do tumulto. Mas o pequeno pássaro não deixava Ecniv, estava sempre seguindo o Gnomo, até que Ecniv esticou a mão e viu o pássaro pousar. Era um belo agapornis azul e branco, tinha uma bela canção. Ecniv o batizou de Anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles seguem se aventurando, até que quando estavam em Ilíria, Ecniv conferiu suas finanças e viu que estavam sem dinheiro, mais um pouco eles não teriam dinheiro nem para comida. Então começou a rodar Ilíria em busca de serviço enquanto seu irmão Vince estava sumido pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa taverna Ecniv escutou um grupo falando que iriam para uma Ilha perto dali, mas que precisavam de aliados. Ecniv, então se mete na conversa e se apresenta, falando que seu irmão também pode ser um bom aliado, e que aceitam trabalhar para eles. O grupo não explica muito bem que eles estavam indo explorar a Ilha dos Mortos. E eles seguem para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma ilha estranha, quando chegaram não viram porto, cidade, tavernas, nada, apenas uma floresta petrificada, e no céu, uma nuvem de trevas cobria a ilha, mantendo-a sempre escura, como se estivessem numa noite sem lua. Dando um toque mais sombrio para a ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia Ecniv de seu destino. Vince olhava apaixonado pela elfa que escondia seu rosto a todo momento. Seria ela uma drow? Eles zarparam e entraram adentro da floresta petrificada. Anjo desesperado bicava a cabeça de Ecniv e tentava puxar em vão sua gola para que Ecniv não entrasse... É ali que seu destino iria mudar e ele irá conhecer novos aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles entraram adiante e foram parar em uma clareira rodeada com dez pedras espelhadas, Anjo estava muito agitado. O grupo resolve explorar melhor a clareira, Ecniv para diante de uma pedra e observa curioso. De repente flechas começam a vir de todos os lados e Ecniv olha para todos do grupo com um olhar assustado, seu corpo estava virando pedra, ele tentava se soltar, se mover até que tudo escureceu para ele...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-479470957630067120?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/479470957630067120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/biografias-ecniv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/479470957630067120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/479470957630067120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/biografias-ecniv.html' title='Biografias: Ecniv'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/TJH2K49NYaI/AAAAAAAAAi4/r4PCL1cdfNw/s72-c/Ecniv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-6590423244635872172</id><published>2010-09-14T14:44:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T14:53:49.211-07:00</updated><title type='text'>Ecniv</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas de Ecniv aos membros da Ordem da Liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de conhecê-los eu andava em um grupo de aventureiros, diferente de vocês que são para mim uma família. Meu irmão fazia parte desse grupo, mas eu não fazia parte... Tinha apenas um pássaro por companheiro. Sou eternamente grato a Avandra por conhecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente não tivemos muito tempo para compartilhar nossa história, nosso passado, e assim conhecer melhor cada um. Mas deixo uma carta para cada um de vocês, fica a seus critérios se vão querer compartilhar ou guardar para si essas cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para dizer que há um tempo atrás, diante da necessidade de identificarmos nosso grupo, sugeri o atual título de Ordem da Liberdade, remetendo à nossa luta para libertar o mundo do mal vindouro de Agrom Vimak. Quanto ao emblema, é um presente pra vocês, as capas para Keyra e Arannis e as túnicas para Adrie e Soveliss. E por fim um estandarte para vocês usarem mais pra frente, quando necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podem ver, em Skan, mostrei a um artista o desenho que fiz em meu diário, pedi que fosse feito com cuidado e carinho do melhor material, que dure muito tempo e mantenha a beleza que vejo em vocês como um grupo. Um belo tecido negro de bom caimento, aveludado, com borda em fios de prata, e seu emblema bordado também em fios de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem da Liberdade, me lembra o vôo, nada melhor que o pégasus para representar seu estandarte, e no centro o cavalo alado lembrando os excelentes trabalhos feito por Soveliss ao invocar os cavalos. Espero que gostem, esse é meu presente de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado por serem parte de minha vida. Manteremos contato.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;À Adrie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela elfa! Você devia andar mais vezes na sua verdadeira forma, as outras são belas, mas você como elfa ilumina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrie, em nenhum momento eu te trataria mal, desculpe-me pela situação com Karrak-Dur, aquela Tiara besta. Mas sempre a trato com carinho pois te admiro muito, pela sua garra e força, continue assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de pedir que você tome cuidado quando beber. Tive que carregá-la (por sorte como uma pequena gatinha) para o quarto para descansar. Outras pessoas poderiam se aproveitar de ti. Mas graças a Avandra estávamos todos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto muito pela sua perda, meus sentimentos para ti. Se precisar de qualquer coisa, esse pequeno gnomo pode te ajudar para acalmar seu coração com uma música. Na distância, escreva pra mim. Eu me disponho a ajudá-la. Sei que preferes a reclusão. Mas mesmo assim me ofereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho me despeço da grande serva da natureza.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nobre amigo paladino! Avandra nos deu a graça de sua presença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo sua preocupação no dia a dia, um grande sofrimento. Mas Arannis, olhe em sua volta, você tem poderosos amigos. Cuide deles. Você está muito focado em resolver um problema criado anteriormente, com isso fechando os olhos à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra seus olhos e veja, você tem grandes aliados, Adrie, Keyra, seu irmão Soveliss e eu, claro! Mas cuide também de seus aliados, pois você precisa deles assim como eles precisam de ti. Adrie e Keyra estão muito distante. Aproxime-se delas e aproxime a todos. Mais do que uma missão cumprida, do que a honra e a glória, vocês precisam de união. E pelo que vi, é também uma responsabilidade sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se meu amigo, cuidar não é apenas proteger a todos nós em batalha, que é um ato muito nobre de sua parte. É estar próximo. Você vai ver que não estarás cuidando somente dos aliados como vai permitir que eles também cuide de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araniss, abaixe sua arma, use-a no inimigo, deixe Keyra e Adrie se aproximar de você. E avante com a Ordem da Liberdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você com certeza trará sucesso à Ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço de um humilde servo de Avandra.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;À Keyra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-la pela primeira vez me fez brilhar meus olhos com sua beleza. Mas não é sobre isso que quero falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei desde o início que você nunca gostou muito da minha presença, até entendo perfeitamente, mas o tempo era tão curto que não pude me apresentar melhor e nem conhecê-la melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que você reclame que pareça que não confio em você. Nos momentos que vou atrás de ti quando você vai a frente. Vou te explicar por quê:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode não entender, mas me preocupo com todos. Cada minuto que não sei o que está acontecendo com vocês me preocupa mais, eu preciso encontrá-los para vê-los bem, principalmente você Keyra. Apesar de não parecer, nós tivemos muito contato, mesmo brigando você era a pessoa que mais falava comigo. Sou muito grato a isso. Me preocupo com vocês porque gosto muito de vocês. Vocês são pra mim minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra, confio em ti, sei que vou ficar muito preocupado com você nessa missão, querendo saber se vocês estão bem. Por favor, mantenha contato, mande-me notícias dizendo se você está bem. Com essas notícias acalmarás meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um grande carinho e admiração.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao Soveliss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorado mago amigo! Que a magia o leve além e além!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo a ti crescimento no conhecimento arcano! Que você se torne o maior dos maiores magos. É o maior que eu já conheci. Mas também desejo juízo, que você saiba escolher entre o bem e o mal. Me desculpa meu jovem amigo eladrin. Notei seu sofrimento quando joguei Karrak-Dur ao mar. Ele era mau, faria mal a todos nós. Por mais que a magia seja bela, quando focada ao mal ela pode prejudicar até a nós mesmos. Tome cuidado com elas. Karrak-Dur tentava prejudicar a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um enorme prazer compartilhar meus conhecimentos arcanos com você. Te ajudar e ser ajudado nos nossos rituais e entendimentos dos poderes da magia. Desejo sucesso para ti. Espero te ver em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço fraternal.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ao Kubik (Se não souber ler passe ao Soveliss)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara criatura fedorenta que conquistou meu respeito e admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me salvar na batalha contra o dragão, você conquistou meu respeito e minha admiração. Antes eu te via apenas como um servo de Soveliss, mas hoje sei que você é mais que isso. Você tem uma grande nobreza em seu coração. Uma valentia que pouco exploras. Salvastes a mim e também ao grupo. Parabéns corajoso aventureiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa minha viagem levarei você em minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos cumprimentos do bardo.&lt;br /&gt;Ecniv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Lobo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-6590423244635872172?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/6590423244635872172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/ecniv.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6590423244635872172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/6590423244635872172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/ecniv.html' title='Ecniv'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-635190413481156371</id><published>2010-09-14T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T09:42:43.584-07:00</updated><title type='text'>Soveliss</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif"; 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Alias, tenho certeza que, somente os mais capacitados adquirem ele.&lt;br /&gt;O poder, na minha antiga concepção, era aquela força inata, a vontade que molda tudo ao redor, forjada com estudo e principalmente prática. Os compêndios arcanos, a mente onipotente que vira fogo, água, eletricidade, nos faz mais rápidos e,  inclusive, nos leva à FEYWILD por alguns instantes.&lt;br /&gt;Agora eu os chamo, PODERES. Todas as coisas que passei e presenciei me fizeram ver isso. O Poder é dividido em vários ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Araniss tira poder de sua fé, é presenteado por sua deusa Avandra, por sua conduta e, acredito eu, por seu amor ao sacrifício próprio em prol dos outros. Isso é algo que não entendo em completo.&lt;br /&gt;Há em Medrash uma espécie de fé também,  particularmente mais curiosa que a de meu irmão, pois ele não é agraciado por seu deus Bahamut (que em homenagem, pus o mesmo nome no meu próprio pseudo-dragão). O poder do Dragonborn vem de sua inspiração. Seus brados e seu espírito de liderança o faz ser diferente, as pessoas o amam simplesmente porque ele as inspira a seguirem em frente.&lt;br /&gt;Keyra é mais curiosa, sua arte é quase como a minha. Metódica, calculada, calculista e controlada. Acredito que ela seja a única que me entende, ou em partes, assim como eu a ela. Tenho grande carinho por ela, apesar de ainda estarmos conhecendo. Raro, mui raro. Vou pensar mais sobre isso depois.&lt;br /&gt;Vivências estão me mostrando o quão alto posso ir e estão revelando que, primeiro, temos que entender o nosso próprio Poder.&lt;br /&gt;Há também uma elfa que recentemente entrou no nosso grupo. Por algum motivo, ela me parece ser boa gente, tanto que evitei Keyra de fazer algo contra ela. Não algo ruim, mas alguma arte.&lt;br /&gt;Talvez seja o fato de, pela primeira vez, alguém além de meu irmão entende meu senso feérico.. Alguém tão vívido quanto eu, pois Keyra tem o talento em si, mas o sangue mestiço a faz perder boa parte de sua realidade Fey.&lt;br /&gt;Ela veio buscar conhecimento comigo e espero que ela não me decepcione, como EU mesmo já fiz comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2º registro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Qual a melhor forma de fazer com que as pessoas diferentes de você mesmo realizem algum feito junto com você, sendo que idealizam aquilo de forma quase que contrária?&lt;br /&gt;Podemos USAR essa visão?&lt;br /&gt;O perigo seria que, para algumas pessoas, isso seria manipulação. Seria uma forma errônea de adquirir algo.&lt;br /&gt;Penso que talvez isso seja balela. Visionários dão visão para aqueles que não a tem. Não é o que Medrash faz quando inspira em combate, ou não é o que meu próprio irmão faz para continuar de pé, apesar de todos os golpes?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Conversei com meu irmão e creio que estamos no caminho certo. Juntar as três partes da espada esta dando trabalho, mas dá uma motivação para cinco pessoas: dois eladrins, um dragonborn, uma meio-elfa e uma elfa, para unirem-se em um objetivo em comum e, melhor ainda, evoluirmos dentro de nossas próprias visões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;3º registro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Certos acontecimentos e escolhas acontecem para nos deixar desconsertados ou então nos fazer questionar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Digo isso porque, ter meses de ódio e de rancor, três meses longos de sofrimento e humilhações.&lt;br /&gt;Kubik, meu fiel escudeiro e carregador de malas, deu-me a chance de fugir e com isso achar meu irmão.&lt;br /&gt;Certas escolhas são difíceis de entender e uma estranha ligação entre eu e meu irmão se fez mais forte. Quero dizer, há aquelas pessoas que você depende e há aquelas em que você simplesmente DECIDE querer depender.&lt;br /&gt;A estranha ligação que sinto com meu irmão é simplesmente conceituada numa frase: “Podemos viver separados, porém, ainda podemos E queremos viver juntos”.&lt;br /&gt;Nesse tempo todo, percebi que preciso que ele me proteja, mas simplesmente porque decidi assim. Araniss por outro lado, decidiu que precisa me proteger. Separados somos fortes, juntos somos invencíveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Pode parecer estranho, mas somos gêmeos, nascemos juntos, sofremos juntos, mas idealizamos diferentemente. Mas nossa escolha foi essa: Escolhemos que, mesmo sendo lados opostos da moeda, precisamos que ele me proteja, e que eu seja protegido por ele. Vai entender... eu simplesmente o amo por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;4º registro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A morte.&lt;br /&gt;A morte é algo indecifrável,  mesmo para quem a encara todos os dias.&lt;br /&gt;Medo e dor a acompanham muitas vezes. Medo de morrer, medo de sentir dor. A dor de morrer. A dor de ver morrer. A dor de ver a dor.&lt;br /&gt;Num mundo brutal, a morte é comum. Mesmo eu, sem armas corpóreas, já matei. Era eu ou eles. Quem disse que eles estavam errados? Eu. Explico o porque.&lt;br /&gt;Tudo que sei é que tenho uma idéia do que fazer, me parece razoável, então acho que estou certo. Mais certo que o certo daqueles que atacam meu grupo.&lt;br /&gt;A morte é sempre triste para aqueles que ficam, e para os que não tem nenhuma idéia de como ela é.&lt;br /&gt;Os deuses nos abraçarão? Corellon me separara de meu irmão? Creio que não. Nossa ligação é mais forte que qualquer deus, ouso dizer.&lt;br /&gt;Se fosse para eu escolher... ainda continuaria com ele, mesmo que Corellon em pessoa viesse me buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu um pensamento de além vida quando Carric faleceu. Novo para qualquer elfo, qualquer eladrin.&lt;br /&gt;Ele não era de falar, mas tenho certeza que Adrie o admirava muito. Com o tempo poderiam até entrelaçar espíritos.&lt;br /&gt;São tempos difíceis e é triste ver um representante de uma raça tão nobre morrer cedo. Pensei em Damara naquela hora em que meu espírito gelou, ao confirmarmos que o corpo no tumulo era de Carric.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Foi diferente, algo me gelou. Uma preocupação. “És preciosa demais para perdemos você”, falei uma vez para Keyra. Abracei mais de uma vez Adrie em forma de arvore.&lt;br /&gt;Falei bastante sobre compêndios arcanos com Ecniv.. Senti falta de Medrash...&lt;br /&gt;Naquele momento, todo o mundo ficou mais gelado, me pareceu mais vazio e por um momento eu deixei que eu somente fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos azuis viram os olhos dos de meu irmão... pensei nos cabelos vermelhos de Damara, e vi o grupo reunido apesar de tudo.&lt;br /&gt;Havia um calor entre o pessoal, havia sol... apesar do tempo escuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”São tempos sombrios, mas não é porque o céu escureceu que o sol deixou de brilhar”...&lt;br /&gt;Lembrou-me também que nunca fui antes apegado ao amor...&lt;br /&gt;Uma eladrin jovem tocou-me uma vez, a muito tempo, quando éramos crianças e a expeli.&lt;br /&gt;Ela perguntou então, tocando-me no braço: “Não consegues amar ninguém?”&lt;br /&gt;Eu a olhei com um olhar mau, confesso, era quase todos os dias espancado pelos outros meninos e meu irmão me defendia, então adquiri esse olhar, quando não estava com Araniss. A olhei no fundo dos olhos, dei-lhe um tapa na mão e falei: “Tire as patas”....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me disso agora e me veio na cabeça, a diferença que foi com Damara... Quero-a perto...&lt;br /&gt;Estou mudando...&lt;br /&gt;E estou gostando disso...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;P.S: Lemos umas cartas e os drows parecem ter parte com tudo que esta havendo. Será que meu irmão não vê que o que estamos fazendo é JUSTIÇA e não VINGANÇA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por P.R&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt; 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 mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Retornar não é mais tão bom como era antes...” pensou Keyra quando ela e seus demais companheiros voltaram à Skan depois de derrotar Ogramum. A viagem foi cansativa, lenta e com algumas baixas durante o caminho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por mais que sentisse um alívio momentâneo por ter conseguido trazer de volta alguns sobreviventes, a tristeza e o medo nos olhar das pessoas da cidade pesavam na consciência de Keyra. Ela se sentia culpada por se sentir feliz em voltar com vida sendo que muitos ficaram pelo caminho. Sua cabeça estava imersa em confusão há bastante tempo. Ela sabia disso, mas não sabia ao certo como lidar com essa situação. Na verdade não sabia nem o que estava acontecendo direito, só sentia que algo havia mudado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Depois de dois dias do retorno da Ordem da Liberdade ao reino, depois de cumprir com todos os “eventos protocolares” do rei, Keyra resolveu se distanciar um pouco do grupo para organizar seus pensamentos. Há tempos que ela não se sentia “ela mesma”. Estava sentindo falta de desvendar os mistérios de uma grande cidade, pois foi isso que a sua infância em Ilíria lhe proporcionou. Por mais que se considere uma pessoa do mundo (é seguidora fiel de Avandra), Keyra gosta de conhecer a fundo as cidades por onde passa, suas esquinas, ruas, prováveis rotas de fuga caso resolva “pegar emprestado” alguma coisa bela e brilhante, enfim, conhecer o lado da cidade onde a lei não alcança. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E, claro, fez contatos. Para ela, andar com as pessoas certas (ou erradas, depende do ponto de vista) é uma arma poderosa caso se precise alguma coisa no futuro. Desde que começou a andar com seus companheiros da Ordem ela começou a se sentir reprimida a fazer aquilo que faz melhor, que é roubar. Por isso dedicou grande parte do seu tempo envolvida com a guilda de ladrões da cidade, praticando suas habilidades em companhia de pessoas que a entendem e a aceitam como é. Conseguiu construir uma relação respeitosa com Aslom, que se intitulava o líder da guilda, e Raskon, o githzerai. Foi por meio deles que ela conheceu Barras, um hafling assassino bastante conhecido no submundo por sua maldade e seus feitos bizarros. Keyra conseguiu aprender algumas técnicas com ele – apesar dele não ser “melhor que ela”, somente diferente, teve outra vida, seguiu por outros caminhos&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E foi em um encontro desses que ela acabou conhecendo Mal, um humano jovem que tentava iniciar sua vida em meio aos ladrões. Eles se conheceram quando ele, em vão, tentou roubar uma peça de cristal de uma taverna qualquer e foi surpreendido por guardas. Se não fosse pela Keyra e seus incríveis dotes de camuflagem no meio da multidão, ele estaria preso agora. Começaram a andar juntos e ela acabou encantada com a determinação dele de querer ser alguém na vida. Não queria ser temido, somente respeitado. De uma certa forma ele a lembrava dela durante a adolescência. No entanto, como é um rapaz de atitude, ele a acabou encantando quando decidiu que queria tê-la a qualquer custo. Por mais que fosse uma mulher linda, os homens se sentiam intimidados pelo seu estilo de vida e habilidades. Ele não.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Porém, ao mesmo tempo ela sentia que era errado estar ali com ele. Sentia que poderia estar “poluindo-o” com sua alma corrompida. Afinal, ela trabalhou como assassina de gente inocente por três meses de sua vida, quando ficaram presos no subterrâneo a mercê de drows. Ela matou muita gente e acabou dominando essa arte. Depois de um tempo, matar não era mais tão impactante como já fora um dia. Passou a ser algo normal, corriqueiro, sem importância. E o por incrível que pareça ela não foi criticada por seus companheiros por ter se sujeitado a isso. Nem mesmo o Arannis, que é a pessoa mais sensata e boa que ela conhece, se preocupou em ver se essa vida a havia traumatizado, ou corrompido. Parecia estar tudo bem por ele.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Numa noite, rumores tomaram a cidade dizendo que haveria um culto a um demônio chamado Asmodeus em uma base secreta escondida no submundo. Os clérigos dessa seita, apesar de serem poucos em Skan, tinham costume de realizar sacrifícios humanos com certa frequência e isso animou a Keyra e Mal a tentarem sabotar o ritual. Conseguiram informações de uma provável localização e mais alguns capangas para irem junto. No caminho, tiveram a seguinte conversa:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Quando você vai embora?” Perguntou Mal, pela primeira vez tocando no assunto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Não sei ao certo, tenho que ver com o Arannis. Acho que amanhã teremos um almoço na casa do tal Mumur. Devemos nos decidir lá. Porquê?”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Nada, só pra saber... Quem é esse Murmur afinal? Amigo de vocês?”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Keyra estava brincando com sua adaga, como é de costume quando faz algo não tão interessante.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Não sei também, mas parece ser um bom goliath. Quando lutamos juntos teve uma hora que ele se colocou na minha frente para me proteger. Levou uma espadada que deve ter doido muito! Mas não é meu amigo, não. Mas já deve ser dos outros. Aqueles lá confiam em qualquer um.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“E isso é ruim? Afinal, eles não são que nem nós...” Perguntou Mal impressionado com a súbita mudança de postura de Keyra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“É ruim sim, pois da mesma forma que eles confiam, também esquecem! Mas já cansei de me preocupar e não quero mais pensar sobre isso.” disse Keyra, se mostrando impaciente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando se aproximaram do local onde seria a entrada dos fundos de onde seria realizado o culto, Keyra guardou sua adaga e passou orientações aos demais. Ela e Mal iriam tentar entrar no templo escondidos e encontrar uma entrada alternativa para os outros. A ideia era que eles entrassem e criassem alguma distração para chamar a atenção dos clérigos. Uma vez feito isso, ela e Mal soltariam a vítima humana e levariam tudo de valor que encontrassem pelo caminho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E foi justamente isso que fizeram. Sem muito trabalho Keyra conseguiu encontrar uma pequena entrada guardada por um homem somente. Escondendo-se nas sombras, posicionou-se atrás do guarda usou sua adaga para atingí-lo. Não o matou, mas atingiu um ponto específico que o fez desmaiar de dor. Mal acompanhava os passos da ladina com atenção e total admiração, tentando aprender alguma coisa. Ele a ajudou a esconder o guarda desmaiado em um canto nas sombras e, em seguida, aprendeu a desarmar uma fechadura. Entraram sem dificuldades, apesar de saberem que o local é bem guardado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Eu queria que você ficasse mais. Dez dias é muito pouco...” murmurou Mal, não conseguindo conter a ansiedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Você realmente acha que esse é o melhor momento de falar sobre isso? Preste atenção no que estamos fazendo e fale baixo. Concentre-se!”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Mas é a verdade! Porque você não fica? Parece que você nem gosta mais dos seus amigos da Ordem. Parece magoada...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Não fale assim!” disse Keyra interrompendo, irritada. “Você não os conhece. Não conhece nem a mim direito. E outra, gosto demais deles, são minha família. Portanto não gostaria de falar sobre isso contigo, ainda mais aqui, dentro da tocaia do inimigo!”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Estavam numa sala que mais parecia servir de estocagem de alimentos. Havia sacos com grãos, muita carne seca e barris de cerveja. Não havia muita coisa interessante lá dentro, mas tudo o que parecia ter um mínimo de valor era colocado dentro da bolsa mágica de Mal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Sabe que eu sempre quis ter uma dessas? A que nós temos fica com o Arannis e ele nunca me deixou ficar com ela.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Por que não? Ele não confia em você?”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Confia. Er... quer dizer... Na verdade não sei. Eu confio neles com a minha vida, mas acho que eles não sentem o mesmo” disse Keyra, demonstrando certa tristeza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ela se aproximou de uma porta no final da sala. Conseguiu abrí-la e os dois deram de cara com um corredor longo, praticamente sem iluminação. Um pouco adiante viram uma porta à direita e imaginaram que talvez aquela seria uma boa entrada para os capangas que ainda esperavam do lado de fora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Quer tentar abrir essa porta?” Perguntou, tentando bancar a boa professora enquanto passava as ferramentas a Mal. Ele aceitou e demonstrou alegria enquanto se aproximava da porta. Ele perdeu uns 5 minutos até conseguir arrombar a fechadura. Nesse meio tempo, Keyra conseguiu dar uma boa andada pelo local e descobriu mais duas portas a frente, no final do corredor. Uma, aparentemente, levava ao salão onde estava para ser iniciado o ritual. A outra, a da esquerda, era um mistério.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando os capangas chegaram ao corredor, Keyra os orientou a esperarem alguns minutos antes de atraí-los para a cozinha – ela e Mal dariam um jeito de sabotar o altar. Ela não confiava nem um pouco naqueles sujeitos, mas tinha certeza que se tudo desse errado, os dois conseguiriam sair dali sem problemas. Ela também os alertou da possibilidade de mais guardas chegarem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ela e Mal entraram pela porta da esquerda. Era uma sala abandonada, cheia de entulhos e com o teto muito alto. Com muita agilidade Keyra conseguiu subir nos entulhos e desapareceu pelo teto escuro de madeira. Mal ficou um pouco desorientado até que ela reapareceu dizendo que havia encontrado uma passagem que os levaria exatamente acima do grande candelabro central. Dentro de poucos minutos os dois já estavam devidamente posicionados esperando os idiotas atraírem os clérigos até o corredor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Sabe, não é que eles não confiem em mim...” começou Keyra, com o olhar claramente desiludido “...é que às vezes eu me sinto descartável dentro do grupo, como se pudesse ser facilmente substituída a qualquer momento. Mais ou menos como foi com o Medrash. Ele desapareceu e depois o Ecniv surgiu e tudo ficou bem. Eu me irritei com isso, tratei ele muito mal no início porque senti que ele estava tomando o lugar de outra pessoa que me era muito importante. E o pior é que o pessoal entrou na dele rapidinho.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mal não se atreveu a dizer nada. Ele sabia que aquele era um desabafo que deveria estar entalado ali na garganta dela há bastante tempo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Uma vez, quando estávamos no mundo das sombras, comecei a discutir com todos do grupo para ficarmos lá para encontrarmos uma coisa, mas todos queriam sair. Eu fui a única que queria ficar. Discuti muito com todos e só depois fui perceber que os estava testando. Testando para saber se eles ainda gostavam de mim, se ainda me aguentavam, se ainda eram fiéis a mim assim como sou a eles...” Parou um instante. Respirou fundo e continuou “A possibilidade de nos separarmos me assusta muito. Gosto muito de todos, mas sinto que estou indo por um caminho que eles não podem aceitar. Acho que estou perdendo um pouco da fé na bondade. Há tanta dor no mundo, tanta maldade... Pra que lutar contra isso? Está sendo tão natural pra mim...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Antes que Mal pudesse sequer ensaiar uma resposta, os clérigos começaram a se agitar logo abaixo. Dois deles entraram por uma porta que levava ao corredor que estiveram antes. Em seguida voltaram gritando e chamando os guardas para aquela direção. Era a hora! Os dois se seguraram no grande candelabro e em segundos já estava saqueando tudo o que parecia ser no mínimo interessante naquela sala. Era relativamente pequena, com um altar onde um garoto de 12 ou 13 anos estava amarrado, desorientado e totalmente drogado. O local era iluminado por velas avermelhadas, havia símbolos estranhos nas paredes, muitas ervas e poções, livros com caracteres estranhos, facas e adagas afiadas, sangue, muito sangue, e algumas “coisas brilhantes” bem bonitas. Mal andava pela sala desesperado jogando tudo o que via pela frente dentro da bolsa enquanto Keyra desamarrava o garoto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eles ficaram naquela brincadeira durante alguns minutos, quando o barulho das espadas começou a se aproximar pelo corredor. Keyra conseguiu sair da sala com o garoto nas costas, seguida imediatamente por Mal. Acabaram usando uma via alternativa para sair e em poucos segundos já estavam de volta nas ruas de Skan. Keyra ainda voltou para ver se algum dos capangas havia sobrevivido e retornou com apenas um deles, completamente ensanguentado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Meus amigos morreram, mas ao menos levamos todos conosco!” Disse o moribundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Parabéns, vocês fizeram um trabalho maravilhoso!” Disse Keyra, em tom de sarcasmo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;________________________________&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; No dia seguinte, logo pela manhã, Mal não se conteve e retomou a conversa da noite anterior:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Eu REALMENTE queria que você ficasse mais tempo comigo. Deixe-os e fica. Vai?”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Bom dia, garoto.” Disse ela enquanto o beijava, ainda deitada na cama. “Para quem quer conquistar o mundo você anda muito emotivo. E olha que eu ainda nem conheço o sul, como você espera que eu aceite ficar em Skan...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Eu estou falando sério!” Disse ele, impaciente “você nem sabe se eles sequer confiam em você. Eu confio! Dou minha bolsa mágica pra você segurar o tempo todo! Toma, é sua!”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Garoto...” ela achou encantador aquele desespero do rapaz recém-saído da adolescência doido para não perder sua primeira paixão. Pegou a bolsa e a colocou na mochila. Aquilo mexeu com ela mais do que imaginava. “Coloque os pés nos chão: desde o início sabíamos que isso aqui duraria mais ou menos dez dias. E você tem muito a crescer ainda, o mundo inteiro pra conhecer. Nunca nem viu um orc na vida!”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ele ainda resmungou algumas coisas enquanto ela se vestia para ir ao almoço na casa de Murmur. Ele estava fazendo de tudo para convencê-la a ficar. “E porque você está insistindo nesse grupo que sequer confia em você?”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Insisto porque sei que é unicamente por causa deles que eu ainda não me perdi, não me tornei uma assassina ou um monstro como o Barras. Ainda não estou pronta para abrir mão deles, não quero me tornar uma pessoa má... Mas, nunca se sabe o dia de amanhã!” falou enquanto saía pela porta, em direção a casa de Murmur, sorrindo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No caminho encontrou Soveliss e Adrie. Se sentiu feliz, mas algo ainda continuava fora do lugar...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por C.R.T&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-3882229122787525218?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/3882229122787525218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/keyra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3882229122787525218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/3882229122787525218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/09/keyra.html' title='Keyra'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-74968305206887787</id><published>2010-08-25T16:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T17:39:40.723-07:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, ao sul de Ilíria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"São quinhentos. Não mais que isso. E não devem ser bem treinados. Eles não tiveram tempo." Disse o meio-elfo de cima de seu cavalo. "Mande mensageiros até a rainha." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhor!"Respondeu um humano montado num cavalo mais leve e carregando pouco equipamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O batedor empinou seu cavalo e desceu pela colina, passando pela coluna de homens e animais que subia. O estandarte de Ilíria, as asas brancas sobre um fundo azul-escuro, estava em toda parte. A coluna era constituída por mil guerreiros treinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio elfo continuou olhando para o sul. Era um dos capitães de Ilíria. Sua cota de malha era azulada, feita com técnicas eladrins pelos melhores armeiros do reino. Usava uma túnica negra por cima da cota, com o brazão real, e sua capa era azul-escura e cobria o dorso de seu cavalo de batalha. Levava uma lança consigo e o elmo pendia da sela, coroado por asas de prata. O capitão  espantou uma mosca e puxou os longos cabelos loiros para trás. Lhe faltava uma orelha e uma longa cicatriz marcava seu rosto com traços élficos. Seu nome era apenas Linch mas era conhecido como Lorde Linch o Rápido há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demonstrava mas estava preocupado. O que teria feito os sulistas atacarem tantas aldeias ao sul? O que estaria trazendo a guerra a Ilíria? Não importava. Ele estava lá para cumprir seu dever e morrer por sua rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, ao sul, um exército de quinhentos homens aguardava sobre uma colina similar, do outro lado do campo que logo estaria coberto de homens gritando e aço chocando-se com aço em meio a bolas de fogo e raios. Os sulistas eram guerreiros selvagens, até onde se sabia. O último confronto entre Ilíria e os reinos do sul havia acontecido há mais de cinquenta anos e o máximo que os dois povos viam eram pequenas escaramuças aqui e ali. Era diferente agora. Os 'selvagens' estavam organizados e em grande número. Ainda assim, em menos número que as forças de Ilíria que vinham acompanhadas por duas hostes de mercenários recrutados nos últimos meses.&lt;br /&gt;No entanto, mesmo com a disparidade, os sulistas tocavam seus tambores e trombetas entre lanças e estandartes que tremulavam à luz do sol daquela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cavaleiro destacou-se da coluna nortista e subiu rapidamente pela colina, alcançando o topo em pouco tempo. Montava um corcel branco, armado para a batalha e carregava uma lança. Usava armadura de placas completa mas feita sob medida, de forma a não restringir seus movimentos como as pesadas armaduras de alguns dos cavaleiros de elite da rainha. Não usava o brazão real mas o símbolo de Avandra. Sua capa era vermelha com detalhes em prata e seu elmo era fechado mas longos cabelos negros podiam ser vistos caindo sob a proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles estão animados." Disse uma voz feminina dentro do elmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estão. Nós também."Respondeu Linch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero que sim. Os deuses vão nos dar uma boa vitória hoje."Disse a mulher retirando o elmo "Eu vi isso. Eu sei que vão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero que sim Lady Ortankler. A rainha também." Disse Linch cuspindo para o lado oposto à mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou uma paladina de Avandra, Lorde Linch. Mas nos conhecemos desde que eu era uma criança. Pode me chamar pelo meu nome. Yalin." Disse a jovem sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linch virou-se por um instante e a encarou. Seu sorriso era lindo. Lindo e reconfortante.  Yalin Ortankler era membro de uma ordem de paladinos de vários deuses e era uma guerreira formidável. Porém, Linch ainda olhava para ela e enxergava a pequena Yalin, que corria pelos pátios da casa de seu primo, Menehan Ortankler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Yalin você é em Ilíria, garota. Aqui você é Lady Ortankler, paladina de Avandra, guerreira de Ilíria e flagelo desses sulistas fedorentos." Disse ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sempre resmungando, 'Tio Linchiiii." Disse ela rindo e seu riso fez com que Linch esboçasse um meio sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual é o plano?" Perguntou a paladina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Simples. Arqueiros destroem os bárbaros. Se eles avançam, nós destruimos os bárbaros debaixo dos cascos dos cavalos."Disse o capitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duvido que a rainha ache nossa vitória tão fácil assim só por causa dos números. Eles têm magos de guerra. Nós temos alguns magos. Além disso, nossa retaguarda vai ficar descoberta contra a cavalaria deles que está subindo a colina oeste." Disse a jovem apontando naquela direção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por isso é que vamos jogar os mercenários na vanguarda, depois da chuva de flechas. Nós vamos cuidar da retaguarda." Disse Linch cuspindo de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podemos mesmo confiar em mercenários? Soube que muitos deles são de outros reinos e não de Ilíria." Perguntou Yalin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não podemos. Mas logo vamos descobrir. Não é?" Arrematou ele virando-se sobre a cela para ver os homens de Ilíria que começavam a tomar a colina. "Vamos ter um belo banho de sangue."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enorme exército enviado por Ilíria tomou o horizonte. Estava no alto do campo de batalha e os estandartes azuis tremulavam por toda parte. Os mercenários estavam apinhados no flanco direito, com um estandarte vermelho que indicava que não pertenciam ao exército regular.&lt;br /&gt;Durante duas longas horas, cavalos e homens se posicionaram sobre as colinas enquanto os sulistas apenas aguardavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, uma corneta de osso ressoou na planície abaixo e uma biga de guerra saiu da formação sulista, indo em direção ao centro do campo de batalha. A biga escura era puxada por dois cavalos negros e tinha uma escolta de dois homens a cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está na hora de falarmos das mães deles, garota."Disse Linch "Onde diabos está Barun?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou aqui seu meio-elfo barulhento de meia-orelha."Disse um cavaleiro alto montando um cavalo negro com armadura veremelha "Desculpem a demora mas tive que parar com meus homens para me aliviar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você quer dizer, beber e comer quase tudo o que eles tinham naquela estalagem na estrada." Resmungou o meio-elfo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorde Barun era o senhor da aldeia de Barun e um dos nobre de Ilíria que fora com o exército enfrentar os sulistas. Além de ser membro de uma das casas influentes do reino, era um dos cavaleiros mais experientes que Linch conhecia. Havia sido um aventureiro, depois um mercenário e até havia matado um dragão em sua juventude. Estava velho e barrigudo mas ainda era um homem enorme. Sua armadura era vermelha e ele usava o brazão real pintado nas ombreiras mas ostentava o próprio, no peito. Era um leão vermelho sobre um sol dourado. Barun tinha cabelos curtos e brancos e sua barba era curta. Tinha várias cicatrizes e carregava consigo duas espadas curtas e um enorme martelo de batalha que brilhava com runas anãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lady Ortankler, sua cavalaria vai esmagar sulistas depois que eu destruir a vanguarda deles?" Perguntou sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esperemos que nao seja necessário, Lorde Barun. Bem vindo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O plano é simples Barun. E vamos mandar os mercenários na frente. Se quiser se juntar a eles, por mim tudo bem." Disse Linch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Certo, certo. Hey Linch. Está na hora de xingar as mães deles. Mandaram alguém." Disse Barun esporeando o cavalo. Os dois o seguiram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder sulista estava sobre a biga. Era um humano alto e bastante musculoso. Não usava armadura e tinha os braços nus, cobertos por tatuagems. Seu rosto estava pintado com tinta branca e sua pele bronzeada era marcada por cicatrizes. Levava consigo uma única arma, uma espada de lâmina negra que pendia da cintura. Um guerreiro com a aparência menos imponente guiava a biga e os dois cavaleiros que o seguiam usavam cotas de malha e peles de animais  dourados com pintas negras. Os cavalos não tinham armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês trouxeram todo seu exército para morrer aqui?" Perguntou o general&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês também?"Retrucou Barun&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós vamos vencer. Nossos deuses vão vencer. Nós temos aliados fortes." Disse o sulista "Vocês não têm aliados. Vão morrer aqui e vamos pegar suas terras, suas mulheres e fazer seus filhos limparem nossa sujeira. Vamos pegar essa mulherzinha de capa vermelha e sua rainha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês não saberiam o que fazer com nossas mulheres. Só sabem lidar com cabras."Respondeu Linch sem demonstrar sua irritação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos matar sua rainha mas só depois que o Guerreiro Vermelho acabar com ela."Continuou o general&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês têm quinhentos homens. Nós temos mil. Vocês podem retornar agora, pagar pelos estragos feitos a Ilíria e voltar para suas terras fedorentas cheias de insetos e pântanos. Minha rainha nunca os atacou." Disse Linch interrompendo-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah...sua rainha. Ela vai perder a coroa. O Guerreiro Vermelho vai tomá-la. Nós vamos festejar e Bane, Bane será homenageado com centenas de mortes nesta conquista." Disse o general rindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros que o acompanhavam riram com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu martelo na sua fuça, porco. É isso que você vai ver."Disse Barun&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então vamos lutar, velho gordo."Disse o general gargalhando "Vamos lutar e vou comer seu coração no fim da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos entendidos então. Até logo, bárbaro."Disse Linch virando o cavalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sulistas continuaram gargalhando enquanto os três cavaleiros subiam de volta até a colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Guerreiro Vermelho?"Perguntou Barun&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agrom Vimak...parece que é assim que o chamam. Dizem que é ele quem lidera os sulistas." Respondeu Yalin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seja lá ele quem for, vai ter que tomar Ilíria com cadáveres. Pois hoje vamos destruir esses sulistas."Disse Linch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos vindos do exército inimigo chamaram a atenção dos três. Os sulistas comemoravam enquanto seu chefe retornava para suas fileiras e um grupo de feiticeiros avançava, conjurando magias que desenhavam glifos estranhos à frente do exército. Então, uma trombeta tocou no leste e um terceiro exército surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centenas de lanças surgiram de um bosque e logo cobriram as colinas. O enorme e imponente exército de Ilíria estava agora reduzido diante dos mil homens que haviam chegado. Eram sulistas, hobgoblins e até mesmo alguns gigantes. Além disso, um grupo de homens impelia soldados mortos, esqueletos animados que avançavam sem fazer barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nome de Bahamut..."Disse Linch com os olhos arregalados "O que...o que é aquilo?"Disse apontando para uma figura bizarra que cortou as fileiras inimigas, surgindo adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um cavaleiro. Sua armadura era vermelha como o sangue e sua capa negra como a noite. As ombreiras tinham longos espinhos vermelhos que pareciam brilhar com feixes de fogo. Tinha um elmo fechado, com um crânio negro de cujos olhos saíam chamas. Seu cavalo era um monstro. Um pesadelo. Um enorme corcel negro com crina de fogo demoníaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro empinou a criatura que relinchou como um demônio, sacou sua espada e com o som de um trovão, a lâmina irrompeu em chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O guerreiro vermelho..."Pensou Yalin enquanto beijava o símbolo sagrado de sua divindade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-74968305206887787?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/74968305206887787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/08/enquanto-isso-ao-sul-de-iliria.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/74968305206887787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/74968305206887787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/08/enquanto-isso-ao-sul-de-iliria.html' title='Enquanto isso, ao sul de Ilíria'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-4229023848592926995</id><published>2010-08-24T11:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T11:23:48.499-07:00</updated><title type='text'>Biografias: Murmur</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/THQN-VkyMMI/AAAAAAAAAgU/qEr-riUqCtg/s1600/RacesGoliathMale.png"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 181px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/THQN-VkyMMI/AAAAAAAAAgU/qEr-riUqCtg/s200/RacesGoliathMale.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509043608775438530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Raça:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Goliath&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Classe:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Battlemind&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Jogador:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Pablo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tem certeza que quer ir embora, Vaicon?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Tenho,  Skivil. E agora me chamam de Murmur, mana." O Goliath passava a mão  distraidamente nas manchas da velha mesa de jantar onde tomara  café-da-manhã durante sua infância enquanto respondia. Não havia  animosidade por sua irmã usar, novamente, seu nome de infância, apenas  uma paciência que parecia infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "E por que é mesmo que te chamam assim?" Skivil mantinha o cenho  fanzido enquanto fazia as perguntas para seu irmão. Sua expressão só se  amainava quando olhava para o canto da sala, para o pequeno Goliath que  dormia sobre um tapete do chão. Quando ela sorria, mostrava os dentes de  prata que seu irmãozinho pagara para substituir os que Tarvalat  quebrara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Murmur suspirou antes de contar a estória novamente. "Foi durante  meus anos de serviço a Tanstalaha. Viajamos com muitos aventureiros  diferentes e começaram a me chamar assim porque eu falava pouco e,  quando falava, não levantava a voz. Você sabe que eu gosto de entender  as coisas antes de começar a falar, gosto de avaliar a situação. E  quando se está rodeado de humanóides pequenos e frágeis, aprende-se a  mover-se com cuidado, pegar as coisas com cuidado e falar suavemente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Tá certo. E é para esse mundo que você quer voltar? Só faz dois  anos que você voltou. Você não quer estar aqui para ver o Maigai se  tornar um homem?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu volto Skivil, eu prometo. Eu quero ver o  Maigai virar um homem, mas quero ter histórias para contar para meu  sobrinho. Quero conhecer Ilíria. Você acredita que em cinco anos de  peregrinações nunca visitei aquela cidade? Quero enfrentar - e derrotar!  - um dragão. Quero cruzar o mar e encontrar um tesouro de piratas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Você é uma criança, Vaicon!" Skivil protestou mais alto, mas sem  amargura, apenas um leve sorriso tolerante para o irmão que ajudara a  criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "É Murmur," o jovem repetiu pacientemente e com um sorriso largo ao imaginar suas aventuras futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Você está indo encontrar Tanstalaha?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Não!" O nome  drenou toda tranquilidade de Murmur de uma vez. "Eu já te disse que não  quero nada com ela. Eu não tive nada com ela, apesar do que você acha.  Já falei isso várias vezes. Ela me ensinou o Caminho, apenas. Ela era  minha instrutora. Ela tinha mais de cinquenta anos, Skivil!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Sei! Ela era uma Meia-Elfa. Se fosse humana, não pareceria mais  de vinte e dois. Você sabe que sempre tem algum homem caçando uma elfa  bonita, mesmo se ela for octagenária. É um absurdo essas mulheres não  aparentarem a idade. E aquela Tanstalah era bonita, não tem como você  negar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Ela era linda, sim. Mas era fria. E traiçoeira. Não sei se eu  volto a confiar em alguém com sangue de fada um dia. Eu precisei da  ajuda dela e confiei nela. Servi como combinado por anos, mas no fim ela  me traiu, Skivil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Você disse que não tinha certeza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Não tenho certeza,  é verdade. Mas meu instinto me diz que ela me traiu. E eu tenho os  buracos de memória. Ainda não sei direito o que aconteceu no Feywild.  Não sei como desapareceram as memórias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Dizem que tem fadas que compram ou roubam memórias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Sim, e eu sei," Murmur falou com uma certeza assutadoramente fria, "que um psiônico habilidoso pode fazer o mesmo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Skivil sentiu um calafrio ao ouvir aquilo. Ela não queria que seu  irmãozinho saísse de Skan novamente. Ela o queria por perto, ajudando,  protegendo e sendo guiado. Mas quando ele a lembrava dos aspectos mais  sórdidos de seu treinamento, ela sentia receio de o deixar perto do  filho. O olhar que ela lançou para o pequeno Maigai, deitado no tapete  com um polegar na boca, não foi de tranquilidade, mas de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu não queria voltar no assunto, Skivil, mas eu precisei dela.  Quando ninguém mais acreditava em mim, Tanstalaha confiou, acreditou,  investiu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu acreditava em você, Vai. Eu achava que você ia ser grande."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Um grande aprendiz de cervejeiro, né? Eu não queria ser  cervejeiro, nem coureiro como o papai. Eu queria ajudar Skan, lutar na  muralha, coordenar tropas ou, no mínimo, vasculhar os arredores além dos  portões com os Wardens e Rangers. Eu queria um trabalho do qual um  Goliath pode se orgulhar." Murmur se recordava, com amargura, de suas  diversas tentativas de se demonstrar digno de ser membro da guarda.  Quantas provas ele fizera, quantas manhãs dedicara a correr em torno da  cidade, ouvindo histórias de tática militar, tentando aprender os nomes  de bichos e plantas. Mas nada fora o suficiente. Murmur - Vaicon, na  época - era fraco demais, lento demais e desajeitado demais para ser um  guerreiro, um Warden ou um Ranger. Nem como oficial - Warlord - ele  servia. Vaicon não era pouco inteligente, mas faltava-lhe conhecimento e  uma mente ágil. Suas únicas qualidades, na época, eram sua determinação  e resistência. "Tanstalaha me conheceu no Barril, quando eu estava  fazendo uma entrega de cerveja. Ela tinha paciência e era uma excelente  ouvinte - os Meio-Elfos têm essa fama - e demonstrou interesse pelos  meus problemas." Era claro que Skivil achava que havia mais que aquilo  na história, mas não se atreveu a interromper o irmão. "Tansalaha me  convidou a segui-la como aprendiz. Eu tive muitas dúvidas-"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "E aceitou! Partiu no meio da noite, sem se despedir!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu deixei uma carta, Skivil," disse Murmur em tom de desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   "Uma carta que papai não sabia ler. Eu tive que ler para ele e ele não  quis acreditar. Li três vezes para ele na manhã seguinte. E de novo e de  novo a cada dia que você não veio por uma semana. E depois novamente a  cada semana. No seu aniversário, todo ano, eu li a carta para papai."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu não vou fazer isso de novo. Por isso estou conversando com você aqui hoje à noite."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Para que eu conte para papai amanhã de manhã que você partiu de novo e que não se sabe quando você vai voltar?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Não, eu mesmo vou falar com ele amanhã." Mas, pensou Murmur, ele  não vai ser tão difícil como você. Murmur sorriu para a irmã em  silêncio, esperando que ela acreditasse. "Eu precisava ir daquela vez,"  uma pausa. "E preciso ir novamente. Daquela vez era para encontrar meu  caminho - para deixar que Tanstalaha me ensinasse o Caminho - e dessa  vez é para trilhar o caminho que encontrei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Skivil olhou para o irmão e tentou conciliar o que ela via com o  que sabia que estava ali. Desde muito cedo Vaicon desejava a honra de  proteger Skan, de empunhar uma lança e vigiar a muralha da cidade. Mas  seu irmão parecia - sempre parecera - terrivelmente inapropriado para  tal serviço. Seu rosto era aberto e simpático, sorrindo facilmente para  os amigos, não tinha nada da brutalidade da guerra. Ele era pequeno -  muito pequeno - tendo sido criado em um dos períodos mais difíceis que a  família encontrara, magro - seco! Skivil lembrava do irmão chorando ao  voltar de alguma prova para ingressar na guarda, não tendo conseguido  passar das primeiras eliminatórias, incapaz de escalar tão rápido quanto  os outros, incapaz de arremessar uma lança suficientemente longe,  incapaz de carregar um companheiro ferido por longas distâncias. Para os  avaliadores, não era suficiente que ele aguentasse uma noite inteira de  exposição ao frio, sem dormir, que corresse toda manhã por duas horas  ou que podesse se abster de água e comida por mais tempo para  compartilhar com os companheiros, era necessário ser resistente e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A despeito da aparência - e das lembranças - Vaicon se tornara um  defensor mais que qualificado. Skivil não queria pensar demais no que a  Meio-Elfa lhe ensinara - nem como - mas ela sabia que Vaicon aprendera a  buscar forças dentro de si, de moldar o próprio corpo e a dobrar a  realidade. Sua irmã o vira levantar uma carroça carregada para ajudar um  cliente de seu pai. Com alguns instantes de concentração os braços  magros incharam com músculos que não estavam aparentes segundos antes,  suas costas se alargaram, sua pernas chegaram descosturar um pedaço da  calça que usava. Após o intante de auxílio, Vaicon parecera encolher e  voltar a ser o garoto desengonçado que ela lembrava. Aquilo a assustara.  Não era natural, não era uma dádiva dos espíritos nem fruto do trabalho  duro. Parecia alguma feitiçaria malsã, mas Skivil sabia que era pior,  eram aqueles truques insidiosos que Tanstalaha lhe ensinara. Skivil  sabia que seu irmão não estava totalmente corrompido, sabia que ele  ainda era bom. Ele era prestativo e honesto. Gostava de ajudar e nunca  abusava daquela força formidável que ele era capaz de invocar de dentro  de si. Na verdade, Skivil só o vira usar violência uma única vez. Apenas  quando foi buscá-la na casa de Tarvalat. Skivil ainda não sabia o que  sua irmã e seu pai tinham dito para Vaicon, mas ele chegou à casa  vermelho, com as veias pulsando. Ele tentara manter-se calmo e composto,  mas Tarvalat o desafiara, se recusara a atender às suas exigências.  Vaicon tinha decidido que ela não ficaria mais vivendo em cativeiro com o  marido - um bruto violento - com o filho como refém. Skivil, na época,  não sabia bem se queria ficar ou ir, mas quando ela viu Tarvalat  atiçando Vaicon e depois desafiando-o, dizendo que era muito pequeno  para tentar qualquer coisa, ela vira Vaicon invocar essa energia que ele  têm dentro de si, crescer, inchar e mover-se em direção ao marido. Na  verdade, Skivil não vira Vaicon mexer, apenas o vira levantar o punho  ainda longe de Tarvalat, no próximo instante, ele já estava a menos de  um metro de seu estatuesco marido e desferindo o soco com os nóduos dos  dedos diretamente na garganta de um dos guardas do portão. Tarvalat não  se levantou até que Skivil tivesse pego todos seus pertences, embrulhado  Maigai em um cobertor e acompanhado um Vaicon encolhido e silencioso  até a casa da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Está certo," Skivil concede finalmente. "Eu não posso segurar você aqui. Para onde você vai? Você já sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Não, não sei. Vou sair. Pegar a estrada e procurar meu rumo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Você não quer esperar alguma caravana saindo para acompanhá-la?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   "Skivil, você sabe quão poucas caravanas saem de Skan. Seria uma boa  oportunidade, é claro, mas não quero esperar. Queria sair amanhã ou  depois ao mais tardar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Você vai viajar sozinho?" Skivil pergunta, incrédula. "Você não  pode viajar sozinho, Vai! As montanhas são muito perigosas. A gente ouve  cada história mais terrível que a outra. Orcs! Dragões!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu não vou viajar sozinho sempre, mana. Não é seguro. Todo mundo sabe. Mas talvez, no começo, eu viaje um pouco sozinho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Para que tanta impaciência irmão?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   "Skivil, não é impaciência. Eu passei muito tempo pensando nisso. Eu  tracei uma rota, anotei a frequência dos ataques. Se ninguém for cutucar  Daelvar ou os orcs, eu tenho como evitá-los. De qualquer forma, eu acho  que vou para o Sul."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Sul?" Skivil perguntou, desconfiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Sul! Tem muita coisa no Sul. Não é só a terra da Tanstalaha. Será que você pode parar de achar que tudo se resume a ela?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Está certo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Murmur sente a tensão no ar. Skivil ainda está nervosa. Ainda  está pensando em Tanstalaha. Como fazê-la entender que ele não quer  nunca mais ver aquela mulher? A Meio-Elfa era praticante da filosofia do  Caminho e da Vontade, uma arte incomum, quase desconhecida, de  meditação e auto-conhecimento que permitia a alguns poucos dotados do  potencial, força de vontade e dedicação a desvendarem aspectos de suas  mentes que permitiam-lhes dominar o próprio corpo e mente assim como o  espaço ao seu redor, o tempo e até corpos e mentes alheias. Ela aceitara  - ela propusera? - tomar Murmur, ainda chamado de Vaicon, como aprendiz  em troca de serviços. Por três anos Vaicon viajou com a meio-elfa,  servindo como aprendiz, isto é, limpando armas, pondo a sela em  montarias, escovando os cavalos, carregando água, vigiando a entrada de  tavernas e cavernas, traduzindo, anotando, cozinhando e costurando. Mas  Tanstalaha fez o que prometeu e treinou Vaicon corretamente,  ensinando-lhe a usar sua paciência e determinação de forma  transcendente, de ter uma fé tamanha em sua habilidade que a realidade  se dobrava a ela. Vaicon aprendeu que, com suficiente convicção, não era  preciso velocidade para escorregar sua espada na falha da guarada de um  oponente, nem de força para girar o machado com tal força que o escudo  de um adversário, bastava determinação, paciência e resistência o  suficiente para deixar os golpes choverem sobre sua couraça até que uma  brecha se apresentasse ou que o adversário fraquejasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois da iniciação, Vaicon ainda serviu Tanstalaha por dois anos  como pagamento pelo treinamento. Foram muitas aventuras e muitos riscos  - alguns desproporcionais - por poucas recompensas (concedendo 80% de  seus ganhos àquela que o treinou). Vaicon parou de carregar água e  cuidar dos cavalos para pular na frente de crocodilos feéricos, agarrar  demônios de espiral rúnica e distrair orcs ferozes. Ao final do período,  os caminhos de Vaicon e de Tanstalaha se separaram e não em bons  termos. Uma visita ao Feywild levou-os a uma emboscada organizada por  Fomori e Vaicon teve razões para acreditar que sua instrutora o levara a  encarar a emboscada propositalmente. Ele chegou a entrever Tanstalaha  fugindo com o tesouro dos Fomori, conscientemente deixando-o para trás. O  jovem Goliath só escapou da cilada por pura sorte e a muito custo. Ao  voltar para o mundo físico, ele decidiu que aquela emboscada reduzia seu  tempo de serviço em três meses e ele já estava livre. Não procurou  Tanstalaha e não sabe como reagiria se a encontrasse novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Após cinco anos de ausência, Vaicon retornou a sua cidade  natal como um Goliath mudado. Ao longo de suas viagens, o jovem adotara o  nome, Murmur. Ele não tinha mais a insegurança e sede de aceitação de  sua juventude. Murmur foi aceito na guarda da muralha sem muito esforço,  um posto que almejara por toda a infância, mas a aceitação em sua  família não foi tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A família de Vaicon não estava tão feliz em receber Murmur  quanto ele esperava. Aqueles anos todos sem o apoio do filho foram anos  difíceis para seu pai e duas irmãs. A mãe falecera no segundo inverno  após sua partida e o dote para a irmã mais velha fora pouco e implicara  em um casamento desastroso. Ademais, Murmur não voltou nem com tanta  fama ou fortuna quanto prometera. O primeiro ano após seu regresso foi  difícil para Murmur, lembrando-lhe as dificuldades por aceitação que  Vaicon sofrera junto aos jovens membros da guarda. Com muito esforço e  dedicação, no entanto, os olhares hostis se tornaram mais amigáveis,  Murmur ajudava a pagar pela criação do sobrinho que agora vivia na casa  do pai do Goliath, ajudara a consertar a oficina do pai após um incêndio  e participara dos esforços de arrecadação de recursos para o dote do  casamento de sua irmã mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Para tentar apaziguar a irmã, ele muda de assunto e a faz falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Sobre os orcs, o que mais você ouviu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Ouvi dizer que o rei, o próprio Olmor II, está preocupado. Muitas vilas foram atacadas, muitos escravos foram levados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "É lamentável, irmã, mas orcs fazem isso mesmo. Atacam, pilham e, de vez em quando, levam um ou outro prisioneiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Dessa vez é diferente. São muitos ataques e muitos prisioneiros. Dúzias. Centenas talvez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Centenas, Skivil? Isso é impossível. Mesmo dúzias seria  improvável. Seria necessário muita organização, muita coesão entre os  orcs para fazer ataques desse tipo. E os orcs lutam tanto entre si  quanto conosco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Foi o que eu ouvi."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Se for verdade, a situação é mais  séria. Mas não deve ser assim. Bom, se isso pode fazê-la sentir-se  melhor, eu prometo perguntar a respeito amanhã. Se estiverem mesmo  acontecendo esses ataques incríveis, não vou deixar Skan em um momento  de necessidade como esse. Prometo ajudar, pode ser? Fico até resolver o  problema dos ataques de centenas de orcs."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Murmur sorri, achando que encontrou uma tarefa fácil de resolver -  imaginária até - antes de partir, para poder deixar a cidade com as  bênçãos da irmã. Skivil sorri de volta, acreditando que encontrou uma  tarefa impossível - infinita até - para Vaicon resolver antes de deixar a  cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5901231173060926069-4229023848592926995?l=aespadarubra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aespadarubra.blogspot.com/feeds/4229023848592926995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/08/biografias-murmur.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4229023848592926995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5901231173060926069/posts/default/4229023848592926995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aespadarubra.blogspot.com/2010/08/biografias-murmur.html' title='Biografias: Murmur'/><author><name>Gene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02686968577904604126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://1.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/SzZ9cpmiXhI/AAAAAAAAAYg/Er9JkaSycUs/S220/gene.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W_Io9NLj_9Q/THQN-VkyMMI/AAAAAAAAAgU/qEr-riUqCtg/s72-c/RacesGoliathMale.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5901231173060926069.post-4692733709648570316</id><published>2010-08-24T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:16:38.545-07:00</updated><title type='text'>Os Orcs, a Chuva e Karrak-dur, o dominador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Ordem da Liberdade e os Irmãos de Sangue haviam contornado a enorme montanha que fora o domínio do dragão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Daelazar&lt;/span&gt; e haviam penetrado nas terras selvagens do norte. Sabiam que encontrariam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vilarejos&lt;/span&gt; e que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;orcs&lt;/span&gt; perambulavam livres por aquela região. Dois dias atrás, haviam escolhido o caminho noroeste uma vez que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Adrie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;eCarric&lt;/span&gt;, o ranger dos Irmãos de Sangue, tinham encontrado um acampamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;orc&lt;/span&gt; na trilha ao leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho rochoso circundando as montanhas era lento e traiçoeiro e, como se não bastasse, começou a chover logo no primeiro dia de viagem. No início, a chuva era apenas uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;garoa&lt;/span&gt; suave. Porém, horas depois era uma verdadeira tempestade. As capas estavam encharcadas e os cavalos relutavam em seguir naquele tempo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Carric&lt;/span&gt; então encontrou uma gruta ampla onde poderiam abrigar-se.&lt;br /&gt;Os nove aventureiros alcançaram o lugar que era mais uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;reentrãncia&lt;/span&gt; na montanha, com uma pequena gruta no fundo. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;teto&lt;/span&gt; alto dava cobertura contra a chuva para eles e as montarias e era possível fazer uma fogueira sem maiores problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Adrie&lt;/span&gt; usou um ritual e invocou espíritos da floresta que ajudaram a montar um acampamento confortável. Os nove se acomodaram. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Kraig&lt;/span&gt; bebia e fazia piadas, como sempre. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; observava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Damara&lt;/span&gt; a distância. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Arannis&lt;/span&gt; conversava com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Ecniv&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Carric&lt;/span&gt; estava isolado e falava apenas com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Adrie&lt;/span&gt;, cuja companhia ele parecia apreciar. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Linfur&lt;/span&gt;, sempre isolado, se mantinha de olho na vegetação fora da caverna, que era assolada pela tempestade. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Keyra&lt;/span&gt; estava perto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Arannis&lt;/span&gt; e estava pensativa. Observava, prestando atenção às palavras de todos no grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Deviamos&lt;/span&gt; ver o que tem lá dentro." Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Keyra&lt;/span&gt; no ouvido de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Arannis&lt;/span&gt; "Não sei se é seguro ficarmos de costas para uma caverna desconhecida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Concordo. Vamos lá."Disse o paladino levantando-se e pegando uma tocha de luz infinita na mochila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois entraram na pequena caverna e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; andou rapidamente para alcançá-los. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Ecniv&lt;/span&gt; apenas coçou a barba e observou enquanto os três desapareciam caverna adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Arannis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Keyra&lt;/span&gt; caminharam pelo túnel, atentos. Era um túnel estreito e não muito longo e rapidamente chegaram a uma pequena caverna. Havia um outro túnel que havia entrado em colapso há muito tempo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Keyra&lt;/span&gt; notou um esqueleto. Usava uma boa armadura que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; percebeu ser mágica. Enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Arannis&lt;/span&gt; e seu irmão tiravam os restos de osso de dentro da armadura, o crânio rolou pelo chão e então uma voz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;ressou&lt;/span&gt; nas cabeças dos três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah finalmente! Finalmente alguém veio me tirar daqui!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em nome de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Avandra&lt;/span&gt;, quem..."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem?! Como ousa criatura inferior?! Como ousa não reconhecer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Karrak&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;dur&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;dominadooooor&lt;/span&gt;?!" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Questinou&lt;/span&gt; a voz na mente dos aventureiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Er&lt;/span&gt;...quem?"Perguntou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Keyra&lt;/span&gt;, olhando ao redor, em busca da origem da voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maldição! Sempre sou encontrado por mentes inferiores. Esse último infeliz ainda morreu numa armadilha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;orc&lt;/span&gt;. Sou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Karrak&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;dur&lt;/span&gt;, o dominador, mestre de centenas de escravos, destruidor de nações, mente sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;metéria&lt;/span&gt;, a mente mais poderosa que já existiu! E estou preso numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;tiara&lt;/span&gt;..." Disse a voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; pegou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;tiara&lt;/span&gt; presa ao crânio do morto e percebeu tratar-se de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;objeto&lt;/span&gt; mágico de poder considerável. "Irmão, esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;tiara&lt;/span&gt; parece ser muito poderosa, eu poderia..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim! Sim! Finalmente alguém com atitude! Me use e me tire desta escuridão! Juntos seremos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;invencíveis&lt;/span&gt;! Você me servirá bem e será bem recompensado, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;eladrin&lt;/span&gt;!" Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Karrak&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;dur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espera. Não. Isso pode querer te dominar. Não vamos fazer nada disso."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Arannis&lt;/span&gt; preocupado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, eu acho que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;poderiamos&lt;/span&gt; deixar esse imbecil esquecido aqui mesmo."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Keyra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas...mas...eu posso usar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;tiara&lt;/span&gt; e tirar vantagem disso."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso! Muito esperto, até mesmo para uma mente inferior."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Karrak&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;dur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pára! Que coisa insuportável! Deixa logo essa porcaria aí!" Interveio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Keyra&lt;/span&gt;, já levantando a voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que está acontecendo aqui?" Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Ecniv&lt;/span&gt; entrando pelo túnel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;AAAAH&lt;/span&gt;! Talvez você seja mais inteligente do que estes inferiores!" Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Karrak&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;dur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Arannis&lt;/span&gt; levou as mãos à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês demoraram. O que aconteceu?" Perguntou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Damara&lt;/span&gt; quando os quatro finalmente saíram da gruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Melhor nem saber." Resmungou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nada demais. Contamos depois."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Ecniv&lt;/span&gt; sorrindo enquanto apalpava sua bolsa mágica, onde havia enfiado a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;tiara&lt;/span&gt; megalomaníaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, os aventureiros seguiram viagem, mesmo com a chuva constante. Alcançaram uma aldeia abandonada onde viram sinais claros de ataque por parte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;ados&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;orcs&lt;/span&gt;. Muitos ossadas de moradores da aldeia e casas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;semidestruídas&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Arannis&lt;/span&gt; fez uma oração pelas pessoas mortas e estava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;noitecendo&lt;/span&gt; quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;Carric&lt;/span&gt; avistou uma patrulha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;orc&lt;/span&gt;. Os aventureiros já tinham decidido acampar na aldeia e os cavalos estavam dentro de uma casa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;teto&lt;/span&gt; mais alto. Então, aproveitando a surpresa, a Ordem da Liberdade e os Irmãos de Sangue lutaram juntos pela primeira vez.&lt;br /&gt;Não foi uma luta difícil e para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;orcs&lt;/span&gt; foi o terror vindo da escuridão. Flechas cortaram o ar, adagas perfuraram carne &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;orc&lt;/span&gt; e os gritos de batalha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Damara&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;Arannis&lt;/span&gt; ecoaram na noite chuvosa. Em minutos, mais de doze &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;orcs&lt;/span&gt; estavam mortos e nenhum dos nove heróis estava ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais cinco dias de viagem, os nove enfrentaram patrulhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;orcs&lt;/span&gt; com sucesso. Várias aldeias foram encontradas e a situação era a mesma. Centenas de pessoas haviam sido mortas ou levadas para longe de suas casas. A cavalgada era cansativa por causa da chuva que não parecia dar sinais de acabar. Finalmente, o grupo chegou a uma colina um tanto íngreme, coroada por um bosque de pinheiros. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;Carric&lt;/span&gt; pediu a todos que deixassem os cavalos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Kubik&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;goblin&lt;/span&gt;, ficou encarregado de vigiá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta chuva não é natural."Disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Adrie&lt;/span&gt; baixinho enquanto caminhava ao lado do ranger, colina acima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem certeza?"Respondeu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;Carric&lt;/span&gt;, sempre em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;élfico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu fiz um ritual há dois dias. Para saber se iria chover. Os espíritos me disseram que não deveria estar chovendo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aventureiros então chegaram ao topo da colina, onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;Carric&lt;/span&gt; fez questão de pedir que todos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;engatinhassem&lt;/span&gt;. Rastejando, os nove heróis chegaram até a borda. Abaixo, um barranco de mais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;quatrocentos&lt;/span&gt; metros terminava num vale rochoso onde, apesar da chuva forte, era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;possivel&lt;/span&gt; ver um enorme acampamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não chove no acampamento." Apontou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;Damara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso sim é  estranho." Completou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;Kraig&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era verdade. A chuva parecia circundar o enorme vale e seguir para o sul, de onde vieram os nove. Mas no centro, no acampamento, o sol brilhava. O grupo conseguiu ter uma leve noção da quantidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;orcs&lt;/span&gt; ali estacionados. Possivelmente mil soldados. Atrás do acampamento, a noroeste, havia uma enorme montanha, a qual foi facilmente reconhecida pelos heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É a base dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;orcs&lt;/span&gt;. A montanha onde vimos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;Ogramum&lt;/span&gt;."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do acampamento, o grupo percebeu o som alto de trovoadas. Porém, depois de um tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;Adrie&lt;/span&gt; reconheceu o som. Eram ondas batendo. O mar do norte estava próximo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;Carric&lt;/span&gt; disse que havia encontrado uma trilha que seguia a noroeste e foi por lá que o grupo seguiu, depois de reaver suas montarias.&lt;br /&gt;Horas depois, à noite, os aventureiros alcançaram a trilha. À direita deles estavam as rochas altas que formavam a borda do vale dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;orcs&lt;/span&gt;. À esquerda as falésias que tocavam o mar gelado do norte. Era um abismo longo onde, centenas de metros abaixo, o mar golpeava com força descomunal e pedras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;pontiagudas&lt;/span&gt; apontavam para cima.&lt;br /&gt;A chuva continuava forte e a única forma de montar acampamento foi usar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;Adrie&lt;/span&gt;, transformada num enorme carvalho, como abrigo.&lt;br /&gt;No dia seguinte, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;Carric&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_108"&gt;Adrie&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_109"&gt;Keyra&lt;/span&gt; seguiram por uma trilha estreita e de difícil acesso com um plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_110"&gt;Carric&lt;/span&gt; havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_111"&gt;enocntrado&lt;/span&gt; uma passagem entre as montanhas que levava para perto do acampamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_112"&gt;orc&lt;/span&gt; e da montanha-fortaleza. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_113"&gt;Kraig&lt;/span&gt; havia ensinado algumas palavras em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_114"&gt;orc&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_115"&gt;Keyra&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_116"&gt;Adrie&lt;/span&gt; contava com sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_117"&gt;furtividade&lt;/span&gt; e percepção. Uma vez na pequena gruta que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_118"&gt;Carric&lt;/span&gt; apontara, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_119"&gt;Keyra&lt;/span&gt; sussurrou as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_120"&gt;palavaras&lt;/span&gt; mágicas e a pequena esfera mágica alterou sua aparência. A bela meio-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_121"&gt;elfa&lt;/span&gt; era agora um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_122"&gt;orc&lt;/span&gt; grande e mal encarado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_123"&gt;Adrie&lt;/span&gt; assumiu a forma de lobo e seguiu sua amiga pelo túnel.&lt;br /&gt;Minutos depois, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_124"&gt;sas&lt;/span&gt; duas estavam no início do vale. Foi fácil notar sentinelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_125"&gt;orcs&lt;/span&gt; a distância e o acampamento em si estava a pouco mais de quinze metros. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_126"&gt;Adrie&lt;/span&gt; percebeu uma segunda trilha, que continuava sem entrar no acampamento, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_127"&gt;direto&lt;/span&gt; para a montanha e apontou com o focinho naquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_128"&gt;direção&lt;/span&gt;. Quando as duas estavam quase passando pelo acampamento, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_129"&gt;orc&lt;/span&gt; apareceu e falou em sua língua brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_130"&gt;Gahasba&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_131"&gt;kul&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_132"&gt;maha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_133"&gt;kar&lt;/span&gt; lança?" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_134"&gt;Disse&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_135"&gt;orc&lt;/span&gt; apontando para  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_136"&gt;Keyra&lt;/span&gt; que só entendeu a última palavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim senhor!"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_137"&gt;Disse&lt;/span&gt; ela em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_138"&gt;orc&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Grou? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_139"&gt;Arrashba&lt;/span&gt;! Lança &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_140"&gt;gaham&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_141"&gt;maha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_142"&gt;kar&lt;/span&gt;!"Gritou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_143"&gt;orc&lt;/span&gt; visivelmente irritado com a aparente estupidez do outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O general me mandou ir pra lá!"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_144"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_145"&gt;Keyra&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_146"&gt;orc&lt;/span&gt; apontando pra trilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_147"&gt;Gasga&lt;/span&gt;? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_148"&gt;Arrum&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_149"&gt;baha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_150"&gt;arrashba&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_151"&gt;kar&lt;/span&gt;. Lança!" Gritou mais uma vez o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_152"&gt;orc&lt;/span&gt; e apontou na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_153"&gt;direção&lt;/span&gt; do acampamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_154"&gt;Keyra&lt;/span&gt; estava quase entrando em pânico mas então disse novamente "Sim senhor!" e foi na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_155"&gt;direção&lt;/span&gt; ordenada. Pegou uma lança no acampamento e viu outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_156"&gt;orcs&lt;/span&gt; que não pareceram notar sua presença. Uma mulher gritava e era carregada por quatro orcs. A camponesa estava em pânico e gritava por ajuda. Keyra segurou a espada em sua cintura e olhou para Adrie que a puxou pela roupa com os dentes de lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sinto muito...não posso ajudar."Disse Keyra baixinho enquanto dava as costas à cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperaram por um tempo e então retornaram à trilha, quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_157"&gt;orc&lt;/span&gt; não estava mais no caminho. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_158"&gt;Keyra&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_159"&gt;Adrie&lt;/span&gt; seguiram por uma trilha tortuosa que saiu do acampamento.&lt;br /&gt;Era uma trilha muito estreita e perigosa. De um lado estava o paredão da montanha e de outro, o abismo mortal até o mar. As duas aventureiras não tinham dificuldade alguma mas pensavam em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_160"&gt;Arannis&lt;/span&gt; e seu medo de altura e nos demais que talvez não tivessem tanta habilidade para andar em lugares como aquele. Por fim, as duas chegaram até uma pequena caverna. Um cheiro terrível vinha dela.&lt;br /&gt;O cheiro azedo de lixo e podridão inundava suas narinas. Era pior do que qualquer outro cheiro que tivessem sentido antes. Mas aquela caverna era a mesma da visão que tiveram graças a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_161"&gt;Danen&lt;/span&gt;, o mago &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_162"&gt;genasi&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_163"&gt;Skan&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_164"&gt;Keyra&lt;/span&gt; entrou na caverna na frente e acendeu uma tocha de luz infinita. Era um buraco imundo. Corpos em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_165"&gt;putrefação&lt;/span&gt;, lixo, comida, fezes e todo tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_166"&gt;dejetos&lt;/span&gt; formavam uma pilha enorme. Havia uma meia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_167"&gt;duzia&lt;/span&gt; de corpos grandes, possivelmente de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_168"&gt;goliaths&lt;/span&gt;. Acima, um túnel coberto por limo escuro parecia ser a origem da pilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É a latrina dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_169"&gt;orcs&lt;/span&gt;?"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_170"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_171"&gt;Keyra&lt;/span&gt; voltando à sua forma verdadeira e piscando para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_172"&gt;Adrie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você vai mesmo subir por aí?"Perguntou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_173"&gt;druída&lt;/span&gt; enquanto voltava à forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_174"&gt;élfica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já estou subindo. Espera que já volto!"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_175"&gt;Disse&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_176"&gt;ladina&lt;/span&gt; escalando pelo túnel fétido "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_177"&gt;Argh&lt;/span&gt;...vontade de vomitar." &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_178"&gt;Disse&lt;/span&gt; parando por um instante mas seguindo confiante, desaparecendo túnel acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_179"&gt;Keyra&lt;/span&gt; subiu por um tempo e chegou a uma abertura mais larga onde não teve dificuldades para respirar. Chegou furtivamente ao fim do buraco, algumas dezenas de metros acima da caverna onde &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_180"&gt;Adrie&lt;/span&gt; aguardava. Estava numa caverna iluminada por tochas. Três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_181"&gt;orcs&lt;/span&gt; conversavam, um deles arrastando um cadáver de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_182"&gt;goliath&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_183"&gt;Keyra&lt;/span&gt; pode notar celas em cavernas adjacentes a um túnel que seguia por um bom tempo. A meio-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_184"&gt;elfa&lt;/span&gt; estava ainda procurando detalhes do lugar quando viu que o cadáver seria arremessado no buraco onde ela estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Merda!" Pensou enquanto descia o mais rápido possível.  O corpo foi jogado e passou por ela por pura sorte. "É...é a nossa entrada." Pensou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_185"&gt;ladina&lt;/span&gt; enquanto retornava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É arriscado. Posso não conseguir criar cavalos que voem."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_186"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_187"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, é o único jeito de passarmos pelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_188"&gt;orcs&lt;/span&gt;. Voando acima do mar e abaixo dos olhos das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_189"&gt;sentilenas&lt;/span&gt;."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_190"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_191"&gt;Adrie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas e se não der certo? Eu posso não me sair tão bem quanto daquela vez e..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_192"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;, acabo de me lembrar. Quando conhecemos vocês, naquela tumba abandonada. Você disse que tinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_193"&gt;teleportado&lt;/span&gt; o grupo. Porque não pode fazer isso agora?" Perguntou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_194"&gt;Damara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem...eu...eu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele precisa de um círculo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_195"&gt;teleporte&lt;/span&gt; ou coisa do tipo!" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_196"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_197"&gt;Keyra&lt;/span&gt;, percebendo que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_198"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; iria acabar passando por mentiroso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem. Nesse caso, acho que vamos ter que contar com os cavalos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_199"&gt;fantasmagóricos&lt;/span&gt;. Tenho certeza de que você fará o seu melhor. Confio em você."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_200"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_201"&gt;Damara&lt;/span&gt; sorrindo para o mago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o incentivo tenha sido suficiente pois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_202"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; conseguiu realizar o ritual da melhor forma possível e criou oito cavalos voadores. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_203"&gt;Adrie&lt;/span&gt; transformou-se em corvo e assim os nove partiram rumo à caverna, voando a pouco mais de um metro sobre a superfície do mar do norte. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_204"&gt;Kubik&lt;/span&gt; ficou para trás, com os cavalos de verdade, onde o grupo acreditava ser um lugar seguro.&lt;br /&gt;Depois de uma árdua subida pelo túnel fedorento, os nove estavam dentro da montanha. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_205"&gt;Linfur&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_206"&gt;Keyra&lt;/span&gt; foram à frente, escondidos, fazendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_207"&gt;oq&lt;/span&gt; eu faziam melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_208"&gt;halfling&lt;/span&gt; era quase tão bom quanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_209"&gt;Keyra&lt;/span&gt; e parecia estar gostando de competir com a meio-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_210"&gt;elfa&lt;/span&gt;. Juntos, chegaram até um lugar dentro do túnel, onde dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_211"&gt;orcs&lt;/span&gt; guardavam uma cela grande, cheia de pessoas. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_212"&gt;Linfur&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_213"&gt;Keyra&lt;/span&gt; contaram até três e ao mesmo tempo arremessaram suas adagas mágicas, matando os dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_214"&gt;orcs&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_215"&gt;instantaneamente&lt;/span&gt;. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_216"&gt;ladinos&lt;/span&gt; se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_217"&gt;cumprimentaram&lt;/span&gt; silenciosamente e se aproximaram da grade como sombras. Dentro, pessoas pareciam ter notado a morte dos guardas e começavam a ficar agitadas enquanto um grupo menor de vozes tentava acalmá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, os demais aventureiros chegaram e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_218"&gt;Keyra&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_219"&gt;Linfur&lt;/span&gt; saíram das sombras. Dentro da cela havia um grupo grande de pessoas. Camponeses em sua maioria. Homens, mulheres e crianças. Estavam doentes, mal nutridos e alguns até feridos. Em meio a essas pessoas havia um grupo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_220"&gt;goliaths&lt;/span&gt; que trajavam restos do uniforme da guarda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_221"&gt;Skan&lt;/span&gt;. Um deles, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_222"&gt;goliath&lt;/span&gt; baixo para a média e bastante magro veio até a grade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês vieram com o exército de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_223"&gt;Skan&lt;/span&gt;? A ajuda está vindo?" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_224"&gt;Disse&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_225"&gt;goliath&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Nós viemos aqui com uma missão. Não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_226"&gt;sabiamos&lt;/span&gt; de vocês." Respondeu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_227"&gt;Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Temos doentes e feridos. Precisamos tirá-los daqui."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_228"&gt;Disse&lt;/span&gt; o gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos tirá-los. Mostre-nos os feridos."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_229"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_230"&gt;Adrie&lt;/span&gt; pegando suas ervas curativas na bolsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_231"&gt;Keyra&lt;/span&gt; abriu a fechadura enquanto os demais montavam guarda. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_232"&gt;Arannis&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_233"&gt;Adrie&lt;/span&gt; entraram na cela e começaram a ajudar um homem velho que ardia em febre.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_234"&gt;Damara&lt;/span&gt; conversou com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_235"&gt;goliaths&lt;/span&gt; tentando entender como haviam sido capturados e como poderiam tirar toda aquela gente dali. Eram mais de trinta pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Moça, você viu minha mamãe?"Perguntou uma menina de uns seis anos de idade, dirigindo-se a Keyra "Ela foi levada pelos monstros." Completou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra lembrou-se da mulher que gritava no acampamento e engoliu seco. Damara interveio. "Não vimos, criança. Mas se ela estiver na montanha, a encontraremos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keyra fitou a criança, sem saber o que dizer. Lá no fundo, a meio-elfa sabia que aquela mulher estava morta e que a menina estava sozinha. Ela respirou fundo e foi conversar com Arannis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguém conhece o resto da caverna? Alguém que possa nos mostrar onde achar o líder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_236"&gt;orc&lt;/span&gt;?"Perguntou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_237"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu conheço o caminho e posso ajudar. Mas como ficam estas pessoas?"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_238"&gt;Disse&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_239"&gt;goliath&lt;/span&gt; enquanto pegava uma lança mágica e outros equipamentos junto com seus companheiros de cela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não podemos perder tempo. Viemos aqui matar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_240"&gt;Ogramum&lt;/span&gt;, não resgatar pessoas."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_241"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_242"&gt;Keyra&lt;/span&gt; irritada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Calma. Temos que tirar essa gente daqui."Respondeu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_243"&gt;Arannis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_244"&gt;Arannis&lt;/span&gt;! Como a gente pode ficar aqui conversando?! Estamos no meio da base inimiga. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_245"&gt;Orcs&lt;/span&gt; por toda parte!" Insistiu a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_246"&gt;ladina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sim eu sei mas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas temos que andar logo. Eu sinto por essas pessoas mas temos uma missão!"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_247"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_248"&gt;Keyra&lt;/span&gt; novamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós vamos levá-los. Vocês terminam a missão."Interrompeu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_249"&gt;Damara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não! Vocês têm que vir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_250"&gt;conosco&lt;/span&gt;!"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_251"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_252"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; preocupado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não posso deixar essas pessoas sozinhas. Eles têm somente alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_253"&gt;goliaths&lt;/span&gt; que ainda podem lutar e isso não vai protegê-las naquela trilha. São muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_254"&gt;orcs&lt;/span&gt;. Eu sei dos riscos e meus companheiros concordam. Vocês têm condições de matar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_255"&gt;Ogramum&lt;/span&gt;. Nós, os Irmãos de Sangue, vamos levar essa gente de volta a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_256"&gt;Skan&lt;/span&gt;."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_257"&gt;Disse&lt;/span&gt; a guerreira de cabelos de fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu concordo. É o mais correto."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_258"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_259"&gt;Arannis&lt;/span&gt; apertando a mão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_260"&gt;Damara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_261"&gt;Kraig&lt;/span&gt; abraçou cada um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_262"&gt;mebros&lt;/span&gt; da Ordem da Liberdade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_263"&gt;Carric&lt;/span&gt; apertou a mão de todos e ao chegar perto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_264"&gt;Adrie&lt;/span&gt;, sussurrou algo em seu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espero ver você de novo..."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_265"&gt;Disse&lt;/span&gt; ele em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_266"&gt;élfico&lt;/span&gt; e recebeu um abraço da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_267"&gt;druída&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_268"&gt;Linfur&lt;/span&gt; apenas acenou para o grupo, mantendo sua pose de 'poucos amigos'. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_269"&gt;Damara&lt;/span&gt; despediu-se de todos, deixando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_270"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; por último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu, espero que vocês consigam sair e que nós &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_271"&gt;er&lt;/span&gt;...eu..."Gaguejou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_272"&gt;Soveliss&lt;/span&gt; mas antes que pudesse terminar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_273"&gt;Damara&lt;/span&gt; o puxou pela gola da túnica e o beijou intensamente. Todos ficaram em silêncio, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_274"&gt;surpresos&lt;/span&gt; e então , soltando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_275"&gt;eladrin&lt;/span&gt;, a humana de cabelos ruivos sorriu, mostrou o dente de dragão que ele havia lhe dado e disse: "Nos veremos em breve, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_276"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Espera...eu...queria te dar isto. Leia quando estiver a salvo."Disse Soveliss ao entregar-lhe uma carta fechada. "Fique a salvo..."Disse ele sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim os Irmãos de Sangue deixaram a montanha, determinados a levar os sobreviventes em segurança até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_277"&gt;Skan&lt;/span&gt;, enquanto a Ordem da Liberdade matava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_278"&gt;Ogramum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_279"&gt;Arannis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_280"&gt;Soveliss&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_281"&gt;Adrie&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_282"&gt;Keyra&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_283"&gt;Ecniv&lt;/span&gt; seguiram pelo túnel, acompanhados pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_284"&gt;goliath&lt;/span&gt; da lança azulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós somos a Ordem da Liberdade."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_285"&gt;Disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_286"&gt;Ecniv&lt;/span&gt; apresentando cada um dos membros "Como é seu nome?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me chamo...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_287"&gt;Murmur&lt;/span&gt;."&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_288"&gt;Disse&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" i
